Outro lindo poema da Paula Fonseca, poetisa e autora do livro: Metade Somente .
O vídeo produzido por ela, tem como música de fundo: "Adagio for strings", de Samuel Barber.
Momentos de indescritível beleza…
Outro lindo poema da Paula Fonseca, poetisa e autora do livro: Metade Somente .
O vídeo produzido por ela, tem como música de fundo: "Adagio for strings", de Samuel Barber.
Momentos de indescritível beleza…
É autora dos livros Mulher: Amor e Poesia, lançado em 1986, livro independente mais vendido na Bienal do Livro de Santos, Fragmentos e Mutações, de 1997 e Livro Poesia a quatro mãos, em parceria com André Azenha-2008. Vencedora do prêmio Robalo de Ouro Brasil em 1989 pelo seu primeiro livro.
(Atenção: os vídeos estão inseridos no contexto do post)
Considerando tão somente nosso corpo físico, quem somos nós?
O que fazemos ou pensamos para nos sentirmos tão importantes em relação a outras pessoas, espaços, cidades, países, planetas, sistemas solares?
De onde a informação que somos os únicos seres com capacidade de raciocínio deste ou de qualquer sistema solar?
Ante a imensidão do universo, o que é o nosso planeta?
Tão somente um grão de poeira; Assim como o nosso sistema solar dentro da via lactea, nada mais é do que um simples ponto, e aquela, uma entre milhares... E, então... O que somos nós, nesteplaneta?![]()
O interessante que sempre procuramos estar em condições de superioridade perante as demais pessoas, como se isso pudesse, efetivamente, nos permitir assim sermos; saimos com o nosso carro e se cuidem os demais para não serem atropelados...
Passamos perto das pessoas, sequer olhamos para seus olhos, que dirá, esboçarmos um leve sorriso; os outros são os outros, estão alí por um acaso do destino e nada tem a ver conosco.
Vamos levando a vida como se a única coisa que importasse, fosse o nosso bem estar! As favas, os mendigos, as crianças, a natureza e o conjunto de leis que rege nosso planeta; nada importa pelo ângulo de nossa estreita visão, exceto nós...
É preciso lembrar que o macrocosmos é como o microcosmos; que as mesmas leis que regem uma célula, regem nosso corpo físico e também o universo e, assim como uma célula cancerosa pode iniciar um processo que levará uma pessoa à morte, também nosso planeta poderá colocar em risco nosso sistema solar... E assim como uma célula cancerosa é extirpada de um organismo na tentativa de salvá-lo, é válida a probabilidade de que, se não cuidarmos do nosso planeta, também ele poderá ser eliminado para não destruir o sistema solar... E assim, sucessivamente! É uma lei da natureza que deve ser observada.
Mas, o que tem a ver as demais pessoas, a natureza, a terra, os planetas, o universo, conosco? Tudo!
Tudo está em conexão; nada é separado, individual; seja a folha que cai da arvore, seja o nascimento de uma criança... O bioritmo da natureza a tudo comanda! A lei é igual para tudo e para todos, indistintamente!
Paulo Pinto Pereira
Curitiba, Pr, 19.06.2010
Num momento sou bailarina,
rodopiando sob acordes lentos
de uma canção enamorada
Momento seguinte sou serpente
movimento-me sinuosamente
ante seu incrédulo olhar
Outrossim sou uma gueixa a lhe
satisfazer
Ainda em outro sou um anjo a
lhe proteger
Tantas em só uma
Enfeitiçada pelo mar
Faça-me diluir em agua
suor, sal ao me amar...
Aplaca essa ventania que
me transforma em ondas bravias.
Mergulha fundo em mim
Faz vergar minhas tormentas
Mostra-me os misterios sem fim
do seu corpo liquefeito
Faça-me cheiro e gosto desse
mar bravio
Que se debruça sobre mim
como se fosse o meu amor
primeiro
Eloiza Helena
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15678092418961139289
Hoje, publico mais algumas imagens feitas pela Daniela Gama!
Arte, beleza, sensibilidade, em imagens captadas pelos olhos dessa linda mulher... Transcendendo a natureza...
