É autora dos livros Mulher: Amor e Poesia, lançado em 1986, livro independente mais vendido na Bienal do Livro de Santos, Fragmentos e Mutações, de 1997 e Livro Poesia a quatro mãos, em parceria com André Azenha-2008. Vencedora do prêmio Robalo de Ouro Brasil em 1989 pelo seu primeiro livro.
LuxSalus.blogspot.com
sábado, 27 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Leite de Enzimas – Um Brinde à Saúde
Após, retire-o da geladeira, escoe a água e a substitua por um litro de água limpa e bata bem por uns quatro minutos; retire os resíduos escuros que ficam sobre o leite, bata mais quatro minutos e após, coe várias vezes até que fique sem os residuos escuros. Bata mais uma vez só para homogeinizar.
Para a sua análise!
http://www.e-farsas.com/leite-de-alpiste-cura-diabetes-e-inumeras-outras-doencas-sera.html
Eu e outros continuamos usando! Considero o LEA como um complemento alimentar, assim como o feijão, arroz e etc.
Usando da necessária ironia, até agora não ví nenhum passarinho rejeitando alpiste, usando óculos, doentes ou bancando os Kamikases, mas sim e muito pelo contrário, estão sempre trinando, trilando, etc.
Assim, analise todas as postagens adicionadas aqui no blog, converse com o seu médico,seu amigo, etc, e decida o que é melhor para você...
O Equilíbrio do Amor e do Poder
Mensagem de Mãe Maria
Amados Filhos,
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
O estado de bem-aventurança se torna acessível para os Filhos da Terra que compreenderam a origem do seu verdadeiro poder, e neste tempo buscam vivenciar o amor pleno, aquele que nunca impõe condições.
Poder e amor - perfeitamente equilibrados - são a chave para que possais experenciar o estado de profundo bem-estar, onde as dúvidas não encontram guarida porque tudo é visível através dos olhos do coração.
Os olhos do coração-que expressam a vontade de vossas almas – sempre conseguem enxergar a totalidade do que vos cerca, e ao reconhecer o “todo” tendes a capacidade de diluir vossas dúvidas na compreensão das causas que acarretaram as situações vivenciadas por vós, permitindo-vos, assim, trabalhar para concluí-las eis que não mais precisam fazer parte de vossas vidas.
É assim que o sofrimento se dilui e a alegria se impõe para os Filhos da Terra.
É hora, pois de equilibrar poder e amor em vossas vidas, para que possais mergulhar definitivamente na bem-aventurança que torna transparente vosso propósito, que permite a vós ter certeza dos passos a dar, das atitudes a tomar, das mudanças a exercitar para que vossas vidas no mundo da ilusão sejam o reflexo da plenitude do mundo de onde viestes e para o qual quereis retornar, o mundo da perfeição.
É hora, pois de acreditar, amados.
Vossa crença é a chave que abre as portas da vossa compreensão.
Sem a compreensão de quem sois e do que vos trouxe ao mundo da ilusão continuareis paralisados e inseguros sempre que os desafios se apresentarem a vós; é preciso, pois que possais compreender para vivenciar no mundo da ilusão o imenso poder que vos foi legado pelo Criador - sempre acompanhado do amor que expressa vossa essência divina – e que ambos estejam perfeitamente equilibrados para vos permitir a transformação de todos os vossos limites, a liberação de todos os vossos apegos, a dissolução de todas as vossas dúvidas, para vos tornar um ser totalmente seguro do caminho a seguir, seguro das atitudes a tomar, seguro das mudanças a incorporar em vossas vidas.
Bem amados, acordai para esse momento, acordai para experenciar esta oportunidade única de ultrapassar vossos limites, ultrapassando o profundo fosso criado pela humanidade, ao longo da eras, e que continua bloqueando o acesso ao portal da bem-aventurança para tantos de vossos irmãos.
É hora, pois de concluirdes vosso processo, trabalhando com afinco em busca do vosso equilíbrio, para que possais desfrutar a plenitude do mundo da perfeição e ser um exemplo para todos os vossos irmãos que ainda não vislumbraram a possibilidade de ser feliz.
Bem amados, que vossas orações continuem a auxiliar toda a humanidade no processo de consolidação do momentum da ascensão.
Eu vos deixo agora, derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.
Mensagem de Mãe Maria-19/09 recebida por Jane M. Ribeiro aos 23/06/09.
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domingo, 21 de junho de 2009
Um brinde à vida... à criatividade.. à poesia!
Meus amigos, hoje começo a publicar alguns dos trabalhos da minha querida amiga e poetisa Regina Azenha
Regina é autora dos livros Mulher: Amor e Poesia, lançado em 1986, livro independente mais vendido na Bienal do Livro de Santos, Fragmentos e Mutações, de 1997 e Livro Poesia a quatro mãos, em parceria com André Azenha-2008. Vencedora do prêmio Robalo de Ouro Brasil em 1989 pelo seu primeiro livro.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Reflexões sobre o caminho...
Amados Filhos,
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
Chegastes a um ponto da jornada em que a certeza é o requisito maior para que possais penetrar no mundo novo, o mundo que vos devolve a plenitude, o bem-estar, a alegria, a abundância infinita de tudo que vos pode fazer feliz.
Muito tendes caminhado, muito tendes aprendido, muito tendes resgatado das vossas múltiplas jornadas em busca da transformação de vossos limites.
Será que o que reaprendestes é hoje uma certeza em vossas vidas?
Será que aceitais no íntimo do vosso ser que sois seres espirituais e que encarnastes no mundo da matéria para reaprender a co-criar, amando a tudo e a todos como o Pai vos ama pela eternidade?
Será que aceitais o poder ilimitado que o Pai vos ofertou de tudo ser e tudo ter?
Será que exercitais esse poder em busca de recuperar vossa juventude, vossa saúde, vossa abundância, vossa felicidade?
