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quinta-feira, 11 de junho de 2009

O que é a doença de Alzheimer?

Este texto que estou publicando, é em verdade, resposta dada ao post Alzheimer , pela minha querida amiga Lucinha Saraiva, psicóloga especializada no assunto

Rosto Lucinha

O que é a doença de Alzheimer? É a morte das células cerebrais, essa doença é progressiva e irreversível, mas há meios de estimular o cérebro quando se encontra engatinhando na doença e, assim promover uma considerável qualidade de vida para os portadores e seus familiares.

Existem algumas técnicas terapêuticas: A arteterapia e a terapia cognitiva, a qual me engajo.
Antes de falar sobre a reabilitação cognitiva, devo explicar o que é cognição: é um processo cerebral que permite ao individuo adquirir e manipular informação. Processos cognitivos são conceituados como habilidades de “pensamento” nas quais se incluem as capacidades de concentração (ter atenção), de memória e de aprendizagem.

A reabilitação cognitiva é um tratamento não farmacológico, multidisciplinar que consiste na busca (auxilio) de soluções apresentadas pelos programas, em que estou engajada há mais de 10 anos, para lidar com situações causadas pelas mudanças de capacidade, de personalidade e de interesses dos portadores da demência em questão.
Depois de uma avaliação neuropsicológica, dependendo do grau de compreensão e limitação, o paciente poderá se submeter à terapia ou a reabilitação cognitiva, que consiste no estímulo mental, explorando suas capacidades remanescentes, ainda preservadas e otimizando suas atividades rotineiras como as de automanutenção (banho, o ato de vestir-se, alimentar-se...) e as mais complexas (pagamentos, contas etc...) fatores de independência fortemente ligados a auto-estima.O intuito geral do programa de reabilitação cognitiva é desenvolver atitudes positivas, criar uma atmosfera aconchegante, um ambiente acolhedor.
Quais programas utilizados?
O uso de compensação para contornar o déficit de memória, o uso de raciocínio lógico quando a memória falha; a substituição por meios alternativos, tais como fotos, bilhetes, quadros; treino através do lúdico, tais como jogos, quebra-cabeças, exercícios para orientação espacial e outros p/ reduzir o nível de ansiedade e culpabilidade.
A participação da família neste processo é de vital importância, tanto para ajudar a sociabilização do idoso, quanto para atenuar a sua própria dor. O caminhar do cuidador é muito difícil e por isso requer muito preparo psicológico e muito conhecimento, aqueles que se pode dispor. Contudo, o amor ainda é o melhor caminho para encontrarmos uma solução viável no combate ao mal cerebral.
Lucia Saraiva
Psicóloga Cognitiva

O Espiritismo e a Medicina

O presente texto está circulando pela web e como apresenta o processo saúde e  doença por um prisma diferenciado, segundo a visão do Espiritismo Kardecista, considero importante publicá-lo aqui, inclusive como caminho para entendimento do chamado mal de  Alzheimer , tema do último post publicado  aqui no blog.

O que é saúde e o que é doença à luz da doutrina espírita?

  • Doença e saúde se referem ao estado em que se encontram as pessoas e não ao estado de órgãos ou partes do corpo.

  • O corpo físico nunca está só doente ou só saudável, já que nele se expressam realmente as informações da consciência.

  • O corpo de um ser humano vivo deve seu funcionamento ao espírito que o habita.

  • Quando as várias funções corporais se desenvolvem em conjunto dentro de uma harmonia, ele se encontra num estado que denominamos de saúde.

  • Se uma função falha ela compromete a harmonia do todo e então falamos que ele se encontra em um estado de doença. A doença é a perda relativa da harmonia.

  • Essa perturbação da harmonia acontece à nível de consciência que é a parte espiritual do ser enquanto o corpo é a forma de apresentação dessa desarmonia.

  • O nosso “não consciente” envia mensagens ao nosso “consciente” sob a forma de tensões ou sofrimentos físicos e emocionais.

  • Procurando “silenciar” essa tentativa de comunicação utilizamos medicamentos para acabar com os sintomas sem perceber o que gerou os mesmos.

Nau fantasma

Para se dar conta de onde está situada a causa inicial, médicos e pacientes precisam aprender não apenas a perceber o que é visível na luz, mas também identificar o que está escondido na sombra.

Por que médicos e pacientes precisam aprender a perceber onde está a causa inicial?

  • Médicos porque têm o papel de orientar. Se não souberem a causa, irão tratar apenas a conseqüência.

  • Pacientes porque são os principais interessados e responsáveis por sua cura.

Origem da desarmonia no perispírito

Sabemos todos que o perispírito:

  • É preexistente e sobrevivente à morte do corpo material, transmitindo suas vontades ao corpo físico e as impressões do corpo físico ao espírito.

  • Que o envoltório carnal se modela e as células se agrupam de acordo com a forma perispiritual.

  • Que as qualidades ou defeitos, faltas, abusos e vícios de existências passadas registrados no perispírito reaparecem no corpo físico como enfermidades e moléstias.

  • Inúmeras almas já renascem “adoecidas”, ou seja, com os componentes psíquicos enfermiços. Em grande parte dos casos o componente inicial dessa enfermidade é a falta de auto-amor.

  • O amar a si mesmo ainda é uma lição que todos temos que aprender. Muitas reencarnações têm como objetivo precípuo restabelecer o desejo de viver e recuperar a alegria de sentir-se em paz. Uma conseqüência da falta do auto-amor é a depressão.

O que é depressão?

Como se pode conceituar depressão à luz do conhecimento espírita?

  • Depressão é cansaço de viver... É não aceitar a vida como ela é.

  • É a “doença prisão” que cassa a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos.

  • É uma intimação de leis da vida convocando a alma a mudanças inadiáveis.

  • Em tese, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é, estabelecendo um desajuste interior que a incapacita para viver plenamente.

  • No capítulo “Receituário oportuno” do livro “Escutando os Sentimentos” de Wanderley S. de Oliveira, Ermance Dufaux nos diz ser necessário ingerir três medicações com freqüência:

1. Acreditar que merece a felicidade, assim como todos os seres humanos (ser feliz é contentar-se com o que se é, sem que isso signifique estacionar, é o amor a si).

2. Parar de encontrar motivos externos para suas dores, encontrando-lhes as causas íntimas (dentro de cada um está a cura para todos os seus males).

3.Parar de pensar em felicidade para depois da morte e tentar ser feliz ainda em vida (a felicidade resulta da habilidade de consolidar o sentido da vida a partir do “olhar de impermanência”).

As emoções e os chakras

Lotus Sabemos quando a consciência de uma pessoa está desequilibrada, pois a mesma torna visível e palpável na forma de sintomas físicos ou psicológicos o seu desequilíbrio.

Existem desarmonias registradas a nível perispiritual. É o ser humano que está doente (espírito) e não o seu corpo físico.