Arrival
Espera
Espumante
Now
Quando recebemos tanto, seja pela escrita, onde a poesia nos enche de encanto… Seja pela música, ao ouvirmos as mais lindas canções… Seja por imagens como essas, captadas por esse amoroso ser e geradas pela mais feminina de todas as mulheres, nossa mãe terra, somente podemos olhar aos céus e em oração agradecer por essa dádiva que recebemos e que se chama “Mulher”…
Para conhecer mais:
www.danielagama-fotografando.blogspot.com e www.flickr.com/photos/danielagama_fotografando
Engana-se, quem acha que pode fugir às suas responsabilidades, enquanto habita o corpo físico.
Efemêros são os prazeres existentes nesta vida de terceira dimensão; os criamos como “escape” psiquico às atribulações que nós proprios geramos. Vivemos correndo atrás de melhores condições financeiras, sucesso, projeção social, etc, como se fossem esses os únicos objetivos a alcançar, nos esquecendo com frequência que, a realidade verdadeira é a espiritual e não a material.
É obvio que, na maioria das situações a escada para se atingir essas “melhores condições” são nossos semelhantes; é através da exploração deles, que buscamos melhorar nossa condição social e econômica, sempre querendo mais e mais, sem nos darmos conta de que, outros, imbuidos da mesma ambição, também nos pisam rumo à sua ilusória situação de melhoria.
Pode-se afirmar que a resultante dessa corrida desenfreada na busca de recursos materiais, gera tantos problemas a nível social que acaba por reduzir ainda mais, nossa felicidade e liberdade, em qualquer de suas múltiplas facetas.
Um exemplo hipotético mas verossímil:
“Augusto, um funcionário público, que julgava ter um baixo salário, começou a aceitar propinas para facilitar a execução de contratos fraudulentos; com o passar do tempo, avaliou ele, que havia necessidade de se resguardar no sentido de justificar os bens que começava a adquirir. Assim abriu uma empresa que foi registrada em nome da esposa; obviamente que tal empresa, comercializava produtos necessários ao dia a dia do órgão público no qual era servidor. Não demorou muito para que a sua empresa também começasse a participar dos processos licitatórios e, ao final, graças a falcatruas e negociações escusas, conseguisse vencer licitações, em detrimento de outra pequena empresa, que lutava ferozmente para se manter no mercado e cujos sete empregados dela dependiam para sobreviverem. A partir de então, a vida de Augusto mudou significativamente, permitindo que ele tivesse e desse a sua familia, somente o melhor. Quanto à pequena empresa concorrente, após perder as licitações, se viu compelida a reduzir seu quadro de empregados e dos sete, demitiu dois, um dos quais, o João, cuja familia dele dependia. Sem um preparo adequado, João buscou desesperadamente por um emprego que viesse a lhe garantir a subsistência da familia, constituida por ele, a esposa e dois pequenos filhos; mas a existência de vagas para pessoas sem capacitação técnica era e é quase inexistente e João foi procurar uma atividade na área de prestação de serviços como autônomo. Buscou na jardinagem, uma saída para seu problema, mas em cada casa que oferecia seus serviços, recebia negativas - plenamente justificadas, se considerarmos que a insegurança que nos cerca hoje, faz-nos pensar algumas vezes para permitir que um estranho adentre o quintal da nossa casa. Assim João, passou a depender da caridade alheia e sem mais recursos para sustentar sua familia, não viu outra saída a não ser furtar, o que se mostrou perigoso e sem resultados expressivos. Então o roubo, embora perigoso também, tornou-se a opção. Assaltos a mão armada adquiriram frequência até o dia em que, ao tentar roubar um jovem, o mesmo reagiu, obrigando João a se defender e infelizmente, atirar. João foi preso e o jovem universitário, que por ironia do destino era filho de Augusto, o funcionário público, morreu; mas a sequência de fatos resultantes da ambição de Augusto, não pararam por aí: a mulher de João, a partir de então, passou a trabalhar mais, deixando seus filhos expostos aos riscos de uma sociedade decadente, tornando previsivel o resultado: ambos os filhos, passaram à marginalidade com o tráfico, consumo de drogas e a prostituição.”
