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sábado, 19 de junho de 2010

Quem somos nós?

(Atenção: os vídeos estão inseridos no contexto do post)

Considerando tão somente nosso corpo físico, quem somos nós?

O que fazemos ou pensamos para nos sentirmos tão importantes  em relação a outras pessoas, espaços, cidades, países, planetas, sistemas solares?

De onde a informação que somos os únicos seres com capacidade de raciocínio deste ou de qualquer sistema solar?

Ante a imensidão do universo, o que é o nosso planeta?

Tão somente um grão de poeira;  Assim     como o    nosso sistema solar dentro da via lactea, nada mais é do que um simples ponto, e aquela, uma entre milhares...   E, então... O que somos nós, nesteplaneta?Via Lactea

O interessante que sempre procuramos estar em condições de superioridade perante as demais pessoas, como se isso pudesse, efetivamente, nos permitir assim sermos; saimos com o nosso carro e se cuidem os demais para não serem atropelados...

Passamos perto das pessoas, sequer olhamos para seus olhos, que dirá, esboçarmos um leve sorriso; os outros são os outros, estão alí por um acaso do destino e nada tem a ver conosco.

Vamos levando a vida como se a única coisa que importasse, fosse o nosso bem estar! As favas, os mendigos, as crianças, a natureza e o conjunto de leis que rege nosso planeta; nada importa pelo ângulo de nossa estreita visão, exceto nós...

 

É preciso lembrar que o macrocosmos é como o microcosmos; que as mesmas leis que regem uma célula, regem nosso corpo físico e também o universo e, assim como uma célula cancerosa pode iniciar um processo que levará uma pessoa à morte, também nosso planeta poderá colocar em risco nosso sistema solar... E assim como uma célula cancerosa é extirpada de um organismo na tentativa de salvá-lo, é válida a probabilidade de que, se não cuidarmos do nosso planeta, também ele poderá ser eliminado para não destruir o sistema solar... E assim, sucessivamente! É uma lei da natureza  que deve ser observada.

Mas, o que tem a ver as demais pessoas, a natureza, a terra, os planetas, o universo, conosco?   Tudo!

Tudo está em conexão; nada é separado, individual; seja a folha que cai da arvore, seja o nascimento de uma criança... O bioritmo da natureza a tudo comanda! A lei é igual para tudo e para todos, indistintamente!

Paulo Pinto Pereira

Curitiba, Pr,  19.06.2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A caminho de uma nova realidade

Publico hoje, um comparativo escrito pela senadora Marina Silva, candidata à Presidência da Republica. A importância do texto esta na oportunidade de conhecermos a pessoa da Marina e seus pensamentos.
Com relação ao filme, eu, como espiritualista, espirita e umbandista, e que venho desde os meus três/quatro anos vivênciando trabalhos e contatos com o mundo espiritual, o considero como brilhante na sua forma de colocar aos seres humanos que, a nossa mãe "Terra" é um ser vivo, que precisa de atenção, carinho e consideração; que todos somos seus filhos e estamos ligados por laços indeléveis à ela e entre nós. Portanto, para que consigamos vencer e nos curar, indispensável nos darmos as mãos e definitivamente, o coração!
Nosso tempo se escoa e não tenho mais certeza de que poderemos reverter todo o mal que já fizemos, mas sei que devemos tentar de todas as formas que pudermos.
Não viemos a este planeta a passeio!
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Avatar e a síndrome do invasor

Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre.

Lembranças

A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia. No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.

Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs. Ele fazia um jogo pra ver quem sabia mais nomes de árvores. Quem ganhasse era dispensada, ao chegar em casa, de cortar cavaco para fazer o fogo e defumar a borracha que estávamos levando. A disputa era grande e nisso ganhávamos cada vez mais intimidade com a floresta, suas riquezas e seus riscos.

A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor. Lá se encontrava um tiquinho de mel tão doce que às vezes dava até agonia no juízo, como costumávamos dizer.

É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força. Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea. Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições. Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.

Ficção e realidade

O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na’vi. E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.

O filme também me remeteu ao aprendizado ao contrário, quando fui para a cidade e comecei a aprender os códigos daquele mundo tão estranho para mim. Ali fui conduzida por pessoas que me ensinaram tudo, me apontaram as belezas e os riscos. E também enfrentei, junto com eles, o mal e a violência da destruição.

Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre. Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do “progresso” ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme. Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era “lógico” tirar do caminho quem ousava se contrapor. Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.

A ficção dialoga muito profundamente com a realidade. Seres humanos, sem conhecimento sensível do que é a natureza, chegam destruindo tudo em nome de um resultado imediato, com toda a virulência de quem não atribui nenhum valor àquilo que está fora da fronteira estreita do seu interesse imediato. No filme, como o valor em questão era a riqueza do minério, a floresta em si, com toda aquela conectividade, toda a impressionante integração entre energias e formas de vida, não vale nada para os invasores. Pior, é um estorvo, uma contingência desagradável a ser superada.

Síndrome do invasor

Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.

É uma visão tão arrogante, tão ciosa da exclusividade do seu saber, que tudo o mais é tido como desimportante e, consequentemente, não deve ser levado em conta. É como se se pudesse, por um ato de vontade e comando, anular a própria realidade. Como se o que está no lugar que se transformou em seu objeto de desejo, fosse uma anomalia, um exotismo, uma excrescência menor.

E, afinal, essa arrogância vem da ignorância e da falta de instrumentos e linguagem para apreender a riqueza da diferença e extrair dela algum significado relevante e agregador de valor. Numa inversão trágica, a diferença é vista apenas como argumento para subjugar, para estabelecer autoritariamente uma auto-definida superioridade. Poderíamos chamar tudo isso de síndrome do invasor, cujo principal sintoma é a convicção cega e ensandecida, movida a delírios de poder de mando e poder monetário, de ser o centro do mundo.