Como os chakras fornecem energia sutil aos diversos órgãos do corpo, os bloqueios e conflitos emocionais podem resultar num fluxo energético anormal para diversos sistemas fisiológicos. Com o tempo, esses fluxos anormais de energia podem produzir doenças de maior ou menor gravidade em qualquer órgão do corpo.

O stress emocional é um importante fator no processo de produção das doenças.

Os conflitos emocionais, os sentimentos de impotência e a falta de amor por si próprio podem ter efeitos nocivos sobre o funcionamento dos principais chakras.

A falta de amor a si ou auto-imagem ruim pode causar bloqueio no chakra cardíaco, o qual, secundariamente, afeta o funcionamento do timo, debilitando o sistema imunológico. Também pode afetar os pulmões contribuindo para as doenças respiratórias.

A forma inadequada de expressar verbalmente o que sente, ou a não expressão verbal dos sentimentos internos, pode interferir na função do chakra laríngeo. Essa pode ser a causa de muitos casos de amigdalites ou transtornos de tireóide.

Nossas doenças são freqüentemente um reflexo simbólico dos nossos estados internos de intranqüilidade emocional, bloqueio espiritual e desconforto.

Isso sugere que a prescrição de medicamentos de efeito rápido, que aliviem apenas temporariamente os sintomas agudos da doença, não é a solução ideal para minorar os problemas do paciente, dentro de uma perspectiva reencarnacionista.

A medicina do futuro deverá ensinar os pacientes a reconhecerem os fatores emocionais e energéticos sutis que podem predispô-los a determinados estados mórbidos. Assim terá mais facilidade em detectar disfunções nos chakras, corpos emocional, etérico e mental.

Hereditariedade

Por que ficamos doentes se aparentemente fazemos tudo certo?

A hereditariedade existe, mas os registros no perispírito, das experiências passadas da alma (psíquico, intelectual, profissional, moral e emocional), determinam a formação dos órgãos no novo corpo material.

A hereditariedade reflete a aproximação por afinidades vibratórias entre os membros de uma mesma família.

Na fecundação, o gameta masculino vitorioso está impulsionado pela energia do perispírito do reencarnante que encontrou nele os fatores genéticos necessários para a programação reencarnatória.

Os códigos genéticos da hereditariedade, em consonância com o conteúdo vibratório dos registros, vão organizando o corpo físico.

As enfermidades graves decorrem de faltas passadas e contribuem para o aprendizado, reparação e restauração dos atos inadequados, além da elevação da alma.

Certos acontecimentos e doenças são permitidas pelo plano espiritual para estimular o espírito a cumprir compromissos com a sua jornada evolutiva.

Assim, enfermidades ou acidentes inesperados, carência afetiva, dificuldades econômicas, são meios utilizados para despertar da anestesia da ilusão ou da intoxicação do orgulho, egoísmo, cólera, etc, a que muitos se submetem.

Tabaco, álcool, drogas, excesso no sexo e na alimentação, são de livre opção atual, não incursos originalmente no processo evolutivo de ninguém. Quem a qualquer deles se vincula, colherá o efeito prejudicial, não se podendo queixar ou aguardar solução de emergência.

Energia vital... Como equilibrá-la?

Do ponto de vista energético, o corpo físico debilitado oscila numa freqüência diferente daquela quando em estado saudável.

Quando a pessoa é incapaz de alterar o seu modo energético para a freqüência adequada, talvez seja necessário aplicar-lhe certa dose de energia sutil, o que pode fazer com que seus sistemas bioenergéticos passem a vibrar de forma apropriada.

Existem formas de tratamento que interagem também com a energia do ser humano como a acupuntura, a homeopatia, a antroposofia, a cromoterapia, os florais, os fatores de auto-organização, os elixires de pedras preciosas, o passe magnético, a prece, a água fluída, etc.

Iceberg No entanto, a medicina não deve ter como foco apenas o tratamento do corpo, pois dessa forma não obterá a cura, mas apenas a melhora dos sintomas.

O ideal é que se possa detectar as doenças num estágio suficientemente precoce para impedir a manifestação física da doença em nível celular.

A doença é o caminho pelo qual o ser humano pode seguir rumo à cura.

Quanto maior for nossa compreensão, maior nosso aproveitamento das coisas que nos cercam.

A cura acontece através da incorporação daquilo que está faltando e, portanto, ela não é possível sem uma expansão da consciência.

Responsabilidades de médico e paciente no processo de cura

Papel do espiritismo

O princípio mais importante para a medicina que trabalha com as vibrações é o conceito de que os seres humanos são sistemas dinâmicos de energia, refletindo padrões evolutivos do crescimento da alma.

O médico não deve ser apenas um agente promotor da cura, mas também um educador. No entanto, o paciente é o principal responsável pela sua cura.

É muito mais fácil tomar um comprimido que proporcione um rápido “conserto” do organismo, do que modificar os hábitos potencialmente insalubres que possam contribuir para o problema da saúde.

Cada ser humano é responsável pela busca do seu equilíbrio e da sua harmonia.

O espiritismo auxilia no tratamento da consciência humana, lhe apresentando novos valores, educando o espírito.

Muitos pacientes só adotam hábitos mais saudáveis após algum acontecimento traumático ou o diagnóstico de uma doença grave.

O médico do futuro combinará o conhecimento científico e o conhecimento espiritual a fim de promover a cura em todos os níveis...

Jesus

Aos meus companheiros de doutrina....

OBRIGADA

Rose Moliterno

BIBLIOGRAFIA

- Porque adoecemos? Novos horizontes do conhecimento médico espirita - Associação Médico Espírita de Minas Gerais.

- Porque adoecemos? Volume II Principios para a medicina da alma -  Associação Médico Espírita de Minas Gerais.

- Doenças - cura e saúde a luz do espiritismo  -  Geziel Andrade.

- Medicina Vibracional - Uma medicina para o futuro  -  Richard Gerber.

- Escutando os sentimentos - Wanderley S. de Oliveira.

- Diga-me onde doi e eu te direi por quê - Michael Odoul -  Editora Campus.

sábado, 6 de junho de 2009

Alzheimer

A  cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade  de sermos felizes por 60  segundos.
 
Meu pai  está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda  vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um  dia, ao tentar me ensinar matemática, disse  que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam  no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses  54 anos de convivência, o nome do músculo do  pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que  nunca mais esqueceu:  esternocleidomastóideo.
O diagnóstico  médico ainda não é conclusivo, mas, para mim,  basta saber que ele esquece o meu nome, mal  anda, toma líquidos de canudinho, não consegue  terminar uma frase, nem controla mais suas  funções fisiológicas, e tem os famosos  delírios paranóicos comuns nas demências tipo  Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo  diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos;  prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de  que....', frase que me dá arrepios.
E o  que fazer... para evitarmos essas  drogas? Como?
Lendo muito,  escrevendo, buscando a clareza das idéias,  criando novos circuitos neurais que venham a  substituir os afetados pela idade e pela vida  'bandida'.
Meu conselho: é para vocês não  serem infalíveis como o meu pobre pai; não  cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um  caminho descer. Inventem novos desafios,  façam palavras cruzadas, forcem a memória, não  só com drogas (não nego a sua eficácia,  principalmente as nootrópicas), mas correndo  atrás dos vazios e lapsos.