Será que tudo isso é a verdade absoluta que vos move para um novo patamar ou é ainda apenas um anseio, um desejo, uma possibilidade?
Refleti sobre isso, amados.
Não é tempo mais de viver na ilusão de que um dia isso possa se concretizar; é momento de agir, é momento de recuperar o tempo perdido nas inúmeras tentativas de encontrar a felicidade fora de vós, de encontrar a felicidade através das pessoas ou das situações que pudessem ser atraídas a vós.
Tendes caminhado rapidamente em busca da perfeição; tendes recebido toda a ajuda do mundo espiritual para concretizardes vosso propósito; tendes presenciado o que ainda chamais de “milagres” em vossas vidas, milagres que sempre acontecem quando acreditais na vossa capacidade de ser um co-criador.
Agora, amados, é tempo de CRER; sem a crença de que sois ilimitados, sem a crença de que não dependeis de nada e de ninguém para ser feliz, para efetuar vossas conquistas, sem a crença de que sois parte de uma imensa família que compartilha convosco esse lindo planeta azul, sem a crença de que tudo que vos cerca é parte indissolúvel do que vós sois e, assim, detém como vós o mesmo grau de importância perante o Criador, sejam esses seres vossos irmãos ou os animais, vegetais e minerais que fazem parte da vida em vosso mundo; sem acreditar que vossas decisões afetam a totalidade da vida que vos cerca, sem essa crença arraigada em vós não há como prosseguir, amados.
A partir deste ponto de vossa caminhada tereis que acreditar integralmente em vós, em vosso poder, na vossa capacidade de ser como o Pai, e, assim sendo, caminhar com vossas próprias pernas construindo conscientemente vossa realidade, Eu repito, construindo conscientemente vossa realidade, atraindo pela vontade de vossa alma tudo que necessitais para cumprir vosso propósito, reconhecendo que nada pode cercear vossos passos, que apegos não fazem mais parte de vossa verdade, que os limites fazem parte de vosso passado, e que não sois nem inferior e nem superior a tudo que vos cerca; sois parte do que vos cerca, Eu repito, sois parte do que vos cerca e como parte precisais estar sempre atentos para não quebrar a unidade e a harmonia que precisa imperar entre todos, para que a paz seja a freqüência que faz revelar o amor do Pai Criador.
Lembrai-vos, pois, de que se a certeza de que sois ilimitados ainda não impera em vossos corações é hora de clamardes por ajuda, abrindo vosso coração, acalmando vossa mente, orando com fervor para que vossa alma possa se sobrepor a vossa consciência limitada permitindo-vos sentir e reconhecer a vossa grandiosidade, para que possais seguir em frente transpondo o portal que se abre nesse tempo para permitir o vosso acesso ao outro lado do véu, ao lado que contém o verdadeiro mundo e onde viver é o ato mágico de amar e compartilhar a plenitude do Criador.
Bem amados, buscai, pois crer buscai ajuda para crer, buscai em vosso interior as respostas para todas vossas indagações, buscai no fundo de vossos corações a força, a coragem, a determinação e a clareza para concluir vossas preparações e embarcar definitivamente para uma nova jornada, a jornada que vos oferece um novo aprendizado, o aprendizado de vos integrar a outros mundos e outros universos, reconhecendo novas formas de vida, novas maneiras de “SER”.
Bem amados, que vossas orações sejam o alimento que nutre vossas esperanças de concluir rapidamente o processo que vos abre as portas para a “ascensão”.
Amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.
SP-16/06/09- Mensagem de Mãe Maria-18/09 recebida por: Jane Ribeiro.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
O que é a doença de Alzheimer?
Este texto que estou publicando, é em verdade, resposta dada ao post Alzheimer , pela minha querida amiga Lucinha Saraiva, psicóloga especializada no assunto
O que é a doença de Alzheimer? É a morte das células cerebrais, essa doença é progressiva e irreversível, mas há meios de estimular o cérebro quando se encontra engatinhando na doença e, assim promover uma considerável qualidade de vida para os portadores e seus familiares.
Existem algumas técnicas terapêuticas: A arteterapia e a terapia cognitiva, a qual me engajo.
Antes de falar sobre a reabilitação cognitiva, devo explicar o que é cognição: é um processo cerebral que permite ao individuo adquirir e manipular informação. Processos cognitivos são conceituados como habilidades de “pensamento” nas quais se incluem as capacidades de concentração (ter atenção), de memória e de aprendizagem.
A reabilitação cognitiva é um tratamento não farmacológico, multidisciplinar que consiste na busca (auxilio) de soluções apresentadas pelos programas, em que estou engajada há mais de 10 anos, para lidar com situações causadas pelas mudanças de capacidade, de personalidade e de interesses dos portadores da demência em questão.
Depois de uma avaliação neuropsicológica, dependendo do grau de compreensão e limitação, o paciente poderá se submeter à terapia ou a reabilitação cognitiva, que consiste no estímulo mental, explorando suas capacidades remanescentes, ainda preservadas e otimizando suas atividades rotineiras como as de automanutenção (banho, o ato de vestir-se, alimentar-se...) e as mais complexas (pagamentos, contas etc...) fatores de independência fortemente ligados a auto-estima.O intuito geral do programa de reabilitação cognitiva é desenvolver atitudes positivas, criar uma atmosfera aconchegante, um ambiente acolhedor.
Quais programas utilizados?
O uso de compensação para contornar o déficit de memória, o uso de raciocínio lógico quando a memória falha; a substituição por meios alternativos, tais como fotos, bilhetes, quadros; treino através do lúdico, tais como jogos, quebra-cabeças, exercícios para orientação espacial e outros p/ reduzir o nível de ansiedade e culpabilidade.