No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria “curada” pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores. Por outro lado, também chegaram muitos forasteiros que, tal como a cientista de Avatar e o grupo que a seguiu, compreenderam que nosso modo de vida e a conservação da floresta eram uma forma de conhecimento que poderia interagir com o que havia de mais avançado no universo da tecnologia, da pesquisa acadêmica e das propostas políticas de mudanças no modelo de desenvolvimento que eram formuladas em todo o mundo. Com eles, trocamos códigos culturais, aprendemos e ensinamos.

Avatar nos leva a tomar partido

Fiquei muito impressionada como esse processo está impregnado no personagem principal de Avatar. Ele se angustia por não saber mais quem é, e só recupera sua integridade e identidade real quando começa a se colocar no lugar do outro e ver de maneira nova o que antes lhe parecia tão certo e incontestável. Sua perspectiva mudou quando viu a realidade a partir do olhar e dos sentimentos do outro, fazendo com que a simbiose presente no avatar, destinado a operar a assimilação e subjugação dos diferentes, se transformasse num poderoso instrumento para ajudá-los a resistir à destruição.

Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito. A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza.

Achei meu “povo”

E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na’vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias malárias e hepatite, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu “povo”, ainda que um pouco tarde. Houvesse os navi na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais.

Postado em 02/03/2010 por Marina Silva
http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/03/avatar-e-a-sindrome-do-invasor/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sou eu, Sou vento, Sou mar

Mar

Num momento sou bailarina,
rodopiando sob acordes lentos
de uma canção enamorada
Momento seguinte sou serpente
movimento-me sinuosamente
ante seu incrédulo olhar
Outrossim sou uma gueixa a lhe
satisfazer
Ainda em outro sou um anjo a
lhe proteger
Tantas em só uma
Enfeitiçada pelo mar
Faça-me diluir em agua
suor, sal ao me amar...
Aplaca essa ventania que
me transforma em ondas bravias.
Mergulha fundo em mim
Faz vergar minhas tormentas
Mostra-me os misterios sem fim
do seu corpo liquefeito
Faça-me cheiro e gosto desse
mar bravio
Que se debruça sobre mim
como se fosse o meu amor
primeiro

Eloiza Helena

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15678092418961139289

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Se um cão fosse o seu professor...

Você aprenderia coisas assim:

    * Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
    * Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
    * Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
    * Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
    * Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
    * Corra, pule e brinque todos os dias.
    * Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
    * Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
    * Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
    * Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
    * Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado... Volte e faça as pazes novamente.
    * Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
    * Se alimente com gosto e entusiasmo.
    * Coma só o suficiente.
    * Seja leal.
    * Nunca pretenda ser o que você não é.

E o MAIS importante de tudo....

    * Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

A amizade verdadeira não aceita limitações!!!

E nós precisamos aprender isto com um animal que, dizem ser irracional!
(Autor desconhecido)


Arte em forma de imagens II

( Arte em forma de imagens )

Dani

 

Hoje, publico mais algumas imagens feitas pela Daniela Gama!

 

Arte, beleza, sensibilidade, em imagens captadas pelos olhos dessa linda mulher... Transcendendo a natureza...

Arrival

Arrival

Espera

Espera Saudade

Saudade

Espumante

Espumante

Now

Now

Quando recebemos tanto, seja pela escrita, onde a poesia nos enche de encanto… Seja pela música, ao ouvirmos as mais lindas canções… Seja por imagens como essas, captadas por esse amoroso ser e geradas pela mais feminina de todas as mulheres, nossa mãe terra, somente podemos olhar aos céus e em oração agradecer por essa dádiva que recebemos e que se chama “Mulher”…

Para conhecer mais:

www.danielagama-fotografando.blogspot.com  e  www.flickr.com/photos/danielagama_fotografando

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Efemêra Liberdade

Engana-se, quem acha que pode fugir às suas responsabilidades, enquanto habita o corpo físico.

Efemêros são os prazeres existentes nesta vida de terceira dimensão; os criamos como “escape” psiquico às atribulações que nós proprios geramos. Vivemos correndo atrás de melhores condições financeiras, sucesso, projeção social, etc, como se fossem esses os únicos objetivos a alcançar, nos esquecendo com frequência que, a realidade verdadeira é a espiritual e não a material.

É obvio que, na maioria das situações a escada para se atingir essas “melhores condições” são nossos semelhantes; é através da exploração deles, que buscamos melhorar nossa condição social e econômica, sempre querendo mais e mais, sem nos darmos conta de que, outros, imbuidos da mesma ambição, também nos pisam rumo à sua ilusória situação de melhoria.

Pode-se afirmar que a resultante dessa corrida desenfreada na busca de recursos materiais, gera tantos problemas a nível social que acaba por reduzir ainda mais, nossa felicidade e liberdade, em qualquer de suas múltiplas facetas.