Eu não sossego  enquanto não lembro do nome de algum velho  conhecido, ou de uma localidade onde estive há  trinta anos.. Leiam e se  empenhem em entender  o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo  aos sessenta anos.
Coloquem a palavra  FELICIDADE no topo da sua lista de  prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca  ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas  medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham  consciência disso.
Mantenha-se  interessado no mundo, nas pessoas, no futuro.  
Invente novas receitas, experimente (não gosta  de ir para a cozinha? Hum... Preocupante).  Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que  disse 'melhor morrer de vodca do que de  tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom  combate do que ter a personalidade roubada  pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do  Alzheimer:
Uma descoberta dentro da  Neurociência vem revelar que o cérebro mantém  a capacidade extraordinária de crescer e mudar o  padrão de suas conexões.
Os autores  desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos  neurônios', é uma nova forma de exercício  cerebral projetada para manter o cérebro ágil e  saudável, criando novos e diferentes padrões  de atividades dos neurônios em seu cérebro.  Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por   rotinas que, apesar de terem a vantagem de  reduzir o esforço intelectual, escondem um  efeito perverso: limitam o cérebro.
Para  contrariar essa tendência, é necessário praticar  exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas  pensarem somente no que estão fazendo,  concentrando-se na tarefa.

O desafio da NEURÓBICA  é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas,  obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de  pulso no braço direito;
- escove os dentes com  a mão contrária da de costume;
- ande pela casa  de trás para frente; (vi na China o pessoal  treinando isso num parque);
- vista-se de olhos  fechados;
- estimule o paladar, coma coisas  diferentes;
- veja fotos de cabeça para  baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça  um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta  é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça  alguma coisa diferente com seu outro lado e   estimule o seu cérebro. Vale a pena  tentar!
Que tal começar a praticar agora,  trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora  enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão  esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA  SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
'Critique menos,  trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de  agradecer!' Ame  muito e sempre!
Sucesso para  vocês!!

Roberto  Goldkorn 

Psicólogo e escritor

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Imortalidade na Unidade

Mensagem de Mãe Maria

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.

Preparai-vos, amados!

A imortalidade bate mais uma vez as vossas portas.

É preciso, pois que possais concluir rapidamente vossas preparações para que vossas consciências resgatem o verdadeiro significado da unidade e, na unidade, vislumbrem o viver livres dos limites.

Sem a consciência da unidade o caminho que vos leva ao ilimitado não poderá ser concluído.

Unidade significa a total integração de vossas mentes, corpos e almas; significa a inexistência de qualquer fissura, de qualquer separação em vós; significa muito mais do que unir corpos, significa a total incorporação do “ser”, para tornar possível a manifestação do verdadeiro “ser” que sois: aquele que “é”, que reconhece sua verdadeira essência, que vê refletida sua estampa divina em tudo e em todos que fazem parte da imensa família dos filhos da Luz.

Urge perceberdes que a purificação a que vos submeteis diortunamente pela transmutação de vossos sentimentos, pensamentos e ações preconceituosas e egoístas e que visavam tão somente as vossas necessidades, é apenas um passo a mais rumo à manifestação da unidade divina, e só a concretização da unidade divina em vós possibilitará à abertura das portas que vos levarão a tão almejada ascensão.

Ascender exige de vós ultrapassardes muitas etapas, repletas de desafios, de obstáculos, de medos e incompreensões; significa sempre dar mais um passo certos do sucesso no objetivo de alcançardes a felicidade.

Lembrai-vos, pois que para vencerdes não basta apenas vontade, desejo, trabalho; é preciso que esses atributos venham acompanhados de compreensão, disciplina e reconhecimento da ilusão que permeia toda a separação que vivenciais no dia a dia, separação que vos tornam frágeis, inseguros, medrosos, egoístas, separação que faz emergir em vós a eterna guerra do “eu” contra o “outro”.

O outro lembrai-vos, não é vosso inimigo, mas sim vosso espelho; vosso inimigo jaz dentro de vós é ele que alimenta vossa falsa ilusão de que a separação é real; é o sentimento de separação que gera guerras de todas as espécies.

É hora de concluirdes todas as vossas guerras, é hora de reunificar todas as mentes e corações, é hora de resgatar a fortaleza que sois em essência, liberando o divino que vos permeia, resgatando vossa unidade, e na unidade finalizar vosso processo de preparação para vivenciardes o paraíso na Terra agora.

A luz da plenitude mais uma vez se derrama sobre vosso planeta e seus habitantes neste momento, trazendo com ela à essência da vida, a fonte do amor, a vibração da harmonia, o equilíbrio perfeito para todos os seres, a transformação da consciência da fragmentação que envolve ainda como uma grossa casca a semente da perfeição que reside m vós.

Amados, a plenitude emerge do vazio; esvaziai, pois vosso corpo mente e alma; libertai-vos do ódio, do medo, da culpa, da dúvida, da ilusão.

É hora de deixar florescer o “ser pleno” que só o vazio pode fazer emergir; é hora de crescer, dando mais um passo consciente, alimentando a certeza de que sois luz eis que sois parte do Criador, e que na luz tudo floresce, tudo se expande, tudo se preenche do mais puro amor.

Resgatai, pois vossa plenitude resgatando a unidade em vós, para que despojados de todos os falsos valores, livres de todos os preconceitos que vos tem mantido acorrentados à matéria densa possais alçar vôo rumo à imortalidade.

Que vossas orações sejam o bálsamo a envolver a consciência de todos aqueles que ainda precisam despertar para a luz da redenção.

Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós a minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.”

SP-25-09-2009-Mensagem de Mãe Maria recebida as 26-05-09 por Jane M. Ribeiro.

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Saudade é o amor que fica!

Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivencia e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacienoncologiates.

Dizem que a dor é quem ensina a gemer.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que,  pegos pela adversidade, descobrimos que somos  capazes de ir muito mais além.
Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro,  nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.
No início da minha vida profissional, senti-me  atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil.
Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças.
Elas nos enternecem e nos surpreendem com suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses".
Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência  de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona,  que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte  e a tentar ir sempre mais além.
Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe  e entendemos que não somos deuses.
Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional.
Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei  a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha,  comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos,  calejada porém por 2 longos anos de tratamentos  os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos  programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos  algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação.
Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia:  - Faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto.
Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu: Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores.
Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio.
Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças,  que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem  nos seriados e filmes, indaguei: - E o que a morte representa para você, minha querida?
Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto  e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
Vou explicar o que acontece, continuou ela:  Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços  para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
Olha tio, eu não nasci para esta vida!
Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar.
Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer.
Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que a saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um  dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim... Foi enviado para me dizer que existe muito mais  entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar.
Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo  (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos.
Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.
Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso  com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo”, que brilha e resplandece no céu.
Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.
Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.


