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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Compaixão

Mensagem de Mãe Maria

Amados Filhos,
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
Compaixão é hora de exercitar a compaixão!
Cada momento, cada hora, cada dia que passa no vosso tempo diminui o fosso entre a ilusão e a realidade do mundo que estais prestes a conquistar definitivamente.
É preciso, pois que possais compreender este instante de vossas existências.
Viveis em mais de uma dimensão, concomitantemente, e esta verdade finalmente começa a ser percebida por todos vós.
No mundo verdadeiro tudo é o mais puro amor-compaixão. Todavia, no mundo da ilusão - por onde ainda transitais - a incompreensão, o egoísmo, a soberba e tantos outros sentimentos limitadores continuam a ser expressos por vossos irmãos.
Não vos magoeis, pois quando as manifestações inesperadas desses sentimentos vierem daqueles com quem conviveis.
A mágoa não leva a lugar algum, a compreensão sim, vos conduz ao mundo da perfeição.
Lembrai-vos que cada um de vossos irmãos se encontra em um estágio de evolução, que nem sempre é semelhante ao vosso estágio, e, consequentemente ainda manifestam a dualidade, recheada do egoísmo, contra o qual tendes lutado para ver dissolvida em vós.
Buscai, pois dissipar rapidamente mágoas, dores, incompreensões que ainda se manifestam ao vosso redor e acabam por tocar vossos corações.
Liberai a mágoa e buscai deixar jorrar só amor-compaixão. Assim estareis verdadeiramente auxiliando esses vossos irmãos que precisam perceber, através do vosso exemplo, o caminho a adotar.
Quão pobre é a vida daqueles que só pensam em suas próprias necessidades, em seus próprios dissabores.
Esses não conseguem diferenciar a ilusão da realidade, e seguem tateando na escuridão onde as escolhas não são escolhas, mas, sim apenas casualidades que se apresentam como boas oportunidades.
Vã ilusão! Enquanto a humanidade não perceber que é dando que se recebe, que é pensando no todo que se conquista sua legítima parte, que é estendendo a mão que se estará sempre amparado, a luta pela sobrevivência será sim uma luta perdida, eis que aquele que se ilude sempre vê se dissolver, como fumaça, suas conquistas e realizações.
Bem amados, este é um tempo que exige compreensão.
Compreensão do vosso passado, compreensão do vosso presente - sem vos esquecer que ele é o resultado de vossas escolhas passadas – compreensão dos passos que precisais dar para conquistar o futuro tão esperado, aquele que vos retira do mundo da ilusão e vos devolve a visão do mundo da verdade.
O mundo da verdade só abre suas portas para aqueles que se despojaram, definitivamente, dos limites e das ilusões.
Vencer vossos limites é reconhecer e exercitar vosso poder ilimitado de tudo concretizar. É lembrar, para por em prática, que sois um Filho de Deus que tudo pode, não importando quão grande possa ser o obstáculo que se apresenta em vosso caminho. É olhar para o horizonte com a certeza que ele se estende infinitamente, pois infinitas são as possibilidades dos Filhos da Terra. 
Infinitude! Essa é a vossa herança, essa é a conquista que vos devolve o ilimitado.
Bem amados, que vossas orações ajudem a expandir, cada vez mais, as mentes e os corações de todos os Filhos da Terra para que o propósito maior de vossas existências seja compreendido por todos os habitantes do vosso amado planeta.
Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe. 

27/07/2010-mensagem de Mãe Maria-20-2010 recebida por Jane M. Ribeiro.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Antes de condenar...

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Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.
As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranqüila.
Subitamente, um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.
O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.
As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.
Mesmo assim o pai não fazia nada.
Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.
Dava para perceber facilmente que as demais pessoas também estavam irritadas.
A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?
O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora... Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.
Nós podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...
Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situação de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.
* * *
 
Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.
No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.
Por isso, é importante que cultivemos em nós a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.
Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.
No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar...
É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio...
É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança...
As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...
Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.
No caso do metrô, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen tomou-se de compaixão.
Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? - Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.
Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por trás da aparente indiferença de um pai que não sabia como lidar com o próprio sofrimento...
Pensemos nisso!
 
Redação do Momento Espírita, com base no item De dentro para fora, do livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey, ed. Best Seller e Franklin Covey.
 


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um Experimento Socialista

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. '
O professor então disse: "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe.  Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado.
Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas,  todos receberam "B".
Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos;  eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.
Como  resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos,  mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.
A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.
No final das contas, ninguém queria mais estudar pois só iria beneficiar o resto da sala.
Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.
"Quando a recompensa é grande, o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas, ao tirar coisas de alguns sem consentimento, para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
 
"É  impossível levar o pobre à prosperidade através  de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. 
O governo não pode dar para alguém aquilo que  tira de outro  alguém.  
Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e  quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao  começo do fim de uma nação."

"É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931/2005  Pastor Norte-Americano
Texto circulando na internet.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Oração do Coração

Mãe Maria solicitou aos seus filhos - que acreditam na força do amor incondicional para transformar dor, limite e sofrimento - que orassem diariamente, a partir de hoje, a Oração do Coração, ajudando a preparar o novo “momentum” que está prestes a se concretizar neste planeta.
As palavras desta oração visam alimentar a consolidação da nova realidade de paz, amor e luz no planeta Terra.
Amor e Luz,
Jane Ribeiro