Um exemplo hipotético mas verossímil:

“Augusto, um funcionário público, que julgava ter um baixo salário, começou a aceitar propinas para facilitar a execução de contratos fraudulentos; com o passar do tempo, avaliou ele, que havia necessidade de se resguardar no sentido de justificar os bens que começava a adquirir. Assim abriu uma empresa que foi registrada em nome da esposa; obviamente que tal empresa, comercializava produtos necessários ao dia a dia do órgão público no qual era servidor. Não demorou muito para que a sua empresa também começasse a participar dos processos licitatórios e, ao final, graças a falcatruas e negociações escusas, conseguisse vencer licitações, em detrimento de outra pequena empresa, que lutava ferozmente para se manter no mercado e cujos sete empregados dela dependiam para sobreviverem. A partir de então, a vida de Augusto mudou significativamente, permitindo que ele tivesse e desse a sua familia, somente o melhor. Quanto à pequena empresa concorrente, após perder as licitações, se viu compelida a reduzir seu quadro de empregados e dos sete, demitiu dois, um dos quais, o João, cuja familia dele dependia. Sem um preparo adequado, João buscou desesperadamente por um emprego que viesse a lhe garantir a subsistência da familia, constituida por ele, a esposa e dois pequenos filhos; mas a existência de vagas para pessoas sem capacitação técnica era e é quase inexistente e João foi procurar uma atividade na área de prestação de serviços como autônomo. Buscou na jardinagem, uma saída para seu problema, mas em cada casa que oferecia seus serviços, recebia negativas - plenamente justificadas, se considerarmos que a insegurança que nos cerca hoje, faz-nos pensar algumas vezes para permitir que um estranho adentre o quintal da nossa casa. Assim João, passou a depender da caridade alheia e sem mais recursos para sustentar sua familia, não viu outra saída a não ser furtar, o que se mostrou perigoso e sem resultados expressivos. Então o roubo, embora perigoso também, tornou-se a opção. Assaltos a mão armada adquiriram frequência até o dia em que, ao tentar roubar um jovem, o mesmo reagiu, obrigando João a se defender e infelizmente, atirar. João foi preso e o jovem universitário, que por ironia do destino era filho de Augusto, o funcionário público, morreu; mas a sequência de fatos resultantes da ambição de Augusto, não pararam por aí: a mulher de João, a partir de então, passou a trabalhar mais, deixando seus filhos expostos aos riscos de uma sociedade decadente, tornando previsivel o resultado: ambos os filhos, passaram à marginalidade com o tráfico, consumo de drogas e a prostituição.”

Essa, com certeza, é uma história bastante comum em nosso país e que deixa algumas questões a serem analisadas:

De que adiantam excelentes condições financeiras, sucesso, projeção social, etc, se:

- As atribulações nos estressam, provocando diversos males físicos?

- Não temos liberdade, para ir até a esquina sem o risco de sermos assaltados?

- Não conseguimos fazer uma tranquila refeição em um restaurante ou lanchonete, sem que crianças venham nos pedir um pouco do que comemos?

- Nossos filhos não podem mais brincar sozinhos em parques e áreas externas, pois temos receio que venham a ser raptados; que sumam como tantas outras crianças, que não mais foram encontradas?

- Não conseguimos deitar a cabeça sobre o travesseiro e dormir, pois nos vem à lembrança que milhares de pessoas sequer conseguiram fazer a primeira refeição do dia...

De que adiantam tantos recursos materiais?

Paulo Pinto Pereira

Curitiba, Paraná, 09/06/2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Metade Somente – Paula Fonseca

Este mês, tive o prazer em conhecer “virtualmente” algumas pessoas muito queridas em Portugal e, entre elas, Paula Fonseca, poetisa e autora do livro: Metade Somente, livro de poesias  infelizmente ainda não publicado aqui no Brasil.

Mas, com certeza, é só uma questão de tempo, porque os poemas são lindíssimos e trazem em seu conteúdo muito sentimento... Transcendem nossa realidade!

O que estou publicando abaixo, derivou de um pedido meu para que ela colocasse em palavras, seu pensamento sobre a “Distância”.

A imagem é um quadro também maravilhoso, da Maria Adélia Fonseca!

Espero compartilhar a mesma emoção que sinto ao ler Paula Fonseca!

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"Distância", de Paula Fonseca (poema inédito) ; pintura "Ao longe", de Maria Adélia Fonseca

Distância? Não sei o que isso é... na essência.
Distância: corpos separados pela ausência?
Mas se quem amo mora sempre em mim
poderei eu distanciar-me dessa vivência?
Não! É intrínseco; é interior; baila enfim
este sentir comum que não tem fim...
Não me separo; entro em divisão
Não me amarro; é a multiplicação
Distância? Não sei eu o que isso é...
A distância não pode existir
quando o vento liga as serras
o mar une as terras
o pensamento se junta ao sentir
Distância seria o inferno
de saber que nos separamos
de quem é eterno...
Paula Fonseca
Ps - Há pessoas que, ainda que não estejam, diariamente, presentes, vivem mais em mim do tantas que trago/levo involuntariamente comigo!!!

Maria Adélia Fonseca
Pintura - "Ao longe", de Maria Adélia Fonseca

“Cumprimentos semelhantes a espelhos celestiais para que neles vejam reflectida a beleza interior de cada um de vós!”

Paula Fonseca

domingo, 6 de junho de 2010

Sensibilidade feminina

Coloquei um pequeno pensamento “Pela saudade... “ na minha página no Facebook e a minha querida amiga, Maria Celeste, transformou com a sua sensibilidade e criatividade, em algo maravilhoso.

Maria Celeste Ferreira

Maria Celeste Ferreira

Fiz uma nota desta pequena grande maravilha. Só assim consegui expressar como me tocou.

Obrigada...

"Saudade" - Paulo Pereira (Curitiba 04/06/2010)

Pela saudade, olho ao longe, quem amo... Pois do passado que vivi ao futuro que virá, tenho por distância o presente que se ressente, desse amor ausente...

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Added by Maria Celeste Ferreira
to the note ""Saudade" - Paulo Pereira (Curitiba 04/06/2010)"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Volte-se para outra janela

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A menina debruçada na janela, trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte do seu cão de estimação. Com pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.
 