A participação da família neste processo é de vital importância, tanto para ajudar a sociabilização do idoso, quanto para atenuar a sua própria dor. O caminhar do cuidador é muito difícil e por isso requer muito preparo psicológico e muito conhecimento, aqueles que se pode dispor. Contudo, o amor ainda é o melhor caminho para encontrarmos uma solução viável no combate ao mal cerebral.
Lucia Saraiva
Psicóloga Cognitiva
O Espiritismo e a Medicina
O presente texto está circulando pela web e como apresenta o processo saúde e doença por um prisma diferenciado, segundo a visão do Espiritismo Kardecista, considero importante publicá-lo aqui, inclusive como caminho para entendimento do chamado mal de Alzheimer , tema do último post publicado aqui no blog.
O que é saúde e o que é doença à luz da doutrina espírita?
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Doença e saúde se referem ao estado em que se encontram as pessoas e não ao estado de órgãos ou partes do corpo.
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O corpo físico nunca está só doente ou só saudável, já que nele se expressam realmente as informações da consciência.
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O corpo de um ser humano vivo deve seu funcionamento ao espírito que o habita.
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Quando as várias funções corporais se desenvolvem em conjunto dentro de uma harmonia, ele se encontra num estado que denominamos de saúde.
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Se uma função falha ela compromete a harmonia do todo e então falamos que ele se encontra em um estado de doença. A doença é a perda relativa da harmonia.
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Essa perturbação da harmonia acontece à nível de consciência que é a parte espiritual do ser enquanto o corpo é a forma de apresentação dessa desarmonia.
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O nosso “não consciente” envia mensagens ao nosso “consciente” sob a forma de tensões ou sofrimentos físicos e emocionais.
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Procurando “silenciar” essa tentativa de comunicação utilizamos medicamentos para acabar com os sintomas sem perceber o que gerou os mesmos.
Para se dar conta de onde está situada a causa inicial, médicos e pacientes precisam aprender não apenas a perceber o que é visível na luz, mas também identificar o que está escondido na sombra.
Por que médicos e pacientes precisam aprender a perceber onde está a causa inicial?
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Médicos porque têm o papel de orientar. Se não souberem a causa, irão tratar apenas a conseqüência.
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Pacientes porque são os principais interessados e responsáveis por sua cura.
Origem da desarmonia no perispírito
Sabemos todos que o perispírito:
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É preexistente e sobrevivente à morte do corpo material, transmitindo suas vontades ao corpo físico e as impressões do corpo físico ao espírito.
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Que o envoltório carnal se modela e as células se agrupam de acordo com a forma perispiritual.
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Que as qualidades ou defeitos, faltas, abusos e vícios de existências passadas registrados no perispírito reaparecem no corpo físico como enfermidades e moléstias.
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Inúmeras almas já renascem “adoecidas”, ou seja, com os componentes psíquicos enfermiços. Em grande parte dos casos o componente inicial dessa enfermidade é a falta de auto-amor.
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O amar a si mesmo ainda é uma lição que todos temos que aprender. Muitas reencarnações têm como objetivo precípuo restabelecer o desejo de viver e recuperar a alegria de sentir-se em paz. Uma conseqüência da falta do auto-amor é a depressão.
O que é depressão?
Como se pode conceituar depressão à luz do conhecimento espírita?
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Depressão é cansaço de viver... É não aceitar a vida como ela é.
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É a “doença prisão” que cassa a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos.
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É uma intimação de leis da vida convocando a alma a mudanças inadiáveis.
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Em tese, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é, estabelecendo um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente.
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No capítulo “Receituário oportuno” do livro “Escutando os Sentimentos” de Wanderley S. de Oliveira, Ermance Dufaux nos diz ser necessário ingerir três medicações com freqüência:
1. Acreditar que merece a felicidade, assim como todos os seres humanos (ser feliz é contentar-se com o que se é, sem que isso signifique estacionar, é o amor a si).
2. Parar de encontrar motivos externos para suas dores, encontrando-lhes as causas íntimas (dentro de cada um está a cura para todos os seus males).
3.Parar de pensar em felicidade para depois da morte e tentar ser feliz ainda em vida (a felicidade resulta da habilidade de consolidar o sentido da vida a partir do “olhar de impermanência”).
As emoções e os chakras
Sabemos quando a consciência de uma pessoa está desequilibrada, pois a mesma torna visível e palpável na forma de sintomas físicos ou psicológicos o seu desequilíbrio.
Existem desarmonias registradas a nível perispiritual. É o ser humano que está doente (espírito) e não o seu corpo físico.
Como os chakras fornecem energia sutil aos diversos órgãos do corpo, os bloqueios e conflitos emocionais podem resultar num fluxo energético anormal para diversos sistemas fisiológicos. Com o tempo, esses fluxos anormais de energia podem produzir doenças de maior ou menor gravidade em qualquer órgão do corpo.
O stress emocional é um importante fator no processo de produção das doenças.
Os conflitos emocionais, os sentimentos de impotência e a falta de amor por si próprio podem ter efeitos nocivos sobre o funcionamento dos principais chakras.
A falta de amor a si ou auto-imagem ruim pode causar bloqueio no chakra cardíaco, o qual, secundariamente, afeta o funcionamento do timo, debilitando o sistema imunológico. Também pode afetar os pulmões contribuindo para as doenças respiratórias.
A forma inadequada de expressar verbalmente o que sente, ou a não expressão verbal dos sentimentos internos, pode interferir na função do chakra laríngeo. Essa pode ser a causa de muitos casos de amigdalites ou transtornos de tireóide.
Nossas doenças são freqüentemente um reflexo simbólico dos nossos estados internos de intranqüilidade emocional, bloqueio espiritual e desconforto.
Isso sugere que a prescrição de medicamentos de efeito rápido, que aliviem apenas temporariamente os sintomas agudos da doença, não é a solução ideal para minorar os problemas do paciente, dentro de uma perspectiva reencarnacionista.