                           Oração do Coração

Abro o meu coração para a nova realidade que a vida me oferece.
Abro meu coração e enxergo um novo mundo e uma nova humanidade.
Seres que se amam resplandecem à minha frente.
A fraternidade é revelada a cada ação, a cada passo.
A luz resplandece soberana através do semblante de cada ser.
O amor jorra de seus corações ininterruptamente.
Suas mãos transparentes são pura luz.
A luz que toca e resgata a perfeição.
Seus pés roçam suavemente a terra fértil.
E a terra devolve o carinho revelando a abundância de suas cores.
A mente cria, o coração alimenta, a ação consolida um planeta de paz.
O sol aquece, o ar ameniza, a terra resplandece vida pelo banho suave das águas cristalinas.
Tudo é luz, paz, perfeição!
Esse é o mundo que almejo habitar.
O mundo cuja lembrança paira no fundo do meu ser.
O mundo de onde vim e para o qual quero voltar.
O mundo que hoje compartilha comigo o seu segredo.
O mundo que sussurra em meus ouvidos a premência que tenho de nele mergulhar.
O mundo que se mostra a mim através do palpitar de cada coração.
O mundo da verdade.
O mundo onde toda ilusão foi dissolvida.
O mundo que se alicerça na força do amor.
O mundo que não reconhece diferenças.
O mundo que é povoado por uma única nação, a nação dos Filhos da Luz.
Filhos que caminham soberanos pelo Planeta Azul.
O mundo que resgata a sua história através da história de cada um de seus habitantes.
Os Filhos da Luz que se reconhecem e que expressam total gratidão.
Gratidão pelo divino aprendizado que devolveu a todos o sentido do viver.
O viver que só é pleno quando o coração traça o norte revelando a unidade que põe fim à separação.
Hoje, finalmente, sou o Filho de Deus que expressa às virtudes do Pai.
Hoje EU SOU.

BP- 09/07/07 - Oração canalizada por Jane M. Ribeiro -
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Recomeços necessários

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A lei dos renascimentos rege a vida universal.
Com alguma atenção poderíamos ler em toda a natureza, como em um livro, o mistério da morte e da ressurreição.
As estações sucedem-se no seu ritmo imponente.
O inverno é o sono das coisas.
A primavera é o acordar.
O dia alterna com a noite.
Ao descanso segue-se a atividade.
O espírito deixa o corpo físico e adentra as esferas espirituais, para retornar e continuar com forças novas a tarefa interrompida.
As transformações da planta e do animal não são menos significativas.
A planta morre para renascer, cada vez que a seiva volta. Murcha para reflorir.
A larva, a crisálida e a borboleta são outros tantos exemplos que reproduzem, com mais ou menos fidelidade, as fases alternadas da vida imortal.
Como seria possível que só o homem ficasse fora do alcance desta lei?
Se tudo está ligado por laços numerosos e fortes, como admitir que nossa vida seja como um ponto atirado, sem ligação, para os turbilhões do tempo e do espaço?
Nada antes, nada depois!?
Não.
O homem, como todas as coisas, está sujeito à lei eterna. 
A natureza não nos dá a morte senão para nos dar a vida.
A sucessão das existências se apresenta para todos nós como uma obra de capitalização e aperfeiçoamento.
Depois de cada existência terrestre a alma ceifa e recolhe as experiências e os frutos dela decorridos.
Todos os seus progressos ficam registrados em sua essência.
Assim, o ser, em todas as fases de sua ascensão, encontra-se tal qual a si mesmo se fez.
Nenhuma aspiração nobre é estéril.
Nenhum sacrifício é vão.
A alma deve conquistar, um por um, todos os elementos, todos os atributos de sua grandeza.
Para isso precisa de obstáculos que possam lhe oferecer lições, provocando seus esforços e formando suas experiências.
É indispensável a luta para tornar possível o triunfo e fazer surgir o herói.
Só se conhecem e se apreciam os bens que se adquirem com os próprios esforços.
Para apreciar a claridade dos dias é necessário ter atravessado a escuridão das noites.
A dor é a condição da alegria e o preço da virtude.
Através de sucessivas existências, o ser vai construindo sua individualidade, escalando os caminhos da felicidade.
E assim, nessas contínuas peregrinações, segue à procura das perfeições divinas.
Somente quando alcançar as regiões superiores, estará livre da lei dos renascimentos, porque, então, o corpo físico não será mais para ele uma necessidade.
Pense nisso!
 
A doutrina da reencarnação explica a desigualdade das condições, a variedade das aptidões e dos caracteres.
Dissipa os mistérios perturbadores e as contradições da vida e resolve o problema do mal.
Aproxima os homens, dizendo que entre eles não há deserdados nem favorecidos.
Esclarece que cada um é filho de suas próprias obras, senhor do seu próprio destino.
A justiça deixa de ser transferida para um domínio distante e desconhecido.
E assim, não há como ignorar que a vontade ativa de cada ser gera efeitos, imediatos ou não, bons ou maus, que recaem sobre o seu responsável, formando a trama de seu próprio destino.
 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo XVIII do livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor, de Léon Denis.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Reflexão e Compartilhamento