Dr. Rogério Brandão - Médico oncologista

sábado, 18 de abril de 2009

Tênis ou Frescobol !?!

Esse texto foi postado esta semana pela minha querida e muito linda amiga, Angela Nogueira, na página da comunidade Encontros .

Pesquisei na internet sobre o possivel autor e descobri ser uma  crônica de autoria  de Rubens Alves, publicada no livro O Retorno e Terno (pag.51) Editora Papirus, 1992.

Embora esse texto tenha sido publicado em diversos blogs, o considero excelente por sua profunda leveza e consistência e o republico aqui, pois, creio eu, pode ser bastante esclarecedor.

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Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.

Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me!

Para começar, uma afirmação de Nietzche com a qual concordo inteiramente. Dizia ele que, ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?

Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar. Sherazade

Sherazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O Império dos Sentidos”. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra. Começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fôssem música.

A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade; é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.

Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: eu te amo... Barthes advertia: passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada.

É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.

Recordo Tennisa sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.

Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza do outro.frescobol

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola.

Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi  de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado.

Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre.

O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância, começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca os pontos. A bola são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.

Conversar é ficar batendo sonho para lá, sonho para cá..

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis. “Cena: o marido, a mulher, a galeria”. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Por exemplo, com um sorriso fala: "Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo". A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: tens razão, minha querida. A situação está salva e o ódio vai aumentando.

Tênis é assim. Recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão. O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.

Bola vai, bola vem - cresce o amor. Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Último Folheto

Meus amigos, eu não creio em inferno, a não ser aquele criado por nós próprios, seja em vida na matéria ou após esta.
Mas creio sim, que uma força maior nos mostra que aqui, nesta dimensão de vida, nada é por acaso.
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Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos.
Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-'Ok, papai, estou pronto. '
E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'
Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir? Por favor!'
Seu pai hesitou por um momento e depois disse:
-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '
-'Obrigado, pai!'
Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via.
Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.
Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar.
De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'
Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '
Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.
Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé.
Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.
Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço.
De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:
-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '
Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '
Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.
Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.
Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!
Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '
Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.
Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...
Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome.

Autor Desconhecido.



segunda-feira, 30 de março de 2009

Questionamentos Sobre a Realidade do Amor

Recebi  este poema da minha querida amiga Júnia e o questiono frente a situações que muitos vivênciam atualmente.

“MUDANÇA
Júnia Cruz Ramires

Situação necessária para modificar o curso...
Experimento do novo contra o portal da teima.
Interrompe incômodo.
Repensa a VIDA.
Acredita.
Transforma. 
Conquista.”

Quando  o experimento do novo contra o portal da teima, implica em deixar uma pessoa, que você ama profundamente já há muitos anos, como fazer?  Como é que se deixa de amar uma pessoa? Como se faz para renunciar a um amor tão forte, muito embora a existencia de mentiras,  falta de consideração, respeito, amizade,  resumindo, desamor por parte da outra pessoa?  Como é que se interrompe esse incômodo?

Repensar a vida, não vai fazer com que os bons momentos daquela união também se destaquem e reforcem ainda mais esse sentimento?

Acreditar que tudo pode ser mudado, apesar da frustração  final, vai transformar essa permanência juntos ou mesmo a renúncia, em algo positivo?

Como reconquistar esse amor ingrato ou ainda readquirir  paz de espirito após a separação?
Dificeis esses questionamentos, não?

Não me parece real afirmar: - Se essa pessoa não te ama e, pior, mentiu, desrespeitou, traiu... abandone-a!
Explico o porquê de não me parecer real: O que acontece conosco que, as vezes, perdemos a noção da realidade e andamos como se não soubessemos para onde?

É como se fossemos uma árvore, na qual o vento bate e  vai fazendo com que as folhas secas comecem a cair;  como se não tivessemos mais forças para decidir aquilo que nos é melhor.... somos despidos de nossa razão ao sabor do vento.

O que somos?
Em verdade, somos escravos dos nossos sentimentos e muitos entre nós, das suas emoções também!  Mesmo  desconhendo a intensidade da ação de todas essas forças, que de um momento para outro pode nos derrubar,  jogando-nos na dificil realidade da vida,  continuamos amando...

E o que é este sentimento denominado amor?
Um singela história como resposta: 
Um homem bastante idoso procurou uma Clínica para um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso.

Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua pressa e ele disse que precisava ir   a um Asilo de Velhos   tomar o café da manhã  com sua mulher que estava internada lá  há bastante tempo ...

Sua mulher sofria do “Mal de Alzheimer” em estágio bastante avançado...
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo fato dele estar atrasado.
- “Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos ela nem me reconhece...”
Intrigado o médico lhe pergunta:
- “Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:
- “É verdade... ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É” 
O Amor não se reduz ao físico, ao romântico ...
O Amor verdadeiro é a aceitação:
De tudo o que o outro é ...
De tudo o que o outro foi ...
Do que será ...
Do que já não é...

Paulo Pinto Pereira

Março/2009

sábado, 28 de março de 2009

Sem Deixar para Amanhã

Leia essa mensagem conectado à internet

"A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas."
Leo Buscaglia

A vida sempre surpreende. Ou talvez se deva dizer que a morte surpreende a vida? Afinal, ela sempre aparece em momento inoportuno.
 
Quando estamos para nos aposentar e gozar do que consideramos um merecido descanso. Ou quando estamos nos preparando para o casamento.
 
Ou, ainda, quando acabamos de passar por um concurso que nos garantiria uma carreira de sucesso.
 
Por isso mesmo, nunca devemos deixar para amanhã as declarações de afeto.
 
Por vezes, tivemos um professor que nos influenciou muito e realmente deu sentido, propósito e direção à nossa vida. Entretanto, nunca reservamos um tempo para lhe agradecer.
 
De repente, ele morre e ficamos a pensar: "meu Deus, ao menos eu deveria lhe ter escrito uma carta."
 
De outras, brigamos com alguém e punimos a pessoa com nosso silêncio. Passam-se os dias, os meses, os anos.
 
E continuamos com a punição. Aí a pessoa morre.
 
O que acontece? Quase sempre o remorso nos alcança e começamos a cogitar: "eu devia ter falado com ela."
 
Para compensar a nossa culpa, vamos à floricultura e compramos muitas flores, para enfeitar o caixão, a sala mortuária, o túmulo.
 
Teria sido muito mais compensador ter comprado algumas flores antes, um pequeno ramalhete e ter tentado fazer as pazes. Reatar a afeição.
 
É até possível que a pessoa rejeitasse as flores, as jogasse no chão. E nos desse as costas. Mas, então, o problema não seria mais nosso, mas exclusivamente dela.
 
Um dos exemplos mais comoventes a respeito do arrependimento por deixar para depois, nos vem de uma carta escrita por uma jovem americana ao namorado.
 
É mais ou menos assim: "lembra-se do dia em que eu pedi emprestado seu carro novo e o amassei?
 
Achei que você ia me matar, mas você não me matou.
 