O avô que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade:
 
Triste a cena, não é verdade?
 
A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância.
 
No entanto, o avô, que sinceramente desejava confortá-la, chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela opostamente localizada na ampla sala.
 
Abriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente:
 
Está vendo aquele pé de rosas amarelas, bem ali à frente?
 
Lembra que você me ajudou a plantá-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje... veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas...
 
A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra, das tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim.
 
O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto:
 
Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.
 
Tantos são os momentos felizes que se desenrolam em nossa existência. Tantas oportunidades de aprendizado nos visitam no dia-a-dia, que não vale a pena chorar e sofrer diante de quadros que não podemos alterar.
 
São experiências valiosas das quais devemos tirar as lições oportunas, sem nos deixarmos tragar pelo desespero e a revolta, que só infelicitam e denotam falta de confiança em Deus.
 
A nossa visão do mundo ainda é muito limitada, não temos a capacidade de perceber os objetivos da divindade, permitindo-nos os momentos de dor e sofrimento.
 
Mas Deus tem sempre objetivos nobres e uma proposta de felicidade a nos aguardar, após cada dificuldade superada.
 
***
 
Se hoje você está a observar um quadro desolador, lembre-se que existem outras tantas janelas, com paisagens repletas de promessas de melhores dias.
 
Não se permita contemplar a janela da dor. Aproveite-lhe a lição e siga em frente com ânimo e disposição.
 
O sofrimento que hoje nos parece eterno, não resiste à força das horas que a tudo modifica.
 
A luz sempre vence as trevas, basta que tenhamos disposição íntima e coragem de voltar-nos para ela.
 
Agindo assim, o gosto amargo do sofrimento logo cede lugar ao sabor agradável de viver, e saber que Deus nos ampara em todos os momentos da nossa vida.
    
Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A realidade da plenitude

Mensagem de Mãe Maria

Amados Filhos,
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
Vossas ações necessitam de mais e mais vigilância neste tempo.
Não é mais compatível com a realidade que quereis experenciar em vossa jornada – a realidade da plenitude – ações impensadas, ações impulsivas, ações egoístas, ações que não vem revestidas de amor, ternura e compreensão.
A ação amorosa precisa ser implantada definitivamente em vosso dia a dia, aquela que nunca se dá por mera reação aos estímulos do que é externo a vós, mas sim a ação que cria, que constrói, a ação revestida da vontade de transformar o mundo do caos no mundo cujo alicerce é o mais puro amor, o amor que revela a verdade do Pai e dá sentido a toda a Criação.
Não vos esqueçais, pois que vossas ações refletem sempre o vosso pensar e o vosso sentir, e os pensamentos e sentimentos que expressais revelam o grau de evolução a que chegastes no vosso processo de transformação.
Sabeis já o quanto de vontade e de atenção se fazem necessários a cada instante do vosso dia a dia se verdadeiramente quereis mudar.
Mudar vossos hábitos limitadores, vossos pensamentos conflitantes, vossas atitudes impensadas, mudar vossa maneira de ser para refletir a essência do Criador.
Sabeis já que a essência do Criador é puro amor incondicional, e que vosso desafio é pautar vossa conduta baseado unicamente na força do amor.
Quão longo tem sido o caminho do vosso aprendizado, quantas experiências já foram armazenadas no âmago do vosso ser, e todas elas, eu repito todas – boas ou não – fazem de vós o ser que hoje, nesse vosso tempo, já reconhece a grandeza de que é portador e a necessidade premente de manifestar essa grandeza na convivência diária com todos os demais seres que habitam vosso planeta.
Ser grande é ser amoroso, ser fraternal, ser uno com todas as criaturas que, como vós, buscam a comunhão com o Pai Criador.
Sois grandes, já sabeis, grandes seres de luz, e é tempo de manifestar essa grandeza em vosso mundo, para que vossas ações possam ser o espelho que muitos ainda precisam para enxergar a bênção que é poder estar encarnado nesse vosso planeta onde ainda permeia tanta ilusão.
A ilusão é o resultado de todos os vossos equívocos, do passado e do presente, eis que eles criam a escuridão que ainda vos envolve, e onde há escuridão paira a dúvida, a falta, o egoísmo, a incompreensão.
Lutai, pois para vos desvencilhardes da escuridão.
Buscai vos amparar na fé de que vosso poder, como Filho de Deus, é ilimitado, e que ao exercitar esse poder fazeis girar a roda de todas as ilusões que alimentastes e que trouxeram trevas a vossa realidade.
Assim, com muita determinação, resgatareis a compreensão de tudo que precisais realizar para que a luz volte a brilhar no vosso caminho, permitindo que possais dar os passos seguros que vos levam a concretização da vossa redenção.
Redenção a divindade que existe em vós e que finalmente pode vir à tona para vos nutrir do alimento sagrado chamado amor, e através do amor por um ponto final a todas as vossas carências, aquelas que ainda vos impede de ser feliz.
Bem amados, usai uma parcela de vosso tempo para mergulhar na reflexão.
Ela é fundamental nesse tempo, eis que vos dá acesso a Mente de Deus, onde mora todas as respostas que necessitais para dissipar todas as dúvidas, levando-vos a confiar mais e mais em vossos corações que sempre sinalizam o melhor caminho para que possais cumprir vossa missão individual e planetária.
Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.
SP-13/04/2010 – Mensagem de Mãe Maria-09-2010 canalizada por Jane M. Ribeiro.