Mensagem de Mãe Maria

Amados Filhos,

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
A luz do amor incondicional se faz presente em vosso planeta para que possais concluir mais uma etapa de vossa jornada rumo à ascensão.
Sabeis já que vossas mentes e corações necessitam vibrar em uma única e mesma sintonia, para que vossas ações no mundo tridimensional reflitam os anseios de vossas almas.
É tempo, pois de agirdes em conformidade com o desejo maior de vossas almas.
Até hoje, a ação do ser humano tem sido permeada pelo egoísmo e pela indiferença.
O irmão que passa ao largo de vossa existência, clamando por ajuda e compreensão, nada representa a não ser mais um que tenta arrebatar parte do que achais pertencer só a vós.
Isso precisa mudar, amados, eis que nada pertence a vós!
Tudo vem do Criador e Ele destina a vós a porção exata, aquela porção que necessitais para cumprirdes vossa missão, nada mais!
Essa porção é só vossa, lembrai sempre, e nada ou ninguém a confiscará.
Todavia, o que não é vosso precisa ser devolvido, na forma do compartilhar, para que chegue ao seu real destinatário.
Refleti sobre essa verdade, amados, pois essa é a premente lição que precisais aprender neste tempo se quereis atingir a felicidade.
A vida não mais deixará impunes aqueles que agem somente para concretizar seus próprios interesses egoístas, buscando ter tudo à custa de todos.
Lembrai-vos que o egoísmo leva ao isolamento, e o isolamento aumenta a distância entre vós e o Criador.
Quando maior a distância entre vós e o Criador maior será a falta que sentireis de tudo aquilo que precisais para ser feliz.
Sim, amados! É tempo de ver o Criador em tudo e em todos, é tempo de desvelar o véu da ignorância que vos faz crer somente nos laços de sangue ignorando os laços da alma.
Vossas almas se entrelaçam desde o início dos tempos, para que possais compreender o real e verdadeiro sentido de “ser uno com o Criador.”
Cada irmão, cada minúscula partícula de vida que habita vosso planeta, é parte do Criador.
Vivenciar a totalidade do Pai é vivenciar o mútuo compartilhar com todas as formas de vida, é alimentar a compreensão que sois “parte do Todo”, e como parte precisais vos reintegrar a tudo que, como vós, tem a mesma origem e o mesmo propósito: ser pleno para ser mais um co-criador que escolheu ser e agir como o Pai Criador.
Deixai, pois o mundo dual onde o desencontro de sentimentos, pensamentos e ações tem levado o ser humano a co-criar tão somente o caos e a confusão; quanto mais caos e confusão mais distante vos encontrareis de vosso objetivo, do propósito que vos trouxe ao mundo da terceira dimensão.
A separação decorrente do caos e da confusão em vosso mundo chegou ao ponto máximo neste tempo, exigindo que cada ser encarnado exercite o livre-arbítrio para fazer a grande escolha: luz ou escuridão!
A luz vos mostra o caminho do retorno ao Pai.
A escuridão vos faz mergulhar no profundo abismo onde nada pode ser criado eis que onde inexiste luz, inexiste criação.
Contudo, para trilhardes o caminho de volta precisais manifestar a coesão de mente e coração, a coesão que torna possível o retro agir.
Quem manifesta o retro agir se reintegra ao caminho do coração, a trilha sagrada onde vossos mestres gravaram todas as virtudes que o Pai vos ofertou.
Buscai, pois resgatar as memórias de vossa herança divina e, de posse delas, livres das amarras do passado, manifestar a total liberdade de ação.
Agir pautados em vossos corações; agir na cadência do amor, agir para sedimentar a alegria que devolve aos Filhos da Terra a imagem da serenidade refletida no oceano da paz.
Esse é o objetivo maior do vosso momento e esse é o tempo de concretizá-lo.
Lembrai-vos que o tempo da misericórdia se escoa rapidamente, e urge que a humanidade conclua as mudanças imprescindíveis para que possa alçar vôo a uma nova oitava de luz.
Bem amados, que vossas orações sejam o alicerce que sustenta a fé e determinação indispensáveis para que toda a humanidade resgate a compreensão dos passos necessários a serem dados neste tempo, para que a luz seja ancorada definitivamente em vosso amado planeta, e em todos os seus filhos.
Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.

SP - Mensagem de Mãe Maria-17-2010 canalizada por Jane M. Ribeiro aos 21/06/2010
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

O livro da vida

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Benjamin Franklin, inteligência privilegiada do século 18, mais conhecido entre nós pela sugestão do uso de pára-raios em grandes edifícios, escreveu certa vez:

"Quando vejo que nada é aniquilado nos trabalhos de Deus, e nem uma gota d’água é desperdiçada, não posso acreditar que exista o aniquilamento das almas.
Também não posso acreditar que Deus queira suportar o esbanjamento de milhões de mentes já feitas, que agora existem, e dar-se ao contínuo trabalho de fazer outras, novas.
Assim, vendo que existo no mundo, acredito que, sob uma forma ou outra, sempre existirei.
E, com todos os inconvenientes que a vida humana tende a oferecer, não farei objeções a uma nova edição da minha.
Espero, contudo, que a errata da última seja corrigida."
 
Possivelmente em um momento de bom humor, mas firme nesse seu ponto de vista, Franklin escreveu seu próprio epitáfio:
 
"O corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um livro velho, seu conteúdo despedaçado e despido de seu título e de seus dourados aqui jaz.
Alimento para os vermes. Mas o trabalho não será perdido.
Pois, como ele acredita, aparecerá mais uma vez, em nova e mais elegante edição, revista e corrigida pelo autor."
 