Lembra-se de quando eu o arrastei para ir à praia, e você disse que ia chover, e choveu?
 
Pensei que você fosse dizer: ‘eu não a avisei?’, mas você não falou.
 
Lembra-se da época em que eu paquerava todos os rapazes para lhe fazer ciúmes, e você ficava com ciúmes?
 
Achei que você fosse me deixar, mas você não me deixou.
 
E quando deixei cair torta de amora nas suas calças novas?
 
Pensei que você nunca mais fosse olhar para mim, mas isso não aconteceu.
 
E quando me esqueci de lhe dizer que o baile era a rigor, e você apareceu de jeans?
 
Achei que você fosse me bater, mas você não me bateu.
 
Havia tantas coisas que eu queria fazer para você quando você voltasse do Vietnã...
 
Mas você não voltou..."
 
...............
 
Não permitamos que a morte arrebate a chance de dizermos o quanto amamos as pessoas.
 
O quanto elas são importantes para nós. Pode ser uma avó, um irmão, um amigo.
 
Não necessariamente somente pessoas do círculo familiar. Aprendamos a esboçar gestos de amor e a dizer palavras que alimentam a alma do outro.
 
Mesmo que um dia alguém nos tenha dito que não é bom o outro saber que o amamos, porque se aproveitará de nós.
 
Mesmo que outro alguém tenha insinuado que parecemos tolos quando ficamos afirmando a intensidade do nosso amor, da nossa amizade e da nossa ternura.
 
O ser mais perfeito que andou pela Terra, o Mestre Galileu, não temeu demonstrar amor e dizer: "amai-vos como eu vos amei."
 

Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. "O Casulo e a Borboleta", do livro O Túnel e a Luz, de Elisabeth Kübler-Ross, ed. Verus.

Esta mensagem também está disponível em Livro. Clique aqui

Meus queridos amigos, grato por vocês existirem e compartilharem seu tempo, sua vida, comigo e, também, por me permitirem fazer o mesmo!

Amo a todos vocês!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Feliz Era o Seu Avô!

Um dos fatores que que mais contribuiram e continuam contribuindo para a atual desagregação familiar e social que vivemos, é sem dúvida alguma, a falta do pilar principal de sustentação do lar, ainda representado pela mulher.
Estrutura alguma se sustenta, sem que haja uma base adequada e correta distribuição de peso, e a familia é uma estrutura que necessita sustentação; não é indispensável que essa sustentação seja dada por uma mulher, mas é preciso que alguem o faça.
A mulher, por sua condição física e por ser a mantenedora da vida durante sua criação, gestação e desenvolvimento, recebeu essa atribuição; a ela cabe, durante períodos adquiridos, gestar aqueles que darão continuidade à raça humana e após, sustentar de sí própria aquele novo ser. Não é tarefa fácil, pois que o universo feminino sofre completa alteração nessas épocas.
Se fossemos nos aprofundar nos reflexos à segurança da mulher e do feto; da mesma em relação ao grupo de trabalho a que pertence e do trabalho (atividades) em relação à ela, teriamos não um simples texto, mas um tratado, dada a complexidade que envolve.
Feito esse intróito e considerando que não sou contrário a que a mulher trabalhe, estude e seja independente, mas que sou, sim, contrário à realização dessas atividades sem que se meçam as consequências e se adotem soluções, vamos aos meus contrapontos sobre o texto postado pela minha querida e muito talentosa amiga Daniela Figueiredo: “Incomodada Ficava a Sua Avó”, no blog “A Panela das Sete Mulheres” .
Você trocaria uma vida igual a que sua avó teve, por uma vida onde os seus filhos, sobrinhos, etc, vivessem na marginalidade, consumindo drogas, agredindo e sendo agredidos, expostos a perder a vida a qualquer momento e tudo isso, devido a falta de amor, carinho e tempo negados pelos pais?
Hoje, esta é a nossa realidade. Nossos filhos passam a maior parte do seu dia útil, nas mãos de terceiros, vivênciando situações que sequer imaginamos. Quando os encontramos e se temos tempo, conversamos algumas coisinhas, mas nada que altere a concepção já criada sobre diversos assuntos.
Então, você, supermulher, diz: - E eu com isso? Não sou casada! Não tenho filhos! Que se dane quem fez essa besteira...
E assim você continuará pensando até o momento em que, os filhos dessa outra pessoa, te ameacem, assaltem e estuprem... FIM! Cadê a supermulher? Vaí criar o filho bastardo ou vaí abortar, criando mais uma dificuldade para sua consciência?
Você trocaria o brilho nos olhos e um sorriso verdadeiro nos lábios, por um rótulo de supermulher?
Atualmente, quando cruzo por uma mulher e olho nos olhos dela, isso quando ela está sem óculos escuros, o que vejo? Nada além de um olhar opaco, cansado, destituido das verdadeiras qualidades que possui a mulher que os mostra.
Hoje a supermulher está aí, malhando suas frustrações, embelezando sua tristeza, trabalhando seus desgostos...
No momento em que vocês, mulheres, fizerem uma profunda e "verdadeira" reflexão; se questionarem a respeito de seu papel nesta sociedade caótica e entenderem que se igualaram a nós, homens, por baixo, tudo isso que vocês definem por “mulher pós-feminista”, “supermulher”, etc, cai por terra.
Temos por hábito tentar nos enganar a respeito das coisas, principalmente a nosso respeito, mas a nossa consciência é um juiz extremado e o tempo, severo executor da lei natural.


"Não há evolução na a flôr que, enxertada com erva daninha, tenha por finalidade destruir o jardim a que pertence."

Paulo Pinto Pereira
Março/2009




sexta-feira, 13 de março de 2009

Ilusões do Amanhã

Poesia de um aluno da APAE.
Esse poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado pela sociedade, de excepcional.
Excepcional é a sua sensibilidade!
Ele tem 28 anos, com idade mental de 15.

Ilusões do Amanhã

Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver...
se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar,
sem nem ao menos me olhar,
me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr...
eu vou me achar...
prá mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente prá  cada um, o meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito...
Quando estou só, preso na minha solidão,
juntando pedaços de mim que caíram ao chão,
juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo, que acredita num sonho.
Na procura de te esquecer,
eu fiz brotar a flor,
para carregar junto ao peito,
e crer que esse mundo ainda tem jeito.
E como príncipe sonhador...
Sou um tolo que acredita, ainda, no amor."


PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)


quarta-feira, 11 de março de 2009

Minha Amiga... Meu Amor

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Amigas, são um caso a parte em nossas vidas, mesmo as virtuais, pois embora só as conheçamos por fotos e por suas escritas, elas fazem muita diferença no nosso dia-a-dia.

Então, basicamente o que diferencia uma da outra é a proximidade física, que me permite abraçá-la e beijá-la.

Até aí, sem novidades... Então, por que são um caso a parte?