A medicina do futuro deverá ensinar os pacientes a reconhecerem os fatores emocionais e energéticos sutis que podem predispô-los a determinados estados mórbidos. Assim terá mais facilidade em detectar disfunções nos chakras, corpos emocional, etérico e mental.
Hereditariedade
Por que ficamos doentes se aparentemente fazemos tudo certo?
A hereditariedade existe, mas os registros no perispírito, das experiências passadas da alma (psíquico, intelectual, profissional, moral e emocional), determinam a formação dos órgãos no novo corpo material.
A hereditariedade reflete a aproximação por afinidades vibratórias entre os membros de uma mesma família.
Na fecundação, o gameta masculino vitorioso está impulsionado pela energia do perispírito do reencarnante que encontrou nele os fatores genéticos necessários para a programação reencarnatória.
Os códigos genéticos da hereditariedade, em consonância com o conteúdo vibratório dos registros, vão organizando o corpo físico.
As enfermidades graves decorrem de faltas passadas e contribuem para o aprendizado, reparação e restauração dos atos inadequados, além da elevação da alma.
Certos acontecimentos e doenças são permitidas pelo plano espiritual para estimular o espírito a cumprir compromissos com a sua jornada evolutiva.
Assim, enfermidades ou acidentes inesperados, carência afetiva, dificuldades econômicas, são meios utilizados para despertar da anestesia da ilusão ou da intoxicação do orgulho, egoísmo, cólera, etc, a que muitos se submetem.
Tabaco, álcool, drogas, excesso no sexo e na alimentação, são de livre opção atual, não incursos originalmente no processo evolutivo de ninguém. Quem a qualquer deles se vincula, colherá o efeito prejudicial, não se podendo queixar ou aguardar solução de emergência.
Energia vital... Como equilibrá-la?
Do ponto de vista energético, o corpo físico debilitado oscila numa freqüência diferente daquela quando em estado saudável.
Quando a pessoa é incapaz de alterar o seu modo energético para a freqüência adequada, talvez seja necessário aplicar-lhe certa dose de energia sutil, o que pode fazer com que seus sistemas bioenergéticos passem a vibrar de forma apropriada.
Existem formas de tratamento que interagem também com a energia do ser humano como a acupuntura, a homeopatia, a antroposofia, a cromoterapia, os florais, os fatores de auto-organização, os elixires de pedras preciosas, o passe magnético, a prece, a água fluída, etc.
No entanto, a medicina não deve ter como foco apenas o tratamento do corpo, pois dessa forma não obterá a cura, mas apenas a melhora dos sintomas.
O ideal é que se possa detectar as doenças num estágio suficientemente precoce para impedir a manifestação física da doença em nível celular.
A doença é o caminho pelo qual o ser humano pode seguir rumo à cura.
Quanto maior for nossa compreensão, maior nosso aproveitamento das coisas que nos cercam.
A cura acontece através da incorporação daquilo que está faltando e, portanto, ela não é possível sem uma expansão da consciência.
Responsabilidades de médico e paciente no processo de cura
Papel do espiritismo
O princípio mais importante para a medicina que trabalha com as vibrações é o conceito de que os seres humanos são sistemas dinâmicos de energia, refletindo padrões evolutivos do crescimento da alma.
O médico não deve ser apenas um agente promotor da cura, mas também um educador. No entanto, o paciente é o principal responsável pela sua cura.
É muito mais fácil tomar um comprimido que proporcione um rápido “conserto” do organismo, do que modificar os hábitos potencialmente insalubres que possam contribuir para o problema da saúde.
Cada ser humano é responsável pela busca do seu equilíbrio e da sua harmonia.
O espiritismo auxilia no tratamento da consciência humana, lhe apresentando novos valores, educando o espírito.
Muitos pacientes só adotam hábitos mais saudáveis após algum acontecimento traumático ou o diagnóstico de uma doença grave.
O médico do futuro combinará o conhecimento científico e o conhecimento espiritual a fim de promover a cura em todos os níveis...
Aos meus companheiros de doutrina....
OBRIGADA
Rose Moliterno
BIBLIOGRAFIA
- Porque adoecemos? Novos horizontes do conhecimento médico espirita - Associação Médico Espírita de Minas Gerais.
- Porque adoecemos? Volume II Principios para a medicina da alma - Associação Médico Espírita de Minas Gerais.
- Doenças - cura e saúde a luz do espiritismo - Geziel Andrade.
- Medicina Vibracional - Uma medicina para o futuro - Richard Gerber.
- Escutando os sentimentos - Wanderley S. de Oliveira.
- Diga-me onde doi e eu te direi por quê - Michael Odoul - Editora Campus.
sábado, 6 de junho de 2009
Alzheimer
A cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade de sermos felizes por 60 segundos.
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que....', frase que me dá arrepios.
E o que fazer... para evitarmos essas drogas? Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos.. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro.
Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum... Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa.
O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
'Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!' Ame muito e sempre!
Sucesso para vocês!!
Roberto Goldkorn
Psicólogo e escritor
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Imortalidade na Unidade
Mensagem de Mãe Maria
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
Preparai-vos, amados!
A imortalidade bate mais uma vez as vossas portas.
É preciso, pois que possais concluir rapidamente vossas preparações para que vossas consciências resgatem o verdadeiro significado da unidade e, na unidade, vislumbrem o viver livres dos limites.
Sem a consciência da unidade o caminho que vos leva ao ilimitado não poderá ser concluído.
Unidade significa a total integração de vossas mentes, corpos e almas; significa a inexistência de qualquer fissura, de qualquer separação em vós; significa muito mais do que unir corpos, significa a total incorporação do “ser”, para tornar possível a manifestação do verdadeiro “ser” que sois: aquele que “é”, que reconhece sua verdadeira essência, que vê refletida sua estampa divina em tudo e em todos que fazem parte da imensa família dos filhos da Luz.