Vemos que o grande cientista acreditava, não somente na imortalidade da alma, mas também na reencarnação.
E, como ele, podemos dizer que a nossa vida é um livro que estamos escrevendo e estudando todos os dias.
Os nossos atos vão compondo novas páginas, os nossos pensamentos vão nele sendo impressos. Cada capítulo que concluímos, pela maturidade que vamos alcançando, é mais rico.
Nenhum capítulo é somente dor. Como nenhum é de total êxtase. Lágrimas e dores se confundem, tornando a obra um best-seller.
Cada vida é um livro inédito, sem igual.
É bom lembrar, no entanto, que, quando um autor lança um livro pede a alguém competente no assunto que faça a apreciação do seu trabalho.
Essa apreciação passa a constar como prefácio da obra.
De outras vezes, é o autor mesmo que apresenta a sua obra. No prefácio ele oferece ao leitor dados sobre o conteúdo, razão e finalidade dos seus escritos.
As pessoas quase sempre deixam de ler essa parte e começam a ler o assunto principal.
Justamente por essa forma errada de ler, menosprezando as explicações do autor ou do prefaciador, muito do conteúdo poderá ficar sem um bom entendimento.
O livro da nossa vida também possui um prefácio. É nele que anotamos os projetos e falamos dos nossos objetivos na presente existência.
É no prefácio que assinalamos as diretrizes que deveremos seguir.
Por essa razão, pelo menos uma vez por ano devemos reler o prefácio do livro da nossa vida.
Isto para termos refrescada a memória sobre o que desejamos fazer da nossa existência.
Porque viver não é somente respirar, saciar as necessidades básicas de alimentação, repouso e lazer.
Viver é oportunidade de crescimento, de progresso.
Ninguém nasce para ser um fracassado, derrotado. Cada qual nasce para um grande objetivo: se tornar melhor, subir um degrau na evolução.
Relendo o prefácio do livro da nossa vida, recordando porque nos encontramos aqui, poderemos realizar as correções devidas para aproveitar esta oportunidade, de forma ampla.
Poderemos lembrar de retornar àquele curso que começamos e desistimos. Ou talvez que devamos retornar ao seio da família que um dia largamos, em algum lugar.
Possivelmente nessa lida do prefácio, recordaremos da intensa necessidade de Deus, da religião.
Talvez, em algum momento, reguemos com lágrimas as páginas do prefácio, enquanto a memória reavivada nos remete ao doce aconchego da prece.
Pensemos nisso! Será hoje o momento de proceder à leitura do prefácio do livro da nossa vida?
 
Equipe de Redação do Momento Espírita com base no artigo Prólogos e prefácios de Octávio Caúmo Serrano, da Revista Internacional de Espiritismo de janeiro/2004 e do cap. Testemunhos sobre a reencarnação (2ª Parte) do livro A Reencarnação através dos séculos de Nair Lacerda, ed. Pensamento.


domingo, 20 de junho de 2010

Metade Somente/Paula Fonseca “Outro Alguém”

Outro lindo  poema da Paula Fonseca, poetisa e autora do livro: Metade Somente .

O vídeo produzido por ela, tem como música de fundo: "Adagio for strings",  de Samuel Barber.

Momentos de indescritível beleza…

metade somente

Sublimação

Fragmentos Sublimação

Regina Azenha

É autora dos livros Mulher: Amor e Poesia, lançado em 1986, livro independente mais vendido na Bienal do Livro de Santos, Fragmentos e Mutações, de 1997 e Livro Poesia a quatro mãos, em parceria com André Azenha-2008. Vencedora do prêmio Robalo de Ouro Brasil em 1989 pelo seu primeiro livro.

sábado, 19 de junho de 2010

Quem somos nós?

(Atenção: os vídeos estão inseridos no contexto do post)

Considerando tão somente nosso corpo físico, quem somos nós?

O que fazemos ou pensamos para nos sentirmos tão importantes  em relação a outras pessoas, espaços, cidades, países, planetas, sistemas solares?

De onde a informação que somos os únicos seres com capacidade de raciocínio deste ou de qualquer sistema solar?

Ante a imensidão do universo, o que é o nosso planeta?

Tão somente um grão de poeira;  Assim     como o    nosso sistema solar dentro da via lactea, nada mais é do que um simples ponto, e aquela, uma entre milhares...   E, então... O que somos nós, nesteplaneta?Via Lactea

O interessante que sempre procuramos estar em condições de superioridade perante as demais pessoas, como se isso pudesse, efetivamente, nos permitir assim sermos; saimos com o nosso carro e se cuidem os demais para não serem atropelados...

Passamos perto das pessoas, sequer olhamos para seus olhos, que dirá, esboçarmos um leve sorriso; os outros são os outros, estão alí por um acaso do destino e nada tem a ver conosco.

Vamos levando a vida como se a única coisa que importasse, fosse o nosso bem estar! As favas, os mendigos, as crianças, a natureza e o conjunto de leis que rege nosso planeta; nada importa pelo ângulo de nossa estreita visão, exceto nós...

 

É preciso lembrar que o macrocosmos é como o microcosmos; que as mesmas leis que regem uma célula, regem nosso corpo físico e também o universo e, assim como uma célula cancerosa pode iniciar um processo que levará uma pessoa à morte, também nosso planeta poderá colocar em risco nosso sistema solar... E assim como uma célula cancerosa é extirpada de um organismo na tentativa de salvá-lo, é válida a probabilidade de que, se não cuidarmos do nosso planeta, também ele poderá ser eliminado para não destruir o sistema solar... E assim, sucessivamente! É uma lei da natureza  que deve ser observada.

Mas, o que tem a ver as demais pessoas, a natureza, a terra, os planetas, o universo, conosco?   Tudo!

Tudo está em conexão; nada é separado, individual; seja a folha que cai da arvore, seja o nascimento de uma criança... O bioritmo da natureza a tudo comanda! A lei é igual para tudo e para todos, indistintamente!

Paulo Pinto Pereira

Curitiba, Pr,  19.06.2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A caminho de uma nova realidade

Publico hoje, um comparativo escrito pela senadora Marina Silva, candidata à Presidência da Republica. A importância do texto esta na oportunidade de conhecermos a pessoa da Marina e seus pensamentos.
Com relação ao filme, eu, como espiritualista, espirita e umbandista, e que venho desde os meus três/quatro anos vivênciando trabalhos e contatos com o mundo espiritual, o considero como brilhante na sua forma de colocar aos seres humanos que, a nossa mãe "Terra" é um ser vivo, que precisa de atenção, carinho e consideração; que todos somos seus filhos e estamos ligados por laços indeléveis à ela e entre nós. Portanto, para que consigamos vencer e nos curar, indispensável nos darmos as mãos e definitivamente, o coração!
Nosso tempo se escoa e não tenho mais certeza de que poderemos reverter todo o mal que já fizemos, mas sei que devemos tentar de todas as formas que pudermos.
Não viemos a este planeta a passeio!
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Avatar e a síndrome do invasor

Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre.