Moderador do grupo:
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terça-feira, 25 de maio de 2010

Ações cruéis

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Em se observando a enorme diversidade dos animais, descobre-se como o Pai Criador foi pródigo em tudo providenciar ao homem.
Os animais o vestem com suas peles, o alimentam com seus ovos, seu leite, sua carne. Aquecem-no com suas penas e lã.
Com alegria, lhe deliciam os ouvidos tecendo sinfonias nos ramos das árvores ou aprisionados em gaiolas douradas.
Retribuem as carícias com fidelidade extremada, até o sacrifício da própria vida.
Em uma palavra, servem a Humanidade. E o que tem feito o homem pelos animais?
Basta se viaje e nas rodovias se encontram à venda várias aves, especialmente periquitos e papagaios, recém retirados do seu habitat.
Repousam ali, sobre varas improvisadas, de asas cortadas para não alçarem vôo.
Se a necessidade ou a ignorância de quem as retira da mata pode ser entendida, como se desculpar o homem que passa no seu carro, a negócios ou a passeio, que pára e adquire o espécime?
Para quê? Para servir de brinquedo ao filho? Por quanto tempo? Para servir de adorno?
Logo, o bichinho está relegado a um canto, triste. Morre cedo, na maioria das vezes, porque longe da liberdade da sua mata, quando não por doenças que contrai pela alimentação inadequada que recebe.
De outras vezes, descobre-se nos centros urbanos, junto a piscinas improvisadas ou nos jardins, tartarugas e cágados.
Também retirados pequenos do seu local de origem, fazem a alegria da criançada... Por algum tempo.
Até crescerem tanto que deixam de ser engraçadinhos. Alimentados de forma incorreta, têm os seus cascos amolecidos e acabam sendo entregues, quando o são, a zoológicos da cidade.
Para que tirá-los da condição de liberdade?
Tudo isso demonstra a crueldade do ser humano. Crueldade que é fruto do seu egoísmo e do pouco valor que dá à vida.
Já se viu, muitas vezes, burros e mulas com os ossos à mostra, carregando fardos pesadíssimos. E ainda recebendo chicotadas. Fome, trabalho excessivo, maus tratos.
Patos e suínos confinados em espaços mínimos, em especial regime de engorda. Prisioneiros, para acelerar a hora de serem levados ao mercado consumidor ou produzirem a melhor iguaria para sofisticados pratos.
Onde o respeito à vida, à natureza, ao ser inferior?
Conscientizemo-nos de que somente alcançaremos a felicidade, quando não venhamos a distribuir o mal, seja para a Terra que nos agasalha, seja para os seres que a habitam.
Porque em síntese, toda agressão à natureza redunda em prejuízo para quem a pratica.
 
* * *
 
Carl Sagan, astrônomo americano, disse que se fôssemos visitados por um viajante espacial que examinasse nosso planeta, ele possivelmente concluiria que não há vida inteligente na Terra.
É que o hipotético viajante iria logo descobrir que os organismos dominantes da Terra estão destruindo suas fontes de vida.
A camada de ozônio, as florestas tropicais, o solo fértil, tudo sofrendo constantes ataques.
    
Redação do Momento Espírita, com base em artigo publicado na Revista Veja de 27.03.1996
 


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Tolerância

Mensagem de Mãe Maria

Amados Filhos,
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
Tolerância, bem amados, a vida exige de vós o exercício da tolerância.
É tempo de não mais reagirdes aos estímulos que despertam em vós sentimentos discordantes, palavras contundentes, pensamentos que dão margem a manifestação da intolerância.
Reagir não é o comportamento esperado daqueles que ascenderam a um nível de consciência onde a compreensão da lei da causa efeito é cristalina.
Lições são aprendidas e limites são transmutados quando a reação intolerante é substituída pela compreensão amorosa de que o outro ali está para ajudar-vos a crescer.
Em vosso mundo tudo tem um preço e exige trabalho, empenho, dedicação, lembrai-vos.
Vossas conquistas são o resultado do vosso trabalho só dele; sem trabalho não há crescimento e sem crescimento a vida não tem significado.
É no ato de crescer, em verdade e em espírito, que vossos horizontes se alargam dando lugar ao entendimento de quem verdadeiramente sois.
Sim, amados, sois Filhos de Deus, já sabeis, porém ainda não compreendeis o profundo significado dessa assertiva.
Há um longo caminho a ser percorrido entre o ato de saber e o de compreender.
O saber vem do mundo da ilusão, dos conceitos que nele foram desenvolvidos, nas verdades nele criadas.
A compreensão vem da fonte Infinita e Suprema da Luz e nunca dá margem a falsas interpretações.
A compreensão emerge em vossos corações não em vosso intelecto.
A compreensão permite a vós transpor aparentes obstáculos, que só são perceptíveis pela estreiteza de vossos egos.
Não existem obstáculos para os Filhos da Luz; a Luz somente doa amor a seus filhos sem nunca condicionar esse amor a qualquer ação ou omissão.
É tempo de perceberdes essa verdade:- Não existem obstáculos para os Filhos da Luz.
Dificuldades e incertezas só existem no mundo da ilusão, onde cada um procura se resguardar da ação do outro, eis que sempre olha para o outro como seu inimigo.
Como podem ser inimigos seres oriundos de uma mesma Fonte e com um mesmo objetivo?
Acordai, amados! Sois todos iguais em essência, sois todos merecedores da plenitude, sois seres divinos e o divino não comporta qualquer limitação.
Deixai, pois de alimentar a falsa crença de que sois uns diferentes dos outros.