Urge perceberdes que a purificação a que vos submeteis diortunamente pela transmutação de vossos sentimentos, pensamentos e ações preconceituosas e egoístas e que visavam tão somente as vossas necessidades, é apenas um passo a mais rumo à manifestação da unidade divina, e só a concretização da unidade divina em vós possibilitará à abertura das portas que vos levarão a tão almejada ascensão.
Ascender exige de vós ultrapassardes muitas etapas, repletas de desafios, de obstáculos, de medos e incompreensões; significa sempre dar mais um passo certos do sucesso no objetivo de alcançardes a felicidade.
Lembrai-vos, pois que para vencerdes não basta apenas vontade, desejo, trabalho; é preciso que esses atributos venham acompanhados de compreensão, disciplina e reconhecimento da ilusão que permeia toda a separação que vivenciais no dia a dia, separação que vos tornam frágeis, inseguros, medrosos, egoístas, separação que faz emergir em vós a eterna guerra do “eu” contra o “outro”.
O outro lembrai-vos, não é vosso inimigo, mas sim vosso espelho; vosso inimigo jaz dentro de vós é ele que alimenta vossa falsa ilusão de que a separação é real; é o sentimento de separação que gera guerras de todas as espécies.
É hora de concluirdes todas as vossas guerras, é hora de reunificar todas as mentes e corações, é hora de resgatar a fortaleza que sois em essência, liberando o divino que vos permeia, resgatando vossa unidade, e na unidade finalizar vosso processo de preparação para vivenciardes o paraíso na Terra agora.
A luz da plenitude mais uma vez se derrama sobre vosso planeta e seus habitantes neste momento, trazendo com ela à essência da vida, a fonte do amor, a vibração da harmonia, o equilíbrio perfeito para todos os seres, a transformação da consciência da fragmentação que envolve ainda como uma grossa casca a semente da perfeição que reside m vós.
Amados, a plenitude emerge do vazio; esvaziai, pois vosso corpo mente e alma; libertai-vos do ódio, do medo, da culpa, da dúvida, da ilusão.
É hora de deixar florescer o “ser pleno” que só o vazio pode fazer emergir; é hora de crescer, dando mais um passo consciente, alimentando a certeza de que sois luz eis que sois parte do Criador, e que na luz tudo floresce, tudo se expande, tudo se preenche do mais puro amor.
Resgatai, pois vossa plenitude resgatando a unidade em vós, para que despojados de todos os falsos valores, livres de todos os preconceitos que vos tem mantido acorrentados à matéria densa possais alçar vôo rumo à imortalidade.
Que vossas orações sejam o bálsamo a envolver a consciência de todos aqueles que ainda precisam despertar para a luz da redenção.
Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós a minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.”
SP-25-09-2009-Mensagem de Mãe Maria recebida as 26-05-09 por Jane M. Ribeiro.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Saudade é o amor que fica!
Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivencia e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacien
tes.
Dizem que a dor é quem ensina a gemer.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.
No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil.
Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças.
Elas nos enternecem e nos surpreendem com suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses".
Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além.
Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses.
Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional.
Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação.
Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: - Faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto.
Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu: Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores.
Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio.
Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei: - E o que a morte representa para você, minha querida?
Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
Olha tio, eu não nasci para esta vida!
Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar.
Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer.
Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que a saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim... Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar.
Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos.
Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.
Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo”, que brilha e resplandece no céu.
Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.
Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.
Dr. Rogério Brandão - Médico oncologista
sábado, 18 de abril de 2009
Tênis ou Frescobol !?!
Esse texto foi postado esta semana pela minha querida e muito linda amiga, Angela Nogueira, na página da comunidade Encontros .
Pesquisei na internet sobre o possivel autor e descobri ser uma crônica de autoria de Rubens Alves, publicada no livro O Retorno e Terno (pag.51) Editora Papirus, 1992.
Embora esse texto tenha sido publicado em diversos blogs, o considero excelente por sua profunda leveza e consistência e o republico aqui, pois, creio eu, pode ser bastante esclarecedor.
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Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me!
Para começar, uma afirmação de Nietzche com a qual concordo inteiramente. Dizia ele que, ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar. ![]()
Sherazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O Império dos Sentidos”. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra. Começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fôssem música.
A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade; é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: eu te amo... Barthes advertia: passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada.
É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.
Recordo
a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza do outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola.
Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado.
Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre.
O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância, começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca os pontos. A bola são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.
Conversar é ficar batendo sonho para lá, sonho para cá..
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis. “Cena: o marido, a mulher, a galeria”. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Por exemplo, com um sorriso fala: "Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo". A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: tens razão, minha querida. A situação está salva e o ódio vai aumentando.
Tênis é assim. Recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão. O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.
O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.
Bola vai, bola vem - cresce o amor. Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O Último Folheto
Mas creio sim, que uma força maior nos mostra que aqui, nesta dimensão de vida, nada é por acaso.
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Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos.
Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-'Ok, papai, estou pronto. '
E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'
Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir? Por favor!'
Seu pai hesitou por um momento e depois disse:
-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '
-'Obrigado, pai!'
Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via.
Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.
Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar.
De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'
Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '
Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.
Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé.
Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.
Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço.
De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:
-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '
Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '
Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.
Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.
Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!
Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '
Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.
Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...
Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome.
Autor Desconhecido.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Questionamentos Sobre a Realidade do Amor
Recebi este poema da minha querida amiga Júnia e o questiono frente a situações que muitos vivênciam atualmente.
“MUDANÇA
Júnia Cruz Ramires
Situação necessária para modificar o curso...
Experimento do novo contra o portal da teima.
Interrompe incômodo.
Repensa a VIDA.
Acredita.
Transforma.
Conquista.”