Essa, com certeza, é uma história bastante comum em nosso país e que deixa algumas questões a serem analisadas:
De que adiantam excelentes condições financeiras, sucesso, projeção social, etc, se:
- As atribulações nos estressam, provocando diversos males físicos?
- Não temos liberdade, para ir até a esquina sem o risco de sermos assaltados?
- Não conseguimos fazer uma tranquila refeição em um restaurante ou lanchonete, sem que crianças venham nos pedir um pouco do que comemos?
- Nossos filhos não podem mais brincar sozinhos em parques e áreas externas, pois temos receio que venham a ser raptados; que sumam como tantas outras crianças, que não mais foram encontradas?
- Não conseguimos deitar a cabeça sobre o travesseiro e dormir, pois nos vem à lembrança que milhares de pessoas sequer conseguiram fazer a primeira refeição do dia...
De que adiantam tantos recursos materiais?
Paulo Pinto Pereira
Curitiba, Paraná, 09/06/2010
Este mês, tive o prazer em conhecer “virtualmente” algumas pessoas muito queridas em Portugal e, entre elas, Paula Fonseca, poetisa e autora do livro: Metade Somente, livro de poesias infelizmente ainda não publicado aqui no Brasil.
Mas, com certeza, é só uma questão de tempo, porque os poemas são lindíssimos e trazem em seu conteúdo muito sentimento... Transcendem nossa realidade!
O que estou publicando abaixo, derivou de um pedido meu para que ela colocasse em palavras, seu pensamento sobre a “Distância”.
A imagem é um quadro também maravilhoso, da Maria Adélia Fonseca!
Espero compartilhar a mesma emoção que sinto ao ler Paula Fonseca!
"Distância", de Paula Fonseca (poema inédito) ; pintura "Ao longe", de Maria Adélia Fonseca
Distância? Não sei o que isso é... na essência.
Distância: corpos separados pela ausência?
Mas se quem amo mora sempre em mim
poderei eu distanciar-me dessa vivência?
Não! É intrínseco; é interior; baila enfim
este sentir comum que não tem fim...
Não me separo; entro em divisão
Não me amarro; é a multiplicação
Distância? Não sei eu o que isso é...
A distância não pode existir
quando o vento liga as serras
o mar une as terras
o pensamento se junta ao sentir
Distância seria o inferno
de saber que nos separamos
de quem é eterno...
Paula Fonseca
Ps - Há pessoas que, ainda que não estejam, diariamente, presentes, vivem mais em mim do tantas que trago/levo involuntariamente comigo!!!
Pintura - "Ao longe", de Maria Adélia Fonseca
“Cumprimentos semelhantes a espelhos celestiais para que neles vejam reflectida a beleza interior de cada um de vós!”
Paula Fonseca
Coloquei um pequeno pensamento “Pela saudade... “ na minha página no Facebook e a minha querida amiga, Maria Celeste, transformou com a sua sensibilidade e criatividade, em algo maravilhoso.
Fiz uma nota desta pequena grande maravilha. Só assim consegui expressar como me tocou.
Obrigada...
"Saudade" - Paulo Pereira (Curitiba 04/06/2010)
Pela saudade, olho ao longe, quem amo... Pois do passado que vivi ao futuro que virá, tenho por distância o presente que se ressente, desse amor ausente...
Added by Maria Celeste Ferreira
to the note ""Saudade" - Paulo Pereira (Curitiba 04/06/2010)"
O texto é uma transcrição de um conto do livro “Pequeno Diário de Amores Bandidos”, do nosso amigo Frank Tavares, a ser lançado brevemente.
ELA É MUITO DOIDA!
