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segunda-feira, 30 de março de 2009

Questionamentos Sobre a Realidade do Amor

Recebi  este poema da minha querida amiga Júnia e o questiono frente a situações que muitos vivênciam atualmente.

“MUDANÇA
Júnia Cruz Ramires

Situação necessária para modificar o curso...
Experimento do novo contra o portal da teima.
Interrompe incômodo.
Repensa a VIDA.
Acredita.
Transforma. 
Conquista.”

Quando  o experimento do novo contra o portal da teima, implica em deixar uma pessoa, que você ama profundamente já há muitos anos, como fazer?  Como é que se deixa de amar uma pessoa? Como se faz para renunciar a um amor tão forte, muito embora a existencia de mentiras,  falta de consideração, respeito, amizade,  resumindo, desamor por parte da outra pessoa?  Como é que se interrompe esse incômodo?

Repensar a vida, não vai fazer com que os bons momentos daquela união também se destaquem e reforcem ainda mais esse sentimento?

Acreditar que tudo pode ser mudado, apesar da frustração  final, vai transformar essa permanência juntos ou mesmo a renúncia, em algo positivo?

Como reconquistar esse amor ingrato ou ainda readquirir  paz de espirito após a separação?
Dificeis esses questionamentos, não?

Não me parece real afirmar: - Se essa pessoa não te ama e, pior, mentiu, desrespeitou, traiu... abandone-a!
Explico o porquê de não me parecer real: O que acontece conosco que, as vezes, perdemos a noção da realidade e andamos como se não soubessemos para onde?

É como se fossemos uma árvore, na qual o vento bate e  vai fazendo com que as folhas secas comecem a cair;  como se não tivessemos mais forças para decidir aquilo que nos é melhor.... somos despidos de nossa razão ao sabor do vento.

O que somos?
Em verdade, somos escravos dos nossos sentimentos e muitos entre nós, das suas emoções também!  Mesmo  desconhendo a intensidade da ação de todas essas forças, que de um momento para outro pode nos derrubar,  jogando-nos na dificil realidade da vida,  continuamos amando...

E o que é este sentimento denominado amor?
Um singela história como resposta: 
Um homem bastante idoso procurou uma Clínica para um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso.

Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua pressa e ele disse que precisava ir   a um Asilo de Velhos   tomar o café da manhã  com sua mulher que estava internada lá  há bastante tempo ...

Sua mulher sofria do “Mal de Alzheimer” em estágio bastante avançado...
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo fato dele estar atrasado.
- “Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos ela nem me reconhece...”
Intrigado o médico lhe pergunta:
- “Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:
- “É verdade... ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É” 
O Amor não se reduz ao físico, ao romântico ...
O Amor verdadeiro é a aceitação:
De tudo o que o outro é ...
De tudo o que o outro foi ...
Do que será ...
Do que já não é...

Paulo Pinto Pereira

Março/2009

4 comentários:

  1. Eita
    Calou fundo ao meu coração!!!

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  2. Oi, minha querida amiga, que bom te encontrar por aqui!
    No final não conseguimos nos esquecer que somos humanos; o que é muito bom!
    Bjs!

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  3. Paulo, há relacionamentos que se desgastam tanto com brigas e mágoas, que o melhor é se afastar, dar um tempo. Ficar brigando o tempo todo não vale a pena, e mesmo brigando, alguns casais ainda se amam. Escrevi a respeito no meu post Quando o Amor Fere. É estranho quando um relacionamento chega a esse ponto, de um magoar o outro. Beijos!
    PS: Demoro para aparecer porque voltei a estudar, mas sempre que posso, apareço por aqui! No trabalho é bloqueado o login do blogger, então não consigo comentar. Buá! Beijos de novo.

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  4. Quando há necessídade de se afastar, acabam os motivos para permanecer juntos. Quanto a aparecer, também não tenho tido muito tempo; nem mesmo no meu...rsrsrs
    Beijos, minha querida amiga!

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