Quando o experimento do novo contra o portal da teima, implica em deixar uma pessoa, que você ama profundamente já há muitos anos, como fazer? Como é que se deixa de amar uma pessoa? Como se faz para renunciar a um amor tão forte, muito embora a existencia de mentiras, falta de consideração, respeito, amizade, resumindo, desamor por parte da outra pessoa? Como é que se interrompe esse incômodo?
Repensar a vida, não vai fazer com que os bons momentos daquela união também se destaquem e reforcem ainda mais esse sentimento?
Acreditar que tudo pode ser mudado, apesar da frustração final, vai transformar essa permanência juntos ou mesmo a renúncia, em algo positivo?
Como reconquistar esse amor ingrato ou ainda readquirir paz de espirito após a separação?
Dificeis esses questionamentos, não?
Não me parece real afirmar: - Se essa pessoa não te ama e, pior, mentiu, desrespeitou, traiu... abandone-a!
Explico o porquê de não me parecer real: O que acontece conosco que, as vezes, perdemos a noção da realidade e andamos como se não soubessemos para onde?
É como se fossemos uma árvore, na qual o vento bate e vai fazendo com que as folhas secas comecem a cair; como se não tivessemos mais forças para decidir aquilo que nos é melhor.... somos despidos de nossa razão ao sabor do vento.
O que somos?
Em verdade, somos escravos dos nossos sentimentos e muitos entre nós, das suas emoções também! Mesmo desconhendo a intensidade da ação de todas essas forças, que de um momento para outro pode nos derrubar, jogando-nos na dificil realidade da vida, continuamos amando...
E o que é este sentimento denominado amor?
Um singela história como resposta:
Um homem bastante idoso procurou uma Clínica para um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso.
Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua pressa e ele disse que precisava ir a um Asilo de Velhos tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá há bastante tempo ...
Sua mulher sofria do “Mal de Alzheimer” em estágio bastante avançado...
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo fato dele estar atrasado.
- “Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos ela nem me reconhece...”
Intrigado o médico lhe pergunta:
- “Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?”
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:
- “É verdade... ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É”
O Amor não se reduz ao físico, ao romântico ...
O Amor verdadeiro é a aceitação:
De tudo o que o outro é ...
De tudo o que o outro foi ...
Do que será ...
Do que já não é...
Paulo Pinto Pereira
Março/2009
sábado, 28 de março de 2009
Sem Deixar para Amanhã
"A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas."
Leo Buscaglia
A vida sempre surpreende. Ou talvez se deva dizer que a morte surpreende a vida? Afinal, ela sempre aparece em momento inoportuno.
Quando estamos para nos aposentar e gozar do que consideramos um merecido descanso. Ou quando estamos nos preparando para o casamento.
Ou, ainda, quando acabamos de passar por um concurso que nos garantiria uma carreira de sucesso.
Por isso mesmo, nunca devemos deixar para amanhã as declarações de afeto.
Por vezes, tivemos um professor que nos influenciou muito e realmente deu sentido, propósito e direção à nossa vida. Entretanto, nunca reservamos um tempo para lhe agradecer.
De repente, ele morre e ficamos a pensar: "meu Deus, ao menos eu deveria lhe ter escrito uma carta."
De outras, brigamos com alguém e punimos a pessoa com nosso silêncio. Passam-se os dias, os meses, os anos.
E continuamos com a punição. Aí a pessoa morre.
O que acontece? Quase sempre o remorso nos alcança e começamos a cogitar: "eu devia ter falado com ela."
Para compensar a nossa culpa, vamos à floricultura e compramos muitas flores, para enfeitar o caixão, a sala mortuária, o túmulo.
Teria sido muito mais compensador ter comprado algumas flores antes, um pequeno ramalhete e ter tentado fazer as pazes. Reatar a afeição.
É até possível que a pessoa rejeitasse as flores, as jogasse no chão. E nos desse as costas. Mas, então, o problema não seria mais nosso, mas exclusivamente dela.
Um dos exemplos mais comoventes a respeito do arrependimento por deixar para depois, nos vem de uma carta escrita por uma jovem americana ao namorado.
É mais ou menos assim: "lembra-se do dia em que eu pedi emprestado seu carro novo e o amassei?
Achei que você ia me matar, mas você não me matou.
Lembra-se de quando eu o arrastei para ir à praia, e você disse que ia chover, e choveu?
Pensei que você fosse dizer: ‘eu não a avisei?’, mas você não falou.
Lembra-se da época em que eu paquerava todos os rapazes para lhe fazer ciúmes, e você ficava com ciúmes?
Achei que você fosse me deixar, mas você não me deixou.
E quando deixei cair torta de amora nas suas calças novas?
Pensei que você nunca mais fosse olhar para mim, mas isso não aconteceu.
E quando me esqueci de lhe dizer que o baile era a rigor, e você apareceu de jeans?
Achei que você fosse me bater, mas você não me bateu.
Havia tantas coisas que eu queria fazer para você quando você voltasse do Vietnã...
Mas você não voltou..."
...............
Não permitamos que a morte arrebate a chance de dizermos o quanto amamos as pessoas.
O quanto elas são importantes para nós. Pode ser uma avó, um irmão, um amigo.
Não necessariamente somente pessoas do círculo familiar. Aprendamos a esboçar gestos de amor e a dizer palavras que alimentam a alma do outro.
Mesmo que um dia alguém nos tenha dito que não é bom o outro saber que o amamos, porque se aproveitará de nós.
Mesmo que outro alguém tenha insinuado que parecemos tolos quando ficamos afirmando a intensidade do nosso amor, da nossa amizade e da nossa ternura.
O ser mais perfeito que andou pela Terra, o Mestre Galileu, não temeu demonstrar amor e dizer: "amai-vos como eu vos amei."
Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. "O Casulo e a Borboleta", do livro O Túnel e a Luz, de Elisabeth Kübler-Ross, ed. Verus.