Sois iguais e essa igualdade precisa emergir rapidamente, para que mais uma etapa de vosso aprendizado seja concluída nesse tempo de transformação.
Essa conquista se torna cada vez mais urgente, como urgente é substituir a intolerância que reina entre todos vós pela tolerância que busca compreender para mudar.
É na mudança de vossos conceitos que se encontra o traçado do reto caminho que precisais percorrer para ser feliz.
Cada conceito errôneo, cada preconceito que alimenta o limite e a separação, que cedem lugar para a compreensão permitem mais e mais clareza sobre o que está por vir para vós, e para toda a humanidade.
Esse é um tempo de colheita, tempo mágico que dissolve as névoas que envolveram vossas jornadas, tornando todas as vossas vivências transparentes, cristalinas, prontas para devolverem a cada um de vós a compreensão do que ainda precisa ser aprendido e transformado, para que a dualidade seja apenas a lembrança de um passado que não precisa mais retornar.
Sim, vosso passado retorna em novos cenários, e através de novos personagens, sempre que a lição necessária para vossa evolução não foi aprendida e transformada.
É tempo de sairdes em busca de novas conquistas; elas vos esperam ao longo do caminho; conquistá-las exige, contudo, a clareza e a certeza de que as lições do passado foram finalmente concluídas abrindo espaço para o novo, em um novo patamar de compreensão.
Bem amados, a vida aí está para ser vivida a cada instante sagrado; não desperdiceis, pois o precioso tempo da misericórdia que vos foi ofertado pelo Criador para que pudesses compreender que só o amor vos leva a plenitude do Pai.
Bem amados, que vossas orações possam ser direcionadas para todos os povos e nações, para que cada um se reconheça como um aspecto do mesmo Pai, faces que se completam para gerar a Unidade que consolida a Paz.
Que a paz permeie vossos corações e vossas vidas, hoje e por toda a eternidade.
Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.

SP-Mensagem de Mãe Maria-10-2010 recebida por Jane M. Ribeiro

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ética!

O texto abaixo está circulando na internet via e_mails e sendo publicado em vários blogs.
Procurei o autor mas não encontrei; não sei se é anonimo ou se aqui também faltou "ética" a quem resolveu passá-lo adiante...

" Tá" Reclamando do Lula? Do Serra? Da Dilma? Do Arrruda? Do Sarney? Do Collor? Do Renan? Do Palocci? Do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos políticos distritais de Brasilia? Do Jucá? Dos mais 300 picaretas do Congresso?
 E você?
 Brasileiro Reclama De Quê?
O Brasileiro é assim:
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração ou quer ter atendimento privilegiado.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura, camisa para o time, bola e outras quinquilharias.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
8. - Viola a lei do silêncio.
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
13. - Faz  "gato" de luz, de água e de tv a cabo.
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes e idosos.
20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.
27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
E quer que os políticos sejam honestos...
Escandaliza-se com a farra das passagens
aéreas...
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não? São crias das mesmas famílias?
Brasileiro reclama de quê, afinal?
Reflita, veja se não é a mais pura verdade...
Já passou da hora de adotarmos uma mudança de comportamento; vamos começar por nós mesmos, onde for necessário!
Vamos nos empenhar em dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia se quer para os seus um Brasil melhor, com brasileiros cientes e comprometidos com a ética!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, cultos, honestos, dignos, éticos, responsáveis...) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

A mudança deve começar dentro de nós, nas nossas casas, nos nossos valores, nas nossas atitudes!

"Como sempre foi e sempre será, as consequências são frutos das nossas escolhas"
 


segunda-feira, 29 de março de 2010

Viver como se não houvesse amanhã

Clique em Mostrar Imagens para ouvir o som de fundo e ver as imagens

O destino de todos os seres vivos é a morte. Morrem flores, plantas, bichos, gente. Até mesmo as estrelas, que nascem em uma explosão de luz, chegam à finitude.
 
Morremos um pouco todos os dias. Cada anoitecer nos relembra que mais um dia se passou em nossa vida.
 
E isso nos deveria ser um alerta para os rumos que damos à existência.
 
Mas por que a morte nos assusta de tal forma?
 
O sábio se prepara para morrer. Mas para a maioria dos seres humanos, a simples menção da palavra "morte" é um trauma. Não falamos de morte, como se falar disso pudesse atraí-la.
 
No entanto, preparar-se para morrer é útil. Necessário mesmo. Não se trata de uma atitude mórbida, mas de naturalidade perante o ciclo que rege a vida.
 
Naturalidade? Sim, pois em nossa vida a morte é uma certeza. Podemos até não saber quando e onde ela virá, mas virá certamente.
 
Países, idiomas e crenças são diferentes. Mas, paradoxalmente, a grande certeza que nos une a todos é a de que um dia nosso corpo estará morto.
 
Por isso, vale a pena pensar de modo positivo na morte. Preparar-se para esse momento inevitável.
 
A psiquiatra suíça Elizabeth Kübler-Ross narra, em seus diversos livros, o sofrimento das pessoas que não se prepararam para morrer ou para dizer adeus aos parentes e amigos.
 
A médica - que se tornou famosa no Mundo inteiro por seus trabalhos junto a pacientes terminais - observou que a maioria das pessoas traz pendências, assuntos não-resolvidos e traumas que eclodem na hora da morte.
 
É que não costumamos refletir sobre a nossa própria morte. Sempre a imaginamos muito distante.
 
E, por isso, vamos adiando a resolução de pendências que poderiam ser solucionadas agora, com calma.
 
Portanto, vale a pena iniciar uma preparação. Quer uma fórmula simples?
 
Viva como se fosse o seu último dia. Faça o bem, seja amável e gentil.
 
Não deixe para amanhã as palavras de afeto, os gestos de amor. Diga à família o quanto você a ama. Deixe os papéis em ordem, os assuntos encaminhados.
 