Simples: muitas vezes são elas nossos apoio em relação ao momento da vida pelo qual estamos passando, ou vice-versa, e é nessa hora que o carinho e a atenção se sobressaem ao todo e começa a existir o risco do envolvimento, pois há carência afetiva, as vezes de ambas as partes.

Você está tão próximo dela, abraça-a, acarinha-a, beija-a e recebe igual tratamento; ou ainda, trocam e_mails, conversam via MSN, usam o Orkut e em todas as mensagens, o carinho, a palavra amiga e terna está presente e isso tudo com uma atenção diferenciada... Como resistir? Como não misturar as estações? E mais: e se ela não estiver pensando em nada mais, que não seja ajudá-lo como amiga?

O que fazer? O que vale mais: uma amizade ou uma possibilidade? E o coração?

Quando iniciei este texto, tinha por base tão somente a minha experiência e uma ou outra coisa lida aqui e alí, mas nada mais consistente. Então decidi colocar o assunto como um tópico em uma comunidade do Orkut, a ENCONTROS ,  que recomendo a quem quiser encontrar ótimos amigos.

Assim, o que vou colocar aqui ainda continua sendo minha visão a respeito do assunto, só que agora, enriquecida pela base formada na opinião e vivência de muitas outras pessoas.

Este passeio,via sentimentos e emoções, mistura um pouco da nossa realidade com muito da virtual, que hoje já se tornou um mecanismo que tem dado impulso a muitos relacionamentos.

Por ser fato mais do que conhecido, situações envolvendo golpes, má fé, brincadeiras de mau gosto, etc, praticados por desqualificados, não serão considerados neste post, pois nada acrescentam.

Os textos em destaque, são partes de opiniões de diversos amigos da comunidade.

“A relação virtual existe, não há duvidas! Pessoas se apaixonam por internautas ...

Há cumplicidade na maior parte das vezes e ...muita fantasia também!”

Em um relacionamento virtual, as pessoas, por se julgarem “menos expostas” são mais autênticas e, por consequência, voluntáriamente, ficam “mais expostas”. Efetivamente, traídas pela carência e/ou pela imaginação fantasiosa, acabam por construir “castelos de areia”; essas criações muitas vezes são unilaterais, pois não envolvem ambos os internautas.

Mas... e quando envolve a ambos?

“Houve um caso em que levei a paixão a diante e virou uma linda história de amor! E se teve final ficou a amizade...

Teve também aquele caso que tudo desabou no meio, ficou dor, desencanto...esse deixou marcas bem doloridas ...mas aprendi que faz parte. “

Não são todas as pessoas que tem o preparo adequado para um relacionamento virtual, pois este implica fundamentalmente, em um primeiro momento, a considerar que quem se encontra no outro terminal, está mostrando “quem ela é” e não “como ela é”. Este “imenso” pequeno detalhe pode causar uma grande decepção no momento do primeiro e real encontro. Daí, entre outros, são comuns pensamentos tipo: “Puxa! Eu pensei que ele fosse mais alto”; “Não dá... vão pensar que ela é minha mãe...”

Ainda que a foto da pessoa seja atual, dificilmente será igual quando ao vivo e a cores...

E daí, o “castelo de areia” desmorona e os dois personagens acabam por jogar fora, até mesmo a possibilidade de uma linda amizade.

O ideal é procurar estar preparado para o “pior” e ter maturidade suficiente para avaliar os prós e os contras daquele relacionamento, não esquecendo que, muito provavelmente aquela pessoa já mostrou quem é e que esse foi o fato motivador do encontro; portanto, existe sim, um expressivo valor a ser considerado.

“Mesmo casado, não conseguiu resistir à possibilidade de conhecê-la pessoalmente; pois ela é, pelo menos virtualmente, muito meiga e carinhosa...”

“De fato, como resistir ao carinho?

...melhor não pensar algumas vezes, desviar a atenção , é assim que me escondo de mim...funciona... Convenço-me, muitas vezes, que este é o melhor caminho, assim não machuco ninguém.”

Mas... o encontro aconteceu, a amizade se tornou forte e um deles não conseguiu ludibriar seus sentimentos: apaixonou-se!

“Se o meu coração estiver livre, mas o dele não, caberá a um de nós usar a razão...”

E se não conseguir?

“O que fazer? viver a história, certamente, pois já entendi que apesar de ter aprendido um pouco sobre a vida, mesmo quando eu for bem velhinha meu coração ainda terá muito que conhecer e experimentar sobre o amor. Então continuo fazendo amigos e me encantando com eles! “

“A amizade virtual é uma das muitas formas das pessoas se relacionarem. Só que tem uma mágica nesta forma de conhecimento, pois você vai descobrindo o outro de dentro para fora...vai percebendo seus valores, suas esperanças, sua forma de ser, seu jeito único de se dar de presente, enfim, vamos conhecendo muito o outro...”

“Quantas vezes eu só tinha o mundo virtual como companheiro? Quantas vezes um papo me fez dormir melhor ou me sentir humano de novo?

Muitas vezes......e, quando isso rolou, claro que tinha em meu ser a esperança de ter a pessoa em questão como parceiro de caminhada...porque não?

Aí é que entra a minha razão.....pois aprendi que o amor, a arte de amar, só rola no mundo real...o toque, a emoção do beijo, a sensação da proximidade do outro, as descobertas pequeninas que fazemos com a convivência diária só é possível no mundo de verdade...”

Minha conclusão é que, quando nos apaixonamos por alguém na vida real, essa pessoa se torna aquela que é alvo dos pensamentos e atos diários...

O que fazemos pensando nela, é destinado à nossa satisfação pessoal em verdade...

Queremos que aquela pessoa permaneça ao nosso lado e tudo fazemos visando esse objetivo... mas sempre pensando em nós próprios!

Já quando encontramos uma nova amizade, ainda que virtualmente, essa pessoa não nos torna obsessivos, mas, pelo contrario, quando a encontramos o sentimento é de ternura, alegria... como se algo nos completasse; é um sentimento doce, único...

Então, vale o esforço, nos tornarmos verdadeiros amigos e buscarmos fazer delas, mesmo as virtuais, verdadeiras e queridas amigas!

Termino, deixando para vocês, a poesia do meu amigo José, o Alma de Poeta:

 

“Minha Amiga ...Meu Amor...

Orgulhosamente

vens dizer-me que possuis

a coragem firme

de fugir à mais bela tentação...

De que te serve essa fuga,

de que te serve esse pudor,

envelheces retraindo a tua carne

e o teu sentir...

És uma medrosa...

Quem tem medo da morte

não conhece bem a vida.

Depois,

Quem procura louvar a tua beleza?

Quem passando,

se debruça,

destacando este

ou aquele detalhe

do teu corpo

senão eu amiga?

Não é comigo que te sentes bem?

ah...

Ama ri canta soluça,já...

Não fiques aí,

descansa mais perto,

ao menos aqui...”