Meus queridos amigos, grato por vocês existirem e compartilharem seu tempo, sua vida, comigo e, também, por me permitirem fazer o mesmo!
Amo a todos vocês!
quinta-feira, 19 de março de 2009
Feliz Era o Seu Avô!
Estrutura alguma se sustenta, sem que haja uma base adequada e correta distribuição de peso, e a familia é uma estrutura que necessita sustentação; não é indispensável que essa sustentação seja dada por uma mulher, mas é preciso que alguem o faça.
A mulher, por sua condição física e por ser a mantenedora da vida durante sua criação, gestação e desenvolvimento, recebeu essa atribuição; a ela cabe, durante períodos adquiridos, gestar aqueles que darão continuidade à raça humana e após, sustentar de sí própria aquele novo ser. Não é tarefa fácil, pois que o universo feminino sofre completa alteração nessas épocas.
Se fossemos nos aprofundar nos reflexos à segurança da mulher e do feto; da mesma em relação ao grupo de trabalho a que pertence e do trabalho (atividades) em relação à ela, teriamos não um simples texto, mas um tratado, dada a complexidade que envolve.
Feito esse intróito e considerando que não sou contrário a que a mulher trabalhe, estude e seja independente, mas que sou, sim, contrário à realização dessas atividades sem que se meçam as consequências e se adotem soluções, vamos aos meus contrapontos sobre o texto postado pela minha querida e muito talentosa amiga Daniela Figueiredo: “Incomodada Ficava a Sua Avó”, no blog “A Panela das Sete Mulheres” .
Você trocaria uma vida igual a que sua avó teve, por uma vida onde os seus filhos, sobrinhos, etc, vivessem na marginalidade, consumindo drogas, agredindo e sendo agredidos, expostos a perder a vida a qualquer momento e tudo isso, devido a falta de amor, carinho e tempo negados pelos pais?
Hoje, esta é a nossa realidade. Nossos filhos passam a maior parte do seu dia útil, nas mãos de terceiros, vivênciando situações que sequer imaginamos. Quando os encontramos e se temos tempo, conversamos algumas coisinhas, mas nada que altere a concepção já criada sobre diversos assuntos.
Então, você, supermulher, diz: - E eu com isso? Não sou casada! Não tenho filhos! Que se dane quem fez essa besteira...
E assim você continuará pensando até o momento em que, os filhos dessa outra pessoa, te ameacem, assaltem e estuprem... FIM! Cadê a supermulher? Vaí criar o filho bastardo ou vaí abortar, criando mais uma dificuldade para sua consciência?
Você trocaria o brilho nos olhos e um sorriso verdadeiro nos lábios, por um rótulo de supermulher?
Atualmente, quando cruzo por uma mulher e olho nos olhos dela, isso quando ela está sem óculos escuros, o que vejo? Nada além de um olhar opaco, cansado, destituido das verdadeiras qualidades que possui a mulher que os mostra.
Hoje a supermulher está aí, malhando suas frustrações, embelezando sua tristeza, trabalhando seus desgostos...
No momento em que vocês, mulheres, fizerem uma profunda e "verdadeira" reflexão; se questionarem a respeito de seu papel nesta sociedade caótica e entenderem que se igualaram a nós, homens, por baixo, tudo isso que vocês definem por “mulher pós-feminista”, “supermulher”, etc, cai por terra.
Temos por hábito tentar nos enganar a respeito das coisas, principalmente a nosso respeito, mas a nossa consciência é um juiz extremado e o tempo, severo executor da lei natural.
Paulo Pinto Pereira
Março/2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
Ilusões do Amanhã
Esse poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado pela sociedade, de excepcional.
Excepcional é a sua sensibilidade!
Ele tem 28 anos, com idade mental de 15.
Ilusões do Amanhã
Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver...
se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar,
sem nem ao menos me olhar,
me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr...
eu vou me achar...
prá mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente prá cada um, o meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito...
Quando estou só, preso na minha solidão,
juntando pedaços de mim que caíram ao chão,
juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo, que acredita num sonho.
Na procura de te esquecer,
eu fiz brotar a flor,
para carregar junto ao peito,
e crer que esse mundo ainda tem jeito.
E como príncipe sonhador...
Sou um tolo que acredita, ainda, no amor."
PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)
quarta-feira, 11 de março de 2009
Minha Amiga... Meu Amor
Amigas, são um caso a parte em nossas vidas, mesmo as virtuais, pois embora só as conheçamos por fotos e por suas escritas, elas fazem muita diferença no nosso dia-a-dia.
Então, basicamente o que diferencia uma da outra é a proximidade física, que me permite abraçá-la e beijá-la.
Até aí, sem novidades... Então, por que são um caso a parte?
Simples: muitas vezes são elas nossos apoio em relação ao momento da vida pelo qual estamos passando, ou vice-versa, e é nessa hora que o carinho e a atenção se sobressaem ao todo e começa a existir o risco do envolvimento, pois há carência afetiva, as vezes de ambas as partes.
Você está tão próximo dela, abraça-a, acarinha-a, beija-a e recebe igual tratamento; ou ainda, trocam e_mails, conversam via MSN, usam o Orkut e em todas as mensagens, o carinho, a palavra amiga e terna está presente e isso tudo com uma atenção diferenciada... Como resistir? Como não misturar as estações? E mais: e se ela não estiver pensando em nada mais, que não seja ajudá-lo como amiga?
O que fazer? O que vale mais: uma amizade ou uma possibilidade? E o coração?
Quando iniciei este texto, tinha por base tão somente a minha experiência e uma ou outra coisa lida aqui e alí, mas nada mais consistente. Então decidi colocar o assunto como um tópico em uma comunidade do Orkut, a ENCONTROS , que recomendo a quem quiser encontrar ótimos amigos.