Lulu é uma agitadora. Rebelde sem causa. Ela é muito doida. Nunca se prendeu a nada que ultrapassasse sua compreensão. Cavaleira andante sem dragões, leva a vida a consumir emoções. As suas e a dos outros. Festas, embalos, nada ela perde. Fez uma tatuagem no corpo quando isso era privilégio de bandidos e almas que o mundo diz serem perdidas. Bebe, fuma e ama demais. As tias, sempre elas, falam mal de Lulu pelos cantos, mas ela não liga. O pai diz que um dia ela vai crescer, mas por dentro, ele ri das loucuras da filha e ouso dizer que a inveja pela coragem de fazer o que faz. Coragem que ele não tivera em sua juventude pelo menos. Ele não vivera, apenas lutara pela vida. Lulu segue sua vida de mil tribos, mil gestos impensados, mil vidas numa só. Embarcou para Porto Seguro e não sabe quando volta. O pai com saudades sonha com as praias que nunca foi. Com a bebedeira que nunca tomou. Sente saudades do que não teve, mas vibra com as loucuras da filha, como se ele as fizesse. Linda Lulu que vive e deixa a vida fluir pelo seu corpo e sua alma. A louca Lulu de quem os outros falam somente pela inveja e da incapacidade de suas vidas sem cor e prazer. Porém um dia Lulu vai acordar e então...
Frank Tavares
Visualizar o perfil de UM MUNDO MAGICO:
http://www.orkut.com.br/Profile?uid=6233174378815254745&mt=1
Espero que, ao receber, esta, Meu amigo, estejas com a paz.
O motivo da mesma é para reflexão.
Meu amigo, como bem sabes,
Somos perante as mulheres Seres vulneráveis.
Não adianta, e disso, já sabes, Contra a maré nadar.
Temos que reconhecer que somos uma ilha
Não muito distante, cercados de mulheres
Por todos os lados.
E como ilhas não podemos navegar
Somos obrigados a ficar imóveis, Estáticos, sem sair do lugar.
Pobres vitimas escolhidas pelo destino Dessa coisa que é, em certas horas da vida, um verbo dolorido, esse tal verbo "amar".
Velho companheiro desiste! Não adianta lutar.Deixe que elas, como ondas,
Molhem a tua praia E agarra-te as pedras, para não se deixar arrastar.
Certas paixões, amigo, carecem de explicações,
Simplesmente aceitas como a água e ao fogo
Que mesmo de tão diferentes só pela contradição nos atraem.
Deixemo-nos molhar e na ilusão vamos nos queimar.
Mesmo assim, irmão, somos como bambus
Que o vento da paixão gosta de envergar
Mesmo sabendo que não vai, acredito,conseguir nos quebrar.
Mas quando vai parar de ventar ?
Escrevo para que num simples olhar Possas ver e acreditar, que se for para sofrer,
Melhor que seja assim. Uma dor que sabes não poder suprimir,
Já que faz parte da nossa sina amar e sofrer.
Assumamos nosso papel de mártires E a elas vamos nos entregar.
Fico por aqui na saudade e mando mil beijos para os teus
E um forte e solidário abraço do teu amigo,
Frank Tavares
Frank Tavares é poeta e fotografo especializado em Arte & Danças.
Ou ainda, como ele próprio se define:
“Sou um punhado de emoções.
Sou aflito e sou descrito
como amante do mar…”
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=6233174378815254745
Hoje…
Eu me apoiei no sorriso de uma linda mulher e nas imagens que ela consegue trazer com sua camera…
Eu lí a carta escrita a um amigo poeta…
Eu escutei um milhão de vezes “Aime Moi”…
Eu lí muitos poemas que amigas minhas me enviaram…
Eu lí muitas mensagens alegres…
Mas hoje, o que eu realmente gostaria, era de ter a condição de conscientemente, deixar esta dimensão e me deslocar até Aruanda para receber quem está nos deixando... Simplesmente para abraçar e agradecer o amor, a alegria e a amizade com que nos presenteou...
Girando a mais pura energia, mesclada por muitos Orixás, levando a leveza da verdadeira vida…
Com a água em fogo gerando flores e perfumes…
E o brilho das estrelas no firmamento, iluminando e tornando dia, a mais escura das noites…
Como eu gostaria de olhar nos seus olhos e dizer: grato minha querida amiga…
Como eu gostaria…