Curitiba, março 2009

Paulo Pinto Pereira

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Suicídio e Suas Consequências

As consequências do ato do suícidio para serem discutidas, necessitam de algumas observações iniciais:

1º) O corpo físico não gera ou desenvolve o espirito; é o espirito que desenvolve o corpo físico. O corpo físico é desenvolvido para ser um meio de interação com o planeta, o sistema, a energia mais densa; assim como colocamos um escafandro para descermos a grandes profundidades no oceano e podermos suportar a pressão do mar, também aqui colocamos um corpo que nos permite desenvolver um trabalho. Quando o escafandrista é içado das profundezas do mar, não lhe é permitido que retire o escafandro de qualquer forma, mas é obrigatório retirá-lo com cuidado dentro de uma sala de descompressão de modo a evitar a ocorrência de embolias. Com o corpo físico,o processo é semelhante, só que muito mais complexo e cheio de detalhes, pois que muitos são os processos e sistemas energéticos envolvidos na ligação espirito - corpo físico.

2º) Nós, espiritos, para podermos interagir e criar, desenvolvemos ao longo da nossa existência, um corpo energético chamado períspirito, o qual permite trabalharmos com a matéria em estado vibratório mais denso. Ele é elástico, moldável, adaptável, mas de uso individual, ou seja, ele é especifico e inerente ao espirito que o desenvolveu e possuí caracteristicas próprias daquele ser – é modelito único e exclusivo, para ficar mais claro.

3º) Quando nós, espiritos, vestimos nosso perispirito, recebemos a designação de almas (essa definição depende da corrente filosófica envolvida) e a partir desse momento podemos começar a interagir com a matéria vibratória  mais física.

4º) O perispirito é dotado de milhares de centros de força, cuja função é captar, transformar e distribuir energia, sendo que, alguns serão ligados a sistemas do corpo físico. Os centros de força mais conhecidos são os chamados chacras, cujo sistema principal é composto por sete pertencentes a um conjunto de doze chacras, que distribuem a energia via canais de energia diversos, incluindo os nominados como meridianos, aqui no ocidente.

5º) Após o planejamento do nosso trabalho a ser realizado na matéria física, iniciamos o processo de desenvolvimento do corpo físico que nos servirá de veículo quando encarnados. Esse processo inicia já a partir da concepção e faz com que aquele corpo a desenvolver receba todas as informações adequadas ao comando por parte da alma, o qual poderá ser mais ou menos completo, dependendo do “estado do perispirito” e da condição evolutiva do ser espiritual a encarnar.

Agora vamos considerar todas essas informações para podermos avaliar as consequências de um suicidio realizado por uma pessoa que, utilizando um revolver, atirou na própria cabeça.

01) Quando a pessoa coloca o revolver contra a sua cabeça, no local em que o cano da arma tocar, se farão presentes muitos tipos de energia oriundos de diversos sistemas energéticos do próprio organismo; o instinto de autopreservação prevalecerá sobre os demais na tentativa de reforçar o local a ser atingido pelo projétil. Neste momento se inicia o dano que ocorrerá sobre o perispirito, que tem por base, elementos identicos ao do corpo físico, somente com consistência fluidica menos condensada. No segundo em que o projétil arrebentar o cranio da pessoa, danificará também, o perispirito, destruindo dezenas de centros de força e canais energéticos cujas finalidades serão descontinuadas até que ocorra a reconstrução que poderá durar centenas de anos, a depender, em parte, da condição evolutiva do suicida. É preciso deixar bem claro que, o corpo físico não é somente o veículo da alma e/ou seu espelho; ele é a resultante da interação de diversas energias oriundas do espirito, onde cada ligação é estabelecida através de diversos ciclos vibratórios de ação descendente e velocidade especifica, tornando quase impossível, inexistir danos.

Abrindo um parenteses: Alguém perguntará – Mas então, o mesmo acontecerá com quem acidentalmente tiver a mão amputada, por exemplo?

Não, pois que ocorreu um acidente em que não houve premeditação, ou seja, o instinto de autopreservação não foi acionado e não houve a tentativa de reforçar o local energéticamente.

Tanto isto é verdade, que normalmente quem tem um membro amputado, permanece sentindo-o por completo. Não ocorreu alteração no ciclo vibratório em nível suficiente para gerar danos ao perispirito.

E o que dizer então de monges que, a partir do momento em que consideram que sua missão esta cumprida e que eles necessitam passar para um outro estágio, ficam sem comer e beber, somente recitando mantras, até que a vida deixe seus organismos?

A esses monges, também não ocorrem alterações em seu ciclo vibratório, pois que eles já tem dominio sobre o corpo e suas funções e mais do que isso, podem deixar o corpo físico de forma harmoniosa e equilibrada, desligando os sistemas dos respectivos centros de força lentamente, sem que ocorram danos. Isto não é suicidio, pois não há fuga da vida, mas sim, o reconhecimento da sua continuidade e a busca da permanente evolução – fechando parenteses.

02) Para que o espirito de um suicida possa ter o seu perispirito reconstruido mais rapidamente, nova reencarnação pode ser a solução, pois que alí ele encontrará materiais mais adequados energéticamente para reparar os danos.

Por isso temos tantas pessoas com deficiências físicas; reencarnaram elas, em busca da reparação do seu perispirito e não por castigo divino.

03) A maioria dos espiritos de suicidas ficam na erraticidade, no vale dos suicidas ou em locais inapropriados, porque a natureza é perfeita em todos os seus processos e em assim sendo, a lei dos semelhantes que se atraem permanece ativada, seja para o bem, seja para o mal.

Após cometer o suicidio, o espirito recobra a consciência sobre si próprio e então se dá conta do mal que causou, vindo a se arrepender profundamente do ato realizado. Este sentimento misturado com diversos outros, o leva para junto de espiritos que tiveram procedimentos semelhantes. Como permanecem unidos ao perispirito e ao corpo físico, pois que os sistemas  energéticos permanecem parcialmente ativos, o que impede suas separações, os espiritos sentem toda a influência do processo de decomposição orgânica e todas as emoções e sentimentos resultantes de suas vidas. Dalí somente sairão, após findar a atividade energética/orgânica do corpo físico e após terem  consciência que a encarnação é somente um processo de aprendizado e que não há castigo divino, mas tão somente um fator de magnetismo natural.

O processo acima independe de filosofia ou religião do homem, pois é da natureza.

O espirito é seu único juiz e a natureza a fiel cumpridora das suas leis.

Paulo Pinto Pereira

Fevereiro/2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dualidade Ilusória do Mundo

Amados Filhos,

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.

Torna-se cada vez mais urgente que possais dar um basta ao vosso ego para que possais transpor o limite, para que possais ir além do que vossos sentidos físicos revelam, para que a dualidade ilusória do mundo que habitais possa ser ultrapassada cedendo lugar a unidade que impera em todas as esferas em que a Luz predomina sobre a escuridão.

A ilusão da separação não pode mais ser alimentada em vosso momentum, amados, momentum em que as cortinas que fizeram a humanidade acreditar na separação se dissolvem, uma a uma, deixando à mostra toda a plenitude do Pai Criador disponível para os Filhos da Terra.