Se há mágoas, esqueça, perdoe. Vire a página. Se há assuntos por resolver, esclareça, converse. Enfim, resolva.
 
Não deixe espaço para que um dia você lamente não ter falado na hora certa.
 
Viva a vida de forma simples e bela para que, ao encerrá-la, não haja muitos arrependimentos.
 
O músico Renato Russo tinha uma frase síntese para essa atitude: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã".
 
Afinal, amanhã a morte pode ter vindo, silenciosa, bater à sua porta, ou da pessoa amada. E até o reencontro, então, poderá ser uma longa espera.
 
Faça como o poeta Manuel Bandeira. Em um de seus mais inspirados poemas, "Consoada", ele fala sobre o dia em que a morte chegará e vai encontrá-lo preparado.
 
"Quando a indesejada das gentes chegar,
 
Talvez eu tenha medo.
 
Talvez sorria, ou diga:
 
Alô, iniludível!
 
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
 
(A noite com seus sortilégios).
 
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
 
A mesa posta, com cada coisa em seu lugar".
 
Possamos, todos nós, aguardar a morte com a alma leve, a consciência em paz, um sorriso de dever cumprido pairando, suave, nos lábios pálidos.
 
Quando essa hora chegar, o seu dia - a sua vida - terão sido bons? Pense nisso!
 
Redação do Momento Espírita.
 


quinta-feira, 4 de março de 2010

Pequeno Diário de Amores Bandidos

O texto   é uma transcrição de um  conto do livro “Pequeno Diário de Amores Bandidos”, do nosso amigo Frank Tavares, a ser lançado brevemente.

                                              ELA É MUITO DOIDA!
05012009120Lulu é uma agitadora. Rebelde sem causa. Ela é muito doida. Nunca se prendeu a nada que ultrapassasse sua compreensão. Cavaleira andante sem dragões, leva a vida a consumir emoções. As suas e a dos outros. Festas, embalos, nada ela perde. Fez uma tatuagem no corpo quando isso era privilégio de bandidos e almas que o mundo diz serem perdidas. Bebe, fuma e ama demais. As tias, sempre elas, falam mal de Lulu pelos cantos, mas ela não liga. O pai diz que um dia ela vai crescer, mas por dentro, ele ri das loucuras da filha e ouso dizer que a inveja pela coragem de fazer o que faz. Coragem que ele não tivera em sua juventude pelo menos. Ele não vivera, apenas lutara pela vida. Lulu segue sua vida de mil tribos, mil gestos impensados, mil vidas numa só. Embarcou para Porto Seguro e não sabe quando volta. O pai com saudades sonha com as praias que nunca foi. Com a bebedeira que nunca tomou. Sente saudades do que não teve, mas vibra com as loucuras da filha, como se ele as fizesse. Linda Lulu que vive e deixa a vida fluir pelo seu corpo e sua alma. A louca Lulu de quem os outros falam somente pela inveja e da incapacidade de suas vidas sem cor e prazer. Porém um dia Lulu vai acordar e então...


Frank Tavares


Visualizar o perfil de UM MUNDO MAGICO:

 http://www.orkut.com.br/Profile?uid=6233174378815254745&mt=1

domingo, 28 de fevereiro de 2010

No teu céu

Noteu céu

Regina Azenha

É autora dos livros Mulher: Amor e Poesia, lançado em 1986, livro independente mais vendido na Bienal do Livro de Santos, Fragmentos e Mutações, de 1997 e Livro Poesia a quatro mãos, em parceria com André Azenha-2008. Vencedora do prêmio Robalo de Ouro Brasil em 1989 pelo seu primeiro livro.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Carta a um amigo poeta

carta Espero que, ao receber, esta, Meu amigo, estejas com a paz.
O motivo da mesma é para reflexão.
Meu amigo, como bem sabes,
Somos perante as mulheres Seres vulneráveis.
Não adianta, e disso, já sabes, Contra a maré nadar.
Temos que reconhecer que somos uma ilha
Não muito distante, cercados de mulheres
Por todos os lados.
E como ilhas não podemos navegar
Somos obrigados a ficar imóveis, Estáticos, sem sair do lugar.
Pobres vitimas escolhidas pelo destino Dessa coisa que é, em certas horas da vida, um verbo dolorido, esse tal verbo "amar".
Velho companheiro desiste! Não adianta lutar.Deixe que elas, como ondas,
Molhem a tua praia E agarra-te as pedras, para não se deixar arrastar.
Certas paixões, amigo, carecem de explicações,
Simplesmente aceitas como a água e ao fogo
Que mesmo de tão diferentes só pela contradição nos atraem.
Deixemo-nos molhar e na ilusão vamos nos queimar.
Mesmo assim, irmão, somos como bambus
Que o vento da paixão gosta de envergar
Mesmo sabendo que não vai, acredito,conseguir nos quebrar.
Mas quando vai parar de ventar ?
Escrevo para que num simples olhar Possas ver e acreditar, que se for para sofrer,
Melhor que seja assim. Uma dor que sabes não poder suprimir,
Já que faz parte da nossa sina amar e sofrer.
Assumamos nosso papel de mártires E a elas vamos nos entregar.
Fico por aqui na saudade e mando mil beijos para os teus
E um forte e solidário abraço do teu amigo,
Frank Tavares 

Frank Tavares é poeta e fotografo especializado em Arte & Danças.

Ou ainda, como ele próprio se define:

“Sou um punhado de emoções.