Lembranças

A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia. No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.

Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs. Ele fazia um jogo pra ver quem sabia mais nomes de árvores. Quem ganhasse era dispensada, ao chegar em casa, de cortar cavaco para fazer o fogo e defumar a borracha que estávamos levando. A disputa era grande e nisso ganhávamos cada vez mais intimidade com a floresta, suas riquezas e seus riscos.

A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor. Lá se encontrava um tiquinho de mel tão doce que às vezes dava até agonia no juízo, como costumávamos dizer.

É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força. Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea. Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições. Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.

Ficção e realidade

O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na’vi. E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.

O filme também me remeteu ao aprendizado ao contrário, quando fui para a cidade e comecei a aprender os códigos daquele mundo tão estranho para mim. Ali fui conduzida por pessoas que me ensinaram tudo, me apontaram as belezas e os riscos. E também enfrentei, junto com eles, o mal e a violência da destruição.

Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre. Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do “progresso” ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme. Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era “lógico” tirar do caminho quem ousava se contrapor. Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.

A ficção dialoga muito profundamente com a realidade. Seres humanos, sem conhecimento sensível do que é a natureza, chegam destruindo tudo em nome de um resultado imediato, com toda a virulência de quem não atribui nenhum valor àquilo que está fora da fronteira estreita do seu interesse imediato. No filme, como o valor em questão era a riqueza do minério, a floresta em si, com toda aquela conectividade, toda a impressionante integração entre energias e formas de vida, não vale nada para os invasores. Pior, é um estorvo, uma contingência desagradável a ser superada.

Síndrome do invasor

Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.

É uma visão tão arrogante, tão ciosa da exclusividade do seu saber, que tudo o mais é tido como desimportante e, consequentemente, não deve ser levado em conta. É como se se pudesse, por um ato de vontade e comando, anular a própria realidade. Como se o que está no lugar que se transformou em seu objeto de desejo, fosse uma anomalia, um exotismo, uma excrescência menor.

E, afinal, essa arrogância vem da ignorância e da falta de instrumentos e linguagem para apreender a riqueza da diferença e extrair dela algum significado relevante e agregador de valor. Numa inversão trágica, a diferença é vista apenas como argumento para subjugar, para estabelecer autoritariamente uma auto-definida superioridade. Poderíamos chamar tudo isso de síndrome do invasor, cujo principal sintoma é a convicção cega e ensandecida, movida a delírios de poder de mando e poder monetário, de ser o centro do mundo.

No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria “curada” pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores. Por outro lado, também chegaram muitos forasteiros que, tal como a cientista de Avatar e o grupo que a seguiu, compreenderam que nosso modo de vida e a conservação da floresta eram uma forma de conhecimento que poderia interagir com o que havia de mais avançado no universo da tecnologia, da pesquisa acadêmica e das propostas políticas de mudanças no modelo de desenvolvimento que eram formuladas em todo o mundo. Com eles, trocamos códigos culturais, aprendemos e ensinamos.

Avatar nos leva a tomar partido

Fiquei muito impressionada como esse processo está impregnado no personagem principal de Avatar. Ele se angustia por não saber mais quem é, e só recupera sua integridade e identidade real quando começa a se colocar no lugar do outro e ver de maneira nova o que antes lhe parecia tão certo e incontestável. Sua perspectiva mudou quando viu a realidade a partir do olhar e dos sentimentos do outro, fazendo com que a simbiose presente no avatar, destinado a operar a assimilação e subjugação dos diferentes, se transformasse num poderoso instrumento para ajudá-los a resistir à destruição.

Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito. A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza.

Achei meu “povo”

E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na’vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias malárias e hepatite, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu “povo”, ainda que um pouco tarde. Houvesse os navi na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais.

Postado em 02/03/2010 por Marina Silva
http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/03/avatar-e-a-sindrome-do-invasor/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sou eu, Sou vento, Sou mar

Mar

Num momento sou bailarina,
rodopiando sob acordes lentos
de uma canção enamorada
Momento seguinte sou serpente
movimento-me sinuosamente
ante seu incrédulo olhar
Outrossim sou uma gueixa a lhe
satisfazer
Ainda em outro sou um anjo a
lhe proteger
Tantas em só uma
Enfeitiçada pelo mar
Faça-me diluir em agua
suor, sal ao me amar...
Aplaca essa ventania que
me transforma em ondas bravias.
Mergulha fundo em mim
Faz vergar minhas tormentas
Mostra-me os misterios sem fim
do seu corpo liquefeito
Faça-me cheiro e gosto desse
mar bravio
Que se debruça sobre mim
como se fosse o meu amor
primeiro

Eloiza Helena

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15678092418961139289

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Se um cão fosse o seu professor...

Você aprenderia coisas assim:

    * Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
    * Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
    * Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
    * Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
    * Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
    * Corra, pule e brinque todos os dias.
    * Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
    * Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
    * Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
    * Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
    * Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado... Volte e faça as pazes novamente.
    * Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
    * Se alimente com gosto e entusiasmo.
    * Coma só o suficiente.
    * Seja leal.
    * Nunca pretenda ser o que você não é.

E o MAIS importante de tudo....

    * Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

A amizade verdadeira não aceita limitações!!!