Assim, o que vou colocar aqui ainda continua sendo minha visão a respeito do assunto, só que agora, enriquecida pela base formada na opinião e vivência de muitas outras pessoas.
Este passeio,via sentimentos e emoções, mistura um pouco da nossa realidade com muito da virtual, que hoje já se tornou um mecanismo que tem dado impulso a muitos relacionamentos.
Por ser fato mais do que conhecido, situações envolvendo golpes, má fé, brincadeiras de mau gosto, etc, praticados por desqualificados, não serão considerados neste post, pois nada acrescentam.
Os textos em destaque, são partes de opiniões de diversos amigos da comunidade.
“A relação virtual existe, não há duvidas! Pessoas se apaixonam por internautas ...
Há cumplicidade na maior parte das vezes e ...muita fantasia também!”
Em um relacionamento virtual, as pessoas, por se julgarem “menos expostas” são mais autênticas e, por consequência, voluntáriamente, ficam “mais expostas”. Efetivamente, traídas pela carência e/ou pela imaginação fantasiosa, acabam por construir “castelos de areia”; essas criações muitas vezes são unilaterais, pois não envolvem ambos os internautas.
Mas... e quando envolve a ambos?
“Houve um caso em que levei a paixão a diante e virou uma linda história de amor! E se teve final ficou a amizade...
Teve também aquele caso que tudo desabou no meio, ficou dor, desencanto...esse deixou marcas bem doloridas ...mas aprendi que faz parte. “
Não são todas as pessoas que tem o preparo adequado para um relacionamento virtual, pois este implica fundamentalmente, em um primeiro momento, a considerar que quem se encontra no outro terminal, está mostrando “quem ela é” e não “como ela é”. Este “imenso” pequeno detalhe pode causar uma grande decepção no momento do primeiro e real encontro. Daí, entre outros, são comuns pensamentos tipo: “Puxa! Eu pensei que ele fosse mais alto”; “Não dá... vão pensar que ela é minha mãe...”
Ainda que a foto da pessoa seja atual, dificilmente será igual quando ao vivo e a cores...
E daí, o “castelo de areia” desmorona e os dois personagens acabam por jogar fora, até mesmo a possibilidade de uma linda amizade.
O ideal é procurar estar preparado para o “pior” e ter maturidade suficiente para avaliar os prós e os contras daquele relacionamento, não esquecendo que, muito provavelmente aquela pessoa já mostrou quem é e que esse foi o fato motivador do encontro; portanto, existe sim, um expressivo valor a ser considerado.
“Mesmo casado, não conseguiu resistir à possibilidade de conhecê-la pessoalmente; pois ela é, pelo menos virtualmente, muito meiga e carinhosa...”
“De fato, como resistir ao carinho?
...melhor não pensar algumas vezes, desviar a atenção , é assim que me escondo de mim...funciona... Convenço-me, muitas vezes, que este é o melhor caminho, assim não machuco ninguém.”
Mas... o encontro aconteceu, a amizade se tornou forte e um deles não conseguiu ludibriar seus sentimentos: apaixonou-se!
“Se o meu coração estiver livre, mas o dele não, caberá a um de nós usar a razão...”
E se não conseguir?
“O que fazer? viver a história, certamente, pois já entendi que apesar de ter aprendido um pouco sobre a vida, mesmo quando eu for bem velhinha meu coração ainda terá muito que conhecer e experimentar sobre o amor. Então continuo fazendo amigos e me encantando com eles! “
“A amizade virtual é uma das muitas formas das pessoas se relacionarem. Só que tem uma mágica nesta forma de conhecimento, pois você vai descobrindo o outro de dentro para fora...vai percebendo seus valores, suas esperanças, sua forma de ser, seu jeito único de se dar de presente, enfim, vamos conhecendo muito o outro...”
“Quantas vezes eu só tinha o mundo virtual como companheiro? Quantas vezes um papo me fez dormir melhor ou me sentir humano de novo?
Muitas vezes......e, quando isso rolou, claro que tinha em meu ser a esperança de ter a pessoa em questão como parceiro de caminhada...porque não?
Aí é que entra a minha razão.....pois aprendi que o amor, a arte de amar, só rola no mundo real...o toque, a emoção do beijo, a sensação da proximidade do outro, as descobertas pequeninas que fazemos com a convivência diária só é possível no mundo de verdade...”
Minha conclusão é que, quando nos apaixonamos por alguém na vida real, essa pessoa se torna aquela que é alvo dos pensamentos e atos diários...
O que fazemos pensando nela, é destinado à nossa satisfação pessoal em verdade...
Queremos que aquela pessoa permaneça ao nosso lado e tudo fazemos visando esse objetivo... mas sempre pensando em nós próprios!
Já quando encontramos uma nova amizade, ainda que virtualmente, essa pessoa não nos torna obsessivos, mas, pelo contrario, quando a encontramos o sentimento é de ternura, alegria... como se algo nos completasse; é um sentimento doce, único...
Então, vale o esforço, nos tornarmos verdadeiros amigos e buscarmos fazer delas, mesmo as virtuais, verdadeiras e queridas amigas!
Termino, deixando para vocês, a poesia do meu amigo José, o Alma de Poeta:
“Minha Amiga ...Meu Amor...
Orgulhosamente
vens dizer-me que possuis
a coragem firme
de fugir à mais bela tentação...
De que te serve essa fuga,
de que te serve esse pudor,
envelheces retraindo a tua carne
e o teu sentir...
És uma medrosa...
Quem tem medo da morte
não conhece bem a vida.
Depois,
Quem procura louvar a tua beleza?
Quem passando,
se debruça,
destacando este
ou aquele detalhe
do teu corpo
senão eu amiga?
Não é comigo que te sentes bem?
ah...
Ama ri canta soluça,já...
Não fiques aí,
descansa mais perto,
ao menos aqui...”
Curitiba, março 2009
Paulo Pinto Pereira