Sou aflito e sou descrito

como amante do mar…”

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=6233174378815254745

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Rosane Gebran

Hoje…

Eu me apoiei no sorriso de uma linda mulher e nas imagens que ela consegue trazer com sua camera…

Eu lí a carta escrita a um amigo poeta…

Eu escutei um milhão de vezes “Aime Moi”…

Eu lí muitos poemas que  amigas minhas me enviaram…

Eu lí muitas mensagens alegres…

Mas hoje, o que eu realmente gostaria, era de ter a condição de conscientemente, deixar esta dimensão e me deslocar até Aruanda para receber quem está nos deixando... Simplesmente para abraçar e agradecer o amor, a alegria e a amizade com que nos presenteou...

Girando a mais pura energia, mesclada por muitos Orixás, levando a leveza da verdadeira vida…

Com a água em fogo gerando flores e perfumes…

E o brilho das estrelas no firmamento, iluminando e tornando dia, a mais escura das noites…

Como eu gostaria de  olhar nos seus olhos e dizer: grato minha querida amiga…

Como eu gostaria…

 

Arte em forma de imagens

Dani

Hoje, começo a postar algumas imagens feitas pela Daniela Gama, que é fissurada em fotografia e tem uma sensibilidade única nessa arte, captando os mais belos e diferentes enquadramentos dotados de rara beleza…

 Farol de Humaitá - Cidade Baixa

Farol de Humaitá, Cidade Baixa, Salvador-Ba.

 Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher 1r 

 

A imagem faz parte do monumento que tem no alto a estátua de Castro Alves.

 Praça Castro Alves

 

 

 

 

 

 

 

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Ponta de Humaitá - Cidade Baixa – Salvador - Bahia

Se vocês querem conhecer mais da arte dessa linda baiana, visitem:

www.danielagama-fotografando.blogspot.com  e  www.flickr.com/photos/danielagama_fotografando

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bolsas...

Este texto está circulando na internet sem indicação de autoria e como é bastante válido, republico aqui.

Você já notou que  as mulheres colocam suas bolsas em pias e pisos de banheiros públicos e depois vão diretamente para suas mesas de jantar e colocam-nas sobre a mesa?
Acontece muito!

Nem sempre é o "alimento do restaurante" que provoca problemas de estômago. Às vezes,  é o que você não conhece que vai ferí-lo!
Mamãe fica tão chateada quando os convidados chegam em casa e jogam suas bolsas  no balcão onde ela cozinha ou prepara os pratos. Ela sempre disse que as bolsas são realmente sujas por causa de onde estiveram antes.
É algo apenas sobre o que cada mulher carrega consigo. Embora possamos saber o que está dentro de nossas bolsas, você tem alguma idéia do que está do lado de fora?
As mulheres carregam bolsas em todo lugar, do escritório a sanitários públicos, ao chão do carro. A maioria das mulheres não vive sem suas bolsas, mas você já parou para pensar onde vai sua bolsa durante o dia?
"Eu dirijo um ônibus escolar, por isso a minha costuma ficar no chão dele", diz uma mulher. 'No piso do meu carro, e nos banheiros'.
"Eu já coloquei minha bolsa em carrinhos de compras e no chão do banheiro", diz outra mulher  e claro, na minha casa, que deveria ser limpa."
Para descobrir se bolsas portam uma grande quantidade de bactérias, decidimos testá-las no Nelson Laboratories, em Salt Lake City, e, em seguida, partimos para testar a bolsa comum da mulher média.
A maioria das mulheres nos disse que elas não param para pensar sobre o que estava no fundo da sua bolsa. A maioria disse que em casa eles costumam deixar as suas bolsas em cima de mesas e balcões de cozinha onde o alimento é preparado.
A maioria das senhoras com quem conversamos disseram-nos que não ficariam surpresas se suas bolsas tivessem pelo menos um pouco de sujeira.
Acontece que bolsas são tão surpreendentemente sujas, que mesmo os microbiologistas que testaram ficaram chocados.
A microbiologista Amy Karen, do Nelson Labs, diz que quase todas as bolsas que foram testadas não só apresentaram níveis elevados em bactérias, mas ricos em espécies de bactérias nocivas. Pseudomonas que podem causar infecções oculares, Aurous Staphylococcus que podem provocar infecções cutâneas graves e as salmonelas  E-coli encontradas nas bolsas podem causar doenças sérias. Em uma amostragem quatro das cinco bolsas testou positivo para as salmonelas, e isso não é o pior. "Há coliformes fecais nas bolsas", diz Amy.
Bolsas de couro ou vinil tendem a ser mais limpas do que bolsas de pano, e o estilo de vida parece desempenhar um papel. As pessoas com filhos tendem a ter bolsas mais sujas do que aquelas que não os tem. Com uma exceção, a bolsa de uma mulher solteira que freqüentava boates tinha uma das piores contaminações de todas.. "Algum tipo de fezes, ou, eventualmente, vômito", diz Amy.
 Assim, a moral desta história é que sua bolsa não vai matá-la, mas ela tem o potencial de fazê-la ficar muito doente se você a mantiver em lugares onde realiza suas refeições. Use ganchos para pendurar sua bolsa em casa e banheiros, e não coloque-a em sua mesa, uma mesa de restaurante, ou em sua mesa de cozinha. Especialistas dizem que você deve pensar em sua bolsa da mesma forma que em um par de sapatos; é exatamente o mesmo resultado que você obterá quando colocar sua bolsa sobre a mesa."
Sua bolsa foi onde as pessoas antes andaram, sentaram, espirraram, tossiram, cuspiram, urinaram, defecaram, etc! Você realmente quer levar tudo isso para casa com você?
A microbiologista do Nelson Lab disse ainda que a limpeza de uma bolsa vai ajudar. Lave as bolsas de pano e use limpa-couro para limpar o fundo de bolsas de couro.