E nós precisamos aprender isto com um animal que, dizem ser irracional!
(Autor desconhecido)


Arte em forma de imagens II

( Arte em forma de imagens )

Dani

 

Hoje, publico mais algumas imagens feitas pela Daniela Gama!

 

Arte, beleza, sensibilidade, em imagens captadas pelos olhos dessa linda mulher... Transcendendo a natureza...

Arrival

Arrival

Espera

Espera Saudade

Saudade

Espumante

Espumante

Now

Now

Quando recebemos tanto, seja pela escrita, onde a poesia nos enche de encanto… Seja pela música, ao ouvirmos as mais lindas canções… Seja por imagens como essas, captadas por esse amoroso ser e geradas pela mais feminina de todas as mulheres, nossa mãe terra, somente podemos olhar aos céus e em oração agradecer por essa dádiva que recebemos e que se chama “Mulher”…

Para conhecer mais:

www.danielagama-fotografando.blogspot.com  e  www.flickr.com/photos/danielagama_fotografando

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Efemêra Liberdade

Engana-se, quem acha que pode fugir às suas responsabilidades, enquanto habita o corpo físico.

Efemêros são os prazeres existentes nesta vida de terceira dimensão; os criamos como “escape” psiquico às atribulações que nós proprios geramos. Vivemos correndo atrás de melhores condições financeiras, sucesso, projeção social, etc, como se fossem esses os únicos objetivos a alcançar, nos esquecendo com frequência que, a realidade verdadeira é a espiritual e não a material.

É obvio que, na maioria das situações a escada para se atingir essas “melhores condições” são nossos semelhantes; é através da exploração deles, que buscamos melhorar nossa condição social e econômica, sempre querendo mais e mais, sem nos darmos conta de que, outros, imbuidos da mesma ambição, também nos pisam rumo à sua ilusória situação de melhoria.

Pode-se afirmar que a resultante dessa corrida desenfreada na busca de recursos materiais, gera tantos problemas a nível social que acaba por reduzir ainda mais, nossa felicidade e liberdade, em qualquer de suas múltiplas facetas.

Um exemplo hipotético mas verossímil:

“Augusto, um funcionário público, que julgava ter um baixo salário, começou a aceitar propinas para facilitar a execução de contratos fraudulentos; com o passar do tempo, avaliou ele, que havia necessidade de se resguardar no sentido de justificar os bens que começava a adquirir. Assim abriu uma empresa que foi registrada em nome da esposa; obviamente que tal empresa, comercializava produtos necessários ao dia a dia do órgão público no qual era servidor. Não demorou muito para que a sua empresa também começasse a participar dos processos licitatórios e, ao final, graças a falcatruas e negociações escusas, conseguisse vencer licitações, em detrimento de outra pequena empresa, que lutava ferozmente para se manter no mercado e cujos sete empregados dela dependiam para sobreviverem. A partir de então, a vida de Augusto mudou significativamente, permitindo que ele tivesse e desse a sua familia, somente o melhor. Quanto à pequena empresa concorrente, após perder as licitações, se viu compelida a reduzir seu quadro de empregados e dos sete, demitiu dois, um dos quais, o João, cuja familia dele dependia. Sem um preparo adequado, João buscou desesperadamente por um emprego que viesse a lhe garantir a subsistência da familia, constituida por ele, a esposa e dois pequenos filhos; mas a existência de vagas para pessoas sem capacitação técnica era e é quase inexistente e João foi procurar uma atividade na área de prestação de serviços como autônomo. Buscou na jardinagem, uma saída para seu problema, mas em cada casa que oferecia seus serviços, recebia negativas - plenamente justificadas, se considerarmos que a insegurança que nos cerca hoje, faz-nos pensar algumas vezes para permitir que um estranho adentre o quintal da nossa casa. Assim João, passou a depender da caridade alheia e sem mais recursos para sustentar sua familia, não viu outra saída a não ser furtar, o que se mostrou perigoso e sem resultados expressivos. Então o roubo, embora perigoso também, tornou-se a opção. Assaltos a mão armada adquiriram frequência até o dia em que, ao tentar roubar um jovem, o mesmo reagiu, obrigando João a se defender e infelizmente, atirar. João foi preso e o jovem universitário, que por ironia do destino era filho de Augusto, o funcionário público, morreu; mas a sequência de fatos resultantes da ambição de Augusto, não pararam por aí: a mulher de João, a partir de então, passou a trabalhar mais, deixando seus filhos expostos aos riscos de uma sociedade decadente, tornando previsivel o resultado: ambos os filhos, passaram à marginalidade com o tráfico, consumo de drogas e a prostituição.”

Essa, com certeza, é uma história bastante comum em nosso país e que deixa algumas questões a serem analisadas:

De que adiantam excelentes condições financeiras, sucesso, projeção social, etc, se:

- As atribulações nos estressam, provocando diversos males físicos?

- Não temos liberdade, para ir até a esquina sem o risco de sermos assaltados?

- Não conseguimos fazer uma tranquila refeição em um restaurante ou lanchonete, sem que crianças venham nos pedir um pouco do que comemos?

- Nossos filhos não podem mais brincar sozinhos em parques e áreas externas, pois temos receio que venham a ser raptados; que sumam como tantas outras crianças, que não mais foram encontradas?

- Não conseguimos deitar a cabeça sobre o travesseiro e dormir, pois nos vem à lembrança que milhares de pessoas sequer conseguiram fazer a primeira refeição do dia...

De que adiantam tantos recursos materiais?