Refleti sobre isso, amados; refleti em como se torna cada vez mais difícil para vós crer que sois separados, crer que sois mortais, crer que a doença e a velhice fazem parte da vossa jornada, crer que o sofrimento faz parte da vida.

Vossos olhos podem se deparar ainda com cenas que refletem essas crenças, mas vossas almas cada vez mais dizem não, não, não, o não que se reflete no sentir de vossos corações.

Eles vos revelam que não existem limites no universo assim como não existem limites para as vossas conquistas.

Tudo está disponível para todos, eis que todos são iguais frente ao Criador, e a busca pela plenitude passa necessariamente por uma transformação de vossas crenças.

É hora de deixar de crer na separação para crer no vosso sentir que transmite, através de vossos corações, a verdade de que todos sois partes de um mesmo recipiente, e como partes iguais desse único recipiente tendes, igualmente, os mesmos direitos e as mesmas obrigações, direitos e obrigações que se resumem no direito de resgatardes vossa plenitude desde que possais reaprender a exercitar o amor incondicional, amando a tudo e a todos incondicionalmente.

Vossa felicidade, amados, está diretamente atrelada ao vosso trabalho consciente de amar ao próximo.

Amar ao próximo é o requisito básico e único para que possais ser merecedor, novamente, da abundância de tudo que necessitais em vossa jornada.

Não há falta para os Filhos da Terra que resgatam essa verdade e se empenham em reaprender a exercitar só amor.

Não há falta para aqueles de vós que utilizam a linguagem do amor para transformar guerras em paz, tristezas em alegria, doenças em saúde, escassez em prosperidade.

Não há falta para aqueles de vós que conscientemente dizem não ao egoísmo, a raiva, ao ódio, a descrença, a dor e ao sofrimento.

Não há falta para aqueles de vós que sempre estendem a mão, não importando se o outro é aparentemente amigo ou inimigo.

Não há falta para aqueles de vós que já transformaram o julgamento em compreensão.

Não há falta no mundo, amados, e se ainda vivenciais faltas, se ainda reconheceis faltas em vós e no mundo é porque ainda viveis a ilusão da separação.

Olhai a vossa volta e constatai que tudo chega ao fim somente para aquela parcela de vós que ainda se recusa a admitir a unidade de todas as formas de vida, que se recusa a reconhecer a igualdade de todos os seres e se recusa a alimentar a fraternidade, a justiça e o amor, que só aceita como verdade a separação e o julgamento.

É a separação que alimenta o julgamento, amados; naquele que julga tudo se resume a sim ou não, e é sempre baseado no julgamento dual e ilusório que exercitam suas escolhas, também ilusórias porque limitadas pelo julgamento.

Parti, pois para o exercício do amor na certeza que através dele, e só dele, podereis superar o vosso ego e com ele todo o limite e julgamento que só trazem infelicidade para os Filhos da Terra.

Bem amados, o amor é parte intrínseca do ser de luz que sois, e é preciso que possais permitir que ele venha à tona para que a felicidade volte a imperar em vossa Mãe Terra.

Que vossas orações possam sempre fluir na freqüência cristalina do amor incondicional, para que o amor possa tocar todas as mentes e corações, permitindo que cada vez mais os Filhos da Terra se unam para por um fim ao mundo da ilusão, dissolvendo preconceitos, ódios e todas as barreiras construídas ao longo de todos os tempos.

Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.”

Mensagem de Mãe Maria-03-2009 canalizada por Jane M. Ribeiro aos 26 de janeiro de 2009.

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Código dos Indígenas Americanos

Extraído do Livro de Robert Wong : "O Sucesso está no Eqüilíbrio "

Esta mensagem me foi enviada pelo meu amigo José Claudio Carvalho.


1- Levante com o Sol para orar .Ore sozinho . Ore com freqüência . O Grande Espírito o escutará se você ao menos , falar .
2- Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância , o convencimento , a raiva , o ciúme e a avareza originam-se de uma alma perdida.Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito .
3- Procure conhecer-se , por si próprio .Não permita que outros façam seu caminho por você .É sua estrada e somente sua . Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você .
4- Trate os convidados em seu lar com muita consideração . Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.
5-Não tome o que não é seu . Seja de uma pessoa , da comunidade, da natureza ou da cultura . Se não foi ganho nem foi dado, não é seu .
6- Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra . Sejam elas pessoas , plantas ou animais.
7- Respeite os pensamentos, os desejos e as palavras das pessoas . Nunca interrompa os outros nem ridicularize , nem rudemente os imite.Permita a cada pessoa o direito de expressão pessoal.
8- Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você coloca para fora, no Universo, voltará multiplicada a você.
9- Todos as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados .
10- Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito . Pratique o otimismo .
11- A Natureza não é para nós , ela é parte de nós .Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.
12- As crianças são as sementes do nosso futuro .Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lição de vida. Quando estiverem crescendo, dê-lhes espaço para que cresçam .
13- Evite machucar os corações das pessoas .O veneno da dor causada a outros , retornará a você .
14- Seja sincero e verdadeiro em todas as situações .A honestidade é o grande teste para a nossa herança do Universo.
15- Mantenha-se equilibrado .

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A Estória dos Três Porquinhos Contada por um Engenheiro


Esse texto é como uma adaptação da estória dos três porquinhos para o ramo da engenharia. A estória ficou muito legal.
Esta circulando pela internet sem indicação de autoria.

O filho quer dormir e pede ao pai (engenheiro) para contar uma estória e ele conta a dos três Porquinhos.
Meu Filho, era uma vez três porquinhos (P1, P2 e P3) e um Lobo Mau, por definição, LM, que vivia os atormentando.
P1 era sabido e fazia Engenharia Elétrica e já era formado em Engenharia Civil.
P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos.
P3 fazia Comunicação e Expressão Visual na ECA.
LM, na Escala Oficial da ABNT, para medição da Maldade (EOMM) era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (onde "n" é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo a Granja.
Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.
Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego tresloucado.
Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo "o máximo".
Um dia, LM foi ate a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:- "Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o Conselho de Engenharia Civil para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual! "
Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do Conselho já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.
Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando:- "Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento."
Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de ecos-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pixando e entoando palavras de ordem.
Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1.Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
P1: O que houve?
P2: LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.
P3: Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Comunicação e Expressão Visual!
Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é esse).
LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do Conselho de Engenharia em cima de você!!!, e se for preciso até aquele tal de Confea.
Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do…do… comunicador e expressivo visual) LM chamou os fiscais, e estes fizeram testes de robustez do projeto, inspeções sanitárias, projeções geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas integrais, matrizes, e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.
Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super-comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu ate a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir.
Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N (Newtons) LM para cima.
Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chão.
Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o Papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8 m/s² e que um lobo adulto médio pese 60 kg, calcule:
a) o deslocamento no eixo "x", tomando como referencial a chaminé.
b) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão e
c) o susto que o Lobo Mau tomou, num gráfico lógico que varia do 0 (repouso) ao 9 (ataque histérico).