Paulo Pinto Pereira

Curitiba, Paraná, 09/06/2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Metade Somente – Paula Fonseca

Este mês, tive o prazer em conhecer “virtualmente” algumas pessoas muito queridas em Portugal e, entre elas, Paula Fonseca, poetisa e autora do livro: Metade Somente, livro de poesias  infelizmente ainda não publicado aqui no Brasil.

Mas, com certeza, é só uma questão de tempo, porque os poemas são lindíssimos e trazem em seu conteúdo muito sentimento... Transcendem nossa realidade!

O que estou publicando abaixo, derivou de um pedido meu para que ela colocasse em palavras, seu pensamento sobre a “Distância”.

A imagem é um quadro também maravilhoso, da Maria Adélia Fonseca!

Espero compartilhar a mesma emoção que sinto ao ler Paula Fonseca!

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"Distância", de Paula Fonseca (poema inédito) ; pintura "Ao longe", de Maria Adélia Fonseca

Distância? Não sei o que isso é... na essência.
Distância: corpos separados pela ausência?
Mas se quem amo mora sempre em mim
poderei eu distanciar-me dessa vivência?
Não! É intrínseco; é interior; baila enfim
este sentir comum que não tem fim...
Não me separo; entro em divisão
Não me amarro; é a multiplicação
Distância? Não sei eu o que isso é...
A distância não pode existir
quando o vento liga as serras
o mar une as terras
o pensamento se junta ao sentir
Distância seria o inferno
de saber que nos separamos
de quem é eterno...
Paula Fonseca
Ps - Há pessoas que, ainda que não estejam, diariamente, presentes, vivem mais em mim do tantas que trago/levo involuntariamente comigo!!!

Maria Adélia Fonseca
Pintura - "Ao longe", de Maria Adélia Fonseca

“Cumprimentos semelhantes a espelhos celestiais para que neles vejam reflectida a beleza interior de cada um de vós!”

Paula Fonseca

domingo, 6 de junho de 2010

Sensibilidade feminina

Coloquei um pequeno pensamento “Pela saudade... “ na minha página no Facebook e a minha querida amiga, Maria Celeste, transformou com a sua sensibilidade e criatividade, em algo maravilhoso.

Maria Celeste Ferreira

Maria Celeste Ferreira

Fiz uma nota desta pequena grande maravilha. Só assim consegui expressar como me tocou.

Obrigada...

"Saudade" - Paulo Pereira (Curitiba 04/06/2010)

Pela saudade, olho ao longe, quem amo... Pois do passado que vivi ao futuro que virá, tenho por distância o presente que se ressente, desse amor ausente...

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Added by Maria Celeste Ferreira
to the note ""Saudade" - Paulo Pereira (Curitiba 04/06/2010)"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Volte-se para outra janela

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A menina debruçada na janela, trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte do seu cão de estimação. Com pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.
 
O avô que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade:
 
Triste a cena, não é verdade?
 
A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância.
 
No entanto, o avô, que sinceramente desejava confortá-la, chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela opostamente localizada na ampla sala.
 
Abriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente:
 
Está vendo aquele pé de rosas amarelas, bem ali à frente?
 
Lembra que você me ajudou a plantá-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje... veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas...
 
A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra, das tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim.
 
O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto:
 
Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.
 
Tantos são os momentos felizes que se desenrolam em nossa existência. Tantas oportunidades de aprendizado nos visitam no dia-a-dia, que não vale a pena chorar e sofrer diante de quadros que não podemos alterar.
 
São experiências valiosas das quais devemos tirar as lições oportunas, sem nos deixarmos tragar pelo desespero e a revolta, que só infelicitam e denotam falta de confiança em Deus.
 
A nossa visão do mundo ainda é muito limitada, não temos a capacidade de perceber os objetivos da divindade, permitindo-nos os momentos de dor e sofrimento.
 
Mas Deus tem sempre objetivos nobres e uma proposta de felicidade a nos aguardar, após cada dificuldade superada.
 
***
 
Se hoje você está a observar um quadro desolador, lembre-se que existem outras tantas janelas, com paisagens repletas de promessas de melhores dias.
 
Não se permita contemplar a janela da dor. Aproveite-lhe a lição e siga em frente com ânimo e disposição.
 
O sofrimento que hoje nos parece eterno, não resiste à força das horas que a tudo modifica.
 
A luz sempre vence as trevas, basta que tenhamos disposição íntima e coragem de voltar-nos para ela.
 
Agindo assim, o gosto amargo do sofrimento logo cede lugar ao sabor agradável de viver, e saber que Deus nos ampara em todos os momentos da nossa vida.
    
Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A realidade da plenitude

Mensagem de Mãe Maria

Amados Filhos,
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
Vossas ações necessitam de mais e mais vigilância neste tempo.
Não é mais compatível com a realidade que quereis experenciar em vossa jornada – a realidade da plenitude – ações impensadas, ações impulsivas, ações egoístas, ações que não vem revestidas de amor, ternura e compreensão.
A ação amorosa precisa ser implantada definitivamente em vosso dia a dia, aquela que nunca se dá por mera reação aos estímulos do que é externo a vós, mas sim a ação que cria, que constrói, a ação revestida da vontade de transformar o mundo do caos no mundo cujo alicerce é o mais puro amor, o amor que revela a verdade do Pai e dá sentido a toda a Criação.
Não vos esqueçais, pois que vossas ações refletem sempre o vosso pensar e o vosso sentir, e os pensamentos e sentimentos que expressais revelam o grau de evolução a que chegastes no vosso processo de transformação.
Sabeis já o quanto de vontade e de atenção se fazem necessários a cada instante do vosso dia a dia se verdadeiramente quereis mudar.
Mudar vossos hábitos limitadores, vossos pensamentos conflitantes, vossas atitudes impensadas, mudar vossa maneira de ser para refletir a essência do Criador.
Sabeis já que a essência do Criador é puro amor incondicional, e que vosso desafio é pautar vossa conduta baseado unicamente na força do amor.
Quão longo tem sido o caminho do vosso aprendizado, quantas experiências já foram armazenadas no âmago do vosso ser, e todas elas, eu repito todas – boas ou não – fazem de vós o ser que hoje, nesse vosso tempo, já reconhece a grandeza de que é portador e a necessidade premente de manifestar essa grandeza na convivência diária com todos os demais seres que habitam vosso planeta.
Ser grande é ser amoroso, ser fraternal, ser uno com todas as criaturas que, como vós, buscam a comunhão com o Pai Criador.
Sois grandes, já sabeis, grandes seres de luz, e é tempo de manifestar essa grandeza em vosso mundo, para que vossas ações possam ser o espelho que muitos ainda precisam para enxergar a bênção que é poder estar encarnado nesse vosso planeta onde ainda permeia tanta ilusão.
A ilusão é o resultado de todos os vossos equívocos, do passado e do presente, eis que eles criam a escuridão que ainda vos envolve, e onde há escuridão paira a dúvida, a falta, o egoísmo, a incompreensão.
Lutai, pois para vos desvencilhardes da escuridão.
Buscai vos amparar na fé de que vosso poder, como Filho de Deus, é ilimitado, e que ao exercitar esse poder fazeis girar a roda de todas as ilusões que alimentastes e que trouxeram trevas a vossa realidade.
Assim, com muita determinação, resgatareis a compreensão de tudo que precisais realizar para que a luz volte a brilhar no vosso caminho, permitindo que possais dar os passos seguros que vos levam a concretização da vossa redenção.
Redenção a divindade que existe em vós e que finalmente pode vir à tona para vos nutrir do alimento sagrado chamado amor, e através do amor por um ponto final a todas as vossas carências, aquelas que ainda vos impede de ser feliz.
Bem amados, usai uma parcela de vosso tempo para mergulhar na reflexão.
Ela é fundamental nesse tempo, eis que vos dá acesso a Mente de Deus, onde mora todas as respostas que necessitais para dissipar todas as dúvidas, levando-vos a confiar mais e mais em vossos corações que sempre sinalizam o melhor caminho para que possais cumprir vossa missão individual e planetária.
Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.
SP-13/04/2010 – Mensagem de Mãe Maria-09-2010 canalizada por Jane M. Ribeiro.

Moderador do grupo:
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terça-feira, 25 de maio de 2010

Ações cruéis

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Em se observando a enorme diversidade dos animais, descobre-se como o Pai Criador foi pródigo em tudo providenciar ao homem.
Os animais o vestem com suas peles, o alimentam com seus ovos, seu leite, sua carne. Aquecem-no com suas penas e lã.
Com alegria, lhe deliciam os ouvidos tecendo sinfonias nos ramos das árvores ou aprisionados em gaiolas douradas.
Retribuem as carícias com fidelidade extremada, até o sacrifício da própria vida.
Em uma palavra, servem a Humanidade. E o que tem feito o homem pelos animais?
Basta se viaje e nas rodovias se encontram à venda várias aves, especialmente periquitos e papagaios, recém retirados do seu habitat.
Repousam ali, sobre varas improvisadas, de asas cortadas para não alçarem vôo.
Se a necessidade ou a ignorância de quem as retira da mata pode ser entendida, como se desculpar o homem que passa no seu carro, a negócios ou a passeio, que pára e adquire o espécime?
Para quê? Para servir de brinquedo ao filho? Por quanto tempo? Para servir de adorno?
Logo, o bichinho está relegado a um canto, triste. Morre cedo, na maioria das vezes, porque longe da liberdade da sua mata, quando não por doenças que contrai pela alimentação inadequada que recebe.
De outras vezes, descobre-se nos centros urbanos, junto a piscinas improvisadas ou nos jardins, tartarugas e cágados.
Também retirados pequenos do seu local de origem, fazem a alegria da criançada... Por algum tempo.
Até crescerem tanto que deixam de ser engraçadinhos. Alimentados de forma incorreta, têm os seus cascos amolecidos e acabam sendo entregues, quando o são, a zoológicos da cidade.
Para que tirá-los da condição de liberdade?
Tudo isso demonstra a crueldade do ser humano. Crueldade que é fruto do seu egoísmo e do pouco valor que dá à vida.
Já se viu, muitas vezes, burros e mulas com os ossos à mostra, carregando fardos pesadíssimos. E ainda recebendo chicotadas. Fome, trabalho excessivo, maus tratos.
Patos e suínos confinados em espaços mínimos, em especial regime de engorda. Prisioneiros, para acelerar a hora de serem levados ao mercado consumidor ou produzirem a melhor iguaria para sofisticados pratos.
Onde o respeito à vida, à natureza, ao ser inferior?
Conscientizemo-nos de que somente alcançaremos a felicidade, quando não venhamos a distribuir o mal, seja para a Terra que nos agasalha, seja para os seres que a habitam.
Porque em síntese, toda agressão à natureza redunda em prejuízo para quem a pratica.
 
* * *
 
Carl Sagan, astrônomo americano, disse que se fôssemos visitados por um viajante espacial que examinasse nosso planeta, ele possivelmente concluiria que não há vida inteligente na Terra.
É que o hipotético viajante iria logo descobrir que os organismos dominantes da Terra estão destruindo suas fontes de vida.
A camada de ozônio, as florestas tropicais, o solo fértil, tudo sofrendo constantes ataques.
    
Redação do Momento Espírita, com base em artigo publicado na Revista Veja de 27.